<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917</id><updated>2011-04-21T16:22:00.085-03:00</updated><title type='text'>O Chato</title><subtitle type='html'>Alguns negam, outros não sabem. Alguns mais, outros menos. Todos somos chatos! E Einstein já dizia que "apenas duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. E eu não tenho certeza se isso é verdadeiro para o primeiro".</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>211</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112155244290705938</id><published>2005-07-18T00:00:00.000-03:00</published><updated>2005-07-17T20:03:12.860-03:00</updated><title type='text'>Enfim...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/68/454/1600/convite2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/68/454/400/convite2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato"&gt;www.verbeat.org/blogs/afonsochato&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos os que me visitavam, meu muito obrigado. Espero que continuem gostando, lá nova casinha. Beijos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112155244290705938?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112155244290705938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112155244290705938&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112155244290705938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112155244290705938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/enfim.html' title='Enfim...'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112159561317508660</id><published>2005-07-17T06:20:00.000-03:00</published><updated>2005-07-17T08:26:47.706-03:00</updated><title type='text'>Porto Alegre e a nova casinha</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;www.verbeat.org/blogs/ ...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que é chato voltar ao mesmo assunto mas, PQP, esta cidade já está enchendo o saco. Alguém pode imaginar o que é viver assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sexta = 28 graus&lt;br /&gt;sábado = 20 graus (e choveu o dia todo)&lt;br /&gt;domingo (agora, às 06:00h) = 10 graus e não para de chover&lt;br /&gt;segunda = 6 graus&lt;br /&gt;terça = 2 graus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois graus na terça-feira. Eu não devia ter aceitado o convite para ir pra &lt;a href="http://www.verbeat.org/"&gt;Verbeat&lt;/a&gt;. O &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/gejfin"&gt;Gejfin&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando"&gt;Tiagón&lt;/a&gt; adoram frio. São capazes de ligar o ar condicionado do condomínio, no frio, em pleno inverno. Vou congelar meus neurônios por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo entender a natureza ter sido feita assim. Podia ser diferente. Quando falo isso as pessoas sempre usam o argumento, no mínimo pequeno, de que as plantas precisam de água, que as uvas precisam de frio, que as estações do ano ... etc. Tá, e daí? Quem fez isso poderia ter inventado uva que não precisasse de frio, plantas que não precisassem de água, etc. Só calor. Por que fizeram a terra inclinada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses e outros temas estarão numa das salas que criei para a nova casinha: "&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Quebrando tabus, paradigmas e outras frescuras&lt;/span&gt;". A idéia é aprofundar o sentido de uma frase atribuída a Mark Twain (se me lembro bem, é isso):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Algumas pessoas perguntam: por quê? Eu pergunto: e por que não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisar e discutir certas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;inevitabilidades&lt;/span&gt; das pessoas. Coisas do tipo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;é assim porque é assim&lt;/span&gt;, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não provei, mas não gosto&lt;/span&gt;. Analisar a recusa das pessoas em ver a vida e o mundo de uma forma diferente; a recusa em dar-se, ao menos, a possibilidade de pensar de outra maneira. O medo da mudança, de afastar-se da zona de conforto, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra sala foi sugerida pelo &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/figurasdelinguagem"&gt;Diego&lt;/a&gt; (Figuras de Linguagem): "&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Eu posso ser chato mas...&lt;/span&gt;". Gostei da idéia, tem a ver com o slogan do blog: "Alguns negam, outros não sabem. Alguns mais, outros menos. Todos somos chatos!" Tem muito chato por aí... não estou sozinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;O que eu penso sobre&lt;/span&gt;". Essa já usei. Dane-se o mundo: é o que eu penso, e daí? hehehe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Seria triste não fosse hilário&lt;/span&gt;", para comentar as mazelas desse país, não apenas as políticas, mas tudo aquilo que, não fosse ficarmos rindo, estaríamos chorando até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Sobre a estupidez humana&lt;/span&gt;", para aproveitar o pensamento do Einstein. Concordo plenamente com ele de que a estupidez humana é infinita. Salinha para guardar os relatos e análises dessa estupidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais difícil das salas (algo tipo a sala dos espelhos): "&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Será que eu consigo escrever?&lt;/span&gt;" Se contei direito, escrevi até agora 223 posts. Como vou começar do zero lá na nova casinha (sim, não copiei os posts daqui), resolvi fazer uma seleção de posts para republicar, de quando em vez. Autocrítica é bom e a tenho: consegui separar exatos 23, isto é, 10%. Só 10% do que escrevi eu mesmo acho que presta. O resto ou são abobrinhas ou é bobagem mesmo! E aí vem a questão: afinal, eu seria capaz de escrever algo que preste? Uma crônica? uma poesia? Um conto? Posso não saber, mas "não tá morto quem peleia". Um dos meus pensamentos favoritos é: quem faz, ao menos tem 50% de chance de acertar; quem não faz, tem 100% de certeza de não acertar. Esta é a sala das esperiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendo manter a sala "&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Curta curtas no sábado&lt;/span&gt;". Sábado tem sido um dia para ficar em casa sem fazer nada. Dia de descansar das duas especializações e do trabalho, que já estão me enchendo o saco. Venho pensando seriamente que está na hora de parar: parar de estudar e parar de me dedicar de corpo e alma ao trabalho. Estudo para ser melhor profissional e se sou um bom profissioal tenho que me manter atualizado estudando. É um círculo vicioso. CHEGA!!! Não agüento mais. Daí ter tempo para ficar chateando "de hora em hora".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou começar a contar tempo para a aposentadoria. Ficar em casa curtindo a filhota, dar mais atenção para a Fernanda (venho pecando nisso), comer um pouco mais a Kaya enquanto posso, pois dizem que o Viagra dá dor de cabeça, e também não agüento mais dor de cabeça (desde pequeno sofro de enxaqueca). É, já que estou na metade final, estou construindo um novo ciclo na vida. Coisas mínimas, apenas o necessário para viver bem e com dignidade. Chega de ego, de ter, de poder, de stress, de me incomodar com o mundo (ele é assim mesmo e não vai mudar enquanto eu estiver por aqui). Enfim, se pudesse estaria em alguma praia do Ceará, só aproveitando. Eu chego lá, me aguardem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo eu faço um puxadinho e vou colocando novas salas. Espero que gostem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112159561317508660?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112159561317508660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112159561317508660&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112159561317508660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112159561317508660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/porto-alegre-e-nova-casinha.html' title='Porto Alegre e a nova casinha'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112155342705433685</id><published>2005-07-16T19:35:00.000-03:00</published><updated>2005-07-16T19:37:07.060-03:00</updated><title type='text'>Essa bosta do haloscan</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa bosta do haloscan não gravou um monte de comentários. Mais, havia gravado - tanto que eu os li - e depois simplesmente os detonou. Não querendo cuspir no prato, mas ainda bem que estou indo embora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112155342705433685?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112155342705433685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112155342705433685&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112155342705433685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112155342705433685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/essa-bosta-do-haloscan.html' title='Essa bosta do haloscan'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112151588390401681</id><published>2005-07-16T09:10:00.000-03:00</published><updated>2005-07-16T21:55:54.460-03:00</updated><title type='text'>Penúltimo post: a revelação!</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;strong&gt;2&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;strong&gt;www.verbeat.org/ ...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Último post nessa casa. Hora de revelar um segredo matido a sete chaves: o que é, afinal, VERBEAT? Qual a sua origem? O que escondem, por trás das aparências líquidas e não lineares? O Chato, genealogista amador que adora história, tem dedicado seus últimos anos a esta pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, meus caros, é que Verbeat é uma seita com origens na França Medieval. Verbeat é a contração de duas palavras da língua francesa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ver = verme&lt;br /&gt;béat = beato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, os vermes beatos. Esse é o verdadeiro significado da palavra. Assim eles eram conhecidos ao tempo de Carlos Magno: os Verbéats. Com o tempo, e com o objetivo de manterem-se escondidos da perseguição levada a cabo, mais tarde, pela Santa Inquisição, tiraram o acento do "e" e passaram a usar uma pronúncia inglesa "verbit".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que era chamados de vermes beatos? Carlos Magno seria coroado, em 800 d.C., por Leão III, como Imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Com medo de mostrar-se submisso ao papa, Carlos Magno somente muitos anos mais tarde passou a utilizar-se do título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leão III, por seu turno, descontente com a desfeita do pupilo, institui uma ordem secreta de cavaleiros que objetivava espionar os movimentos de Carlos Magno. Para que ninguém desconfiasse das atitudes sorrateiras do grupo, Leão III não os colocou diretamente ligados à Igreja. Deveriam ser, no entanto, tal qual beatos, muito dedicados a ela, pois isso serviria de álibi. Afinal, quem ousaria desconfiar de pessoas tão dedicadas a Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí deriva o nome com o qual passaram a ser conhecidos, depois que Carlos Magno, em 805, os descobriu: verbéats, "vermes beatos". Vermes pela maneira como atuavam, sorrateiramente, por baixo dos panos, utilizando-se de métodos muitas vezes indignos, espiões. E beatos, por estarem sempre nas igrejas. Foram de todo infrutíferas as tentativas de Carlos Magno em acabar com a ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a morte de Carlos Magnos, em 814, a ordem entra definitivamente para o submundo, assumindo o caráter de seita secreta que possui até os dias atuais. Há registros de que representantes verbeats tenham participado de várias cruzadas, originando-se dos roubos e atrocidades cometidas, toda sua riqueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reza a lenda que Jacques Molay, o fundador da Ordem dos Cavaleiros Templários, tenha sido, originalmente, um verme beato que deserdara, por estar insatisfeito com os rumos tomados pelos chefes da ordem à época. De qualquer sorte, os verbeats resistiram, ao longo dos tempos, a todas as investidas que buscavam destruí-los. Há confiáveis informações de que eles tenham dedicado quase duzentos anos - de 1745 a 1945 - à tentativa de eliminar todos os registros de sua passagem pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e quais são seus atuais propósitos? Tenho provas, meus caros leitores - e se necessário as mostrarei - de que por trás do disfarce de &lt;a href="http://www.verbeat.org.br/blogs/gejfin"&gt;Gejfin&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.verbeat.org.br/blogs/bereteando"&gt;Tiagón&lt;/a&gt;, escondem-se os atuais vermes beatos. Uma leitura atenta ao que eles inocentemente chamam de posts, mas que na realidade são epístolas aos companheiros espalhados pelo mundo, nos mostra os seus propósitos: tornar a humanidade líquida e não-linear. Destruir tudo o que de sólido a humanidade construiu. Perturbar o raciocínio lógico e encadeado das pessoas, com o bombardeio diário de idéias não-lineares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112151588390401681?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112151588390401681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112151588390401681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112151588390401681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112151588390401681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/penltimo-post-revelao.html' title='Penúltimo post: a revelação!'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112147000109416447</id><published>2005-07-16T06:02:00.000-03:00</published><updated>2005-07-16T10:47:27.040-03:00</updated><title type='text'>A Kaya odeia 0800</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje só vi duas coisas tirarem a Kaya do sério: eu, quando estou muiiiito chato (o que é raro, diga-se de passagem, hehehe), e um 0800. No caso do 0800, chega a dar pena dos atendentes. Se for mulher, então, coitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(aqui devo fazer um parênteses, pois tenho sido testemunha do fato: mulher atendendo mulher é a pior coisa que existe. Se eu fosse mulher, seria que nem a Kaya: botava os cachorros nas atendentes. Atendente seja lá do que for, ao vivo ou por telefone)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não é que tiraram, de uma hora para outra e sem aviso prévio, o débito em conta do celular dela? Eles não têm noção do que fazem, tadinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira, depois de uma semana de trabalho e quase dez quilos a mais para carregar, imaginem a reação de quem recebe uma conta de telefone inesperada. A fala da atendente, no diálogo que segue, pode ser deduzida em função da fala da Kaya:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kaya, depois de muito digitar números e de muito escutar musiquinhas no telefone:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha filha, eu quero saber porque tiraram o débito em conta do meu celular?&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Com a Clara!&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Querida! Eu já te disse, quero saber porque tiraram o débito em conta do meu celular. Eu tenho celular há mais de dez anos, com débito em conta, e isso nunca aconteceu.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Pra que que fazem a gente digitar o número do telefone se depois perguntam??!!!&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Olha aqui, minha filha! Nunca tive problema de saldo na minha conta. Tá pensando o quê?&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Já fui no banco e eles disseram que a culpa é de vocês!&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Já vi que tu não sabe nada mesmo. Como é teu nome?&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Então chama o supervisor dessa porcaria!&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- CHAMA O SUPERVISOR!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, o diálogo se estendeu por mais algumas falas irreproduzíveis num blog tipo família como esse. O problema é que - tive que explicar a ela - os serviços de 0800 não foram feitos para resolver o problema das pessoas; eles foram criados exatamente para não resolvê-los, para afastar as pessoas da empresa. Eles partem do pressuposto de que, bom ou ruim o serviço, as pessoas vão precisar dele e continuar usando. Assim, sempre tentam jogar a culpa pra cima do cliente, nunca é deles. Ou é tu que não tem saldo, ou é o banco, ou é quelaquer coisa, menos eles. No fundo, estão te chamando de idiota por usar o serviço deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento de que existe concorrência, e que podemos trocar de companhia, é palhaçada. São todas iguais, logo não existe concorrência. E a Anatel, no caso, é outra grande porcaria. Ligar para o 0800 da Anatel e nada é a mesma coisa, senão pior. Até hoje, passados mais de seis meses, continuo aguradando a resposta a uma reclamação que fiz para a ouvidoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o 0800 eles evitam ter lojas de atendimento. E por quê? Porque lojas significam pessoas ao vivo para serem atendidas. Pessoas que gritam, esperneiam, ameaçam bater e não saem dali enquanto os seus problemas não forem resolvidos. As companhias não querem isso. Já trabalhei numa, sei bem como é. Não é pra menos que coloquei, lá no Código do Chato, que se pudesse jogaria uma bomba na companhia local de telefonia. Era do governo e os espanhóis compraram. Agora parece que é dos portugueses. As moscas vão e vêm...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raras são as empresas que levam a sério o atendimento ao cliente. Virou moda ter SAC, em função dos programas de Qualidade Total. Terceirizam o atendimento e colocam pessoas altamente incapacitadas para atender. Parecem robozinhos com um único programa que ficam repetindo, independentemente do que o cliente esteja dizendo. E, no final, ainda tem a cara de pau de dizer que "a ... agradece e tenha uma boa noite...". Ora, me poupe! Talvez não seja só a Kaya que odeie 0800...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;PS. Tem um post sensacional lá na &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://luzdeluma.blogspot.com/"&gt;Luma&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;. Vão lá...hehehehe.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112147000109416447?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112147000109416447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112147000109416447&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112147000109416447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112147000109416447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/kaya-odeia-0800.html' title='A Kaya odeia 0800'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112141852412206155</id><published>2005-07-15T06:07:00.000-03:00</published><updated>2005-07-15T06:37:38.246-03:00</updated><title type='text'>Pois é,</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;strong&gt;3&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;strong&gt;www. ...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fazer! Aproxima-se a hora. E visto que tem nóis lá  no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bundas de Fora&lt;/span&gt; do   &lt;a href="http://www.nospornos.weblogger.terra.com.br/"&gt;nós por nós&lt;/a&gt;,  apareçam e leiam. Como disse a &lt;a href="http://www.nospornos.weblogger.terra.com.br/"&gt;Yvonne&lt;/a&gt;, um post de dar água na boca...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112141852412206155?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112141852412206155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112141852412206155&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112141852412206155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112141852412206155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/pois.html' title='Pois é,'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112130856148887938</id><published>2005-07-14T06:00:00.000-03:00</published><updated>2005-07-14T06:58:57.526-03:00</updated><title type='text'>A nova casinha</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas grandes emoções fazem a gente pensar que a vida vale a pena: a nova casinha está pronta. E devo dizer que será a casinha mais bonita da blogosfera. O combinado era que o template atual seria mantido, mas parece que o &lt;a href="http://www.verbeat.org.br/blogs/bereteando"&gt;Tiagón&lt;/a&gt; teve alguns probleminhas com a adaptação. Assim, o &lt;a href="http://www.verbeat.org.br/blogs/gejfin"&gt;Gejfin&lt;/a&gt; propôs fazer um novo e submetê-lo à apreciação desse chato que vos escreve (pelo que entendi, smj, foi o Gejfin quem acabou fazendo o novo template).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou simplesmente sensacional. A identificação criada não poderia ser melhor. Não dei um único palpite sequer. Cem por cento aprovado do jeito que ele fez. Devo salientar a capacidade dele de perceber a essência do blog (eu mesmo não seria capaz de pensar o blog assim) e de transpô-la para um template. As cores, a disposição dos elementos gráficos e textuais, a suavidade do conjunto, enfim, uma graça, uma beleza. Não me canso de ficar olhando, babando e pensando: puxa, isso tudo é meu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gracias Gejfin e gracias Tiagón. O Chato é mais um entre milhares de blogueiros do mundo. Não era necessário que me convidassem. A Verbeat já é grande com os atuais moradores. Eu avisei que corriam riscos colocando meu blog lá. O que poderia pensar a nata da blogosfera? "Pô, esses caras perderam o bom senso. Imagina, colocar um chato como o Chato na Verbeat!!". Mas convidaram, numa demosntração cabal da qualidade do ser humano existente em cada um deles. Grandes emoções. Sem dúvida, é muito bom sentir-se querido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inauguração? Bueno, a inauguração será na segunda-feira. A que horas? Ora, isso é surpresa! Até lá devo mexer com alguns conceitos novos: a idéia de criar algumas categorias temáticas; o estilo dos posts; o conteúdo, etc. Arriscar um pouco mais. Sim, tal qual o Feng Shue, a mexida exterior tem o condão de nos fazer mexer no interior. E devo fazer isso agora, nesses dias, pois semana que vem estarei viajando novamente, correndo o risco de não conseguir postar em algum dia. O post inaugural já está pronto, e devo admitir que foi difícil decidir dentre milhares de coisas para escrever nessa situação. Ah! Devo mandar os convites com o novo endereço, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso estaria acontecendo não fosse por vocês, minha meia duzia de leitores que insistem em achar que não sou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o Chato&lt;/span&gt;. (ou acham e não dizem...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112130856148887938?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112130856148887938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112130856148887938&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112130856148887938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112130856148887938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/nova-casinha.html' title='A nova casinha'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112125170948068613</id><published>2005-07-13T06:48:00.000-03:00</published><updated>2005-07-13T07:57:36.786-03:00</updated><title type='text'>Verdade seja dita</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos ser ingênuos a ponto de imaginar que o interesse público esteja acima de qualquer outro, mesmo nas instituições criadas para isso: os poderes. Vamos supor que uma determinada melhoria em algum procedimento, envolvendo os três poderes, deva ser realizada. O princípio básico que rege a atuação das pessoas, nesse caso, é a obtenção de um benefício para a sociedade, para o cidadão. Eficiência, eficácia e efetividade são palavras de ordem que deveriam ditar os rumos das negociações. Não é o que acontece, no entanto, na prática. Quando pessoas dos três poderes se reunem para estabelecer esse procedimento comum, a escala de interesses torna-se outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, há que diferenciar o status das pessoas, pois que determinante dessa nova escala. Como falamos de poderes, via de regra falamos de agentes públicos que estão divididos em duas categorias: os agentes políticos e os servidores públicos. Reuniões de agentes políticos são absolutamente diferentes de reuniões de servidores, ou mesmo de reuniões mistas. A primeira vista poderia parecer que a escala de interesses fosse diferente para cada tipo de reunião, mas não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escala que se estabelece é invariavelmente esta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. interesses pessoais&lt;br /&gt;2. interesses do grupo&lt;br /&gt;3. interesses da instituição&lt;br /&gt;4. se sobrar tempo, interesse público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo prático torna isso claro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Poder Legislativo edita lei direcionando ao Poder Executivo a obrigação de estabelecer e tornar efetiva uma determinada política pública, por exemplo, a proteção da criança e do adolescente por meio da disponibilização de abrigos. O poder executivo estabelece a política pública: abrigagem e os meios de realizá-la. No entanto, não a executa, pois para isso precisa deterteminar recursos orçamentários (tornar efetiva a política, realizá-la).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Poder Legislativo, por outro lado, edita lei direcionando ao Ministerio Público a obrigação de "zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia;" (CF88, art. 129, II). Ciente do seu mister, o Ministério Público ingressa com Ação Civil Pública contra o Poder Executivo (uma prefeitura, p.ex.) para que torne efetiva a proteção dos direitos da criança e do adolescente e construa os abrigos necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão, no Poder Judiciário, é tratada da seguinte forma: como a realização de políticas públicas é ato discricionário (necessidade, conveniência e oportunidade) do Poder Executivo (em função de norma editada pelo Poder Legislativo), cabe apenas a este a decisão de quando e como realizar o ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto!!! Aí temos o cachorro correndo atrás do próprio rabo! E as crianças continuam sofrendo nas ruas, sem os abrigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como acontece, na realidade, por trás desse formalismo todo? É aqui que se estabelece a hierarquia falada. O prefeito está mais interessado em realizar atos que pssam render pontos para si, pois está interessado ou em se reeleger, ou em manter-se próximo ao poder (interesse pessoal em primeiro lugar); depois, há o interesse partidário, pois este também deve manter-se no poder, o que determina quais sejam as políticas para atuação prioritária (interesse do grupo conformando os interesses e atos do prefeito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto vai para a Câmara dos Vereadores, que deve decidir a alocação dos recursos orçamentários. A roda gira no mesmo sentido: o vereador preocupa-se em "defender a base", realocando, na medida do máximo possível, os recursos de forma a atender primeiro os seus interesses em se reeleger. Por essa razão os orçamentos, no Brasil, são peças de ficção: os demais poderes (Executivo, Judiciário e Ministério Público) escondem o máximo possível as rubricas para que o Poder Legislativo não possa aproveitar-se delas em proveito próprio. Aqui temos o terceiro nível da escala de interesses: o interesse da instituição. Deve-se proteger a instituição acima dos interesses das outras instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como isso é apenas um post, dá logo para imaginar que não sobra tempo para realizar o interesse público. O poder executivo, como consegue esconder a alocação dos recursos destinados à proteção dos direitos da criança e do adolescente, acaba por fazer o que bem entende, isto é, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NADA&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nada&lt;/span&gt;, também, é o o que o Ministério Público pode fazer, pois &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nada&lt;/span&gt; é o que o Poder Judiciário diz que ele pode fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá para imaginar perfeitamente, porque é tão fácil a corrupção no Brasil. O sistema existente, isto é, o cachorro correndo atrás do próprio rabo, permite isso. E como, na escala de interesses, o interesse pessoal ocupa o primeiro lugar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora imaginem uma reunião com representantes desses poderes todos... o que acontece? Quem já teve a oportunidade de participar sabe bem do que eu falo: acontece que as crianças e adolescentes continuam nas ruas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112125170948068613?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112125170948068613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112125170948068613&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112125170948068613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112125170948068613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/verdade-seja-dita.html' title='Verdade seja dita'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112113614672240912</id><published>2005-07-12T05:51:00.000-03:00</published><updated>2005-07-12T06:44:21.660-03:00</updated><title type='text'>O mal do século XXI</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/68/454/1600/alois.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/68/454/320/alois.jpg" alt="Alois Alzheimer, médico que emprestou o nome à doença" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouca saúde, muita saúva,&lt;br /&gt;os problemas do Brasil são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crises políticas ou institucionais passam. Sempre existiram e sempre vão existir. É da natureza humana, tanto quanto o é o terrorismo, seja ele de grupos ou o de Estado (atualmente praticado pelos EUA e seus aliados), buscar a destruição. O que não se poderia deixar passar é o estado da sáude pública em um país como o Brasil, cuja população está envelhecendo.&lt;br /&gt;&lt;p class="news"&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma, em cada 10 pessoas maiores de 80 anos será portadora da Doença de Alzheimer a cada ano que passa. A mesma probabilidade vale para 1 a cada 100 pessoas maiores de 70 e 1 a cada 1000 pessoas maiores de 60 anos. Esta é a avaliação de 1999, feita pela Federação Espanhola de Associações de Familiares de Enfermos de Alzheimer (AFAF) A Doença de Alzheimer acomete de 8 a 15% da população com mais de 65 anos (Ritchie &amp; Kildea, 1995).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p style="font-style: italic;" class="news"&gt;Existem atualmente em todo o mundo entre 17 e 25 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer, o que representa 70% do conjunto das doenças que afetam a população geriátrica. Assim, a Doença de Alzheimer é a terceira causa de morte nos países desenvolvidos, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares e para o câncer. Os pacientes de Alzheimer já são quatro milhões, nos Estados Unidos. No Brasil, não há dados precisos, mas estima-se que a confusão mental atinge por volta de meio milhão de idosos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="texto"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Talvez a atual e grande importância da Doença de Alzheimer e outros estados demenciais se deva às estatísticas epidemiológicas que se têm sobre eles, as quais mostram uma prevalência de Demência em maiores de 65 anos em torno de 6-10%. Para o mesmo grupo etário, a prevalência da Depressão se situa em patamares ligeiramente menores, porém, com a mesma magnitude. (para quem quiser saber detalhes da doença, continue lendo &lt;a href="http://www.psiqweb.med.br/geriat/alzh.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;O Alzheimer é uma doença muito triste, se vista pelo prisma de quem está de fora. Ela é conhecida como uma doença muito mais da família do que do próprio portador. Este sequer nota que está com a doença, pois literalmente vai se apagando ao longo do tempo. Minha mãe tem Alzheimer há dez anos, o que já pode ser considerado um recorde de duração, pois em geral as pessoas morrem entre três a sete anos depois de feito o diagnóstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanho o apagar de uma vida desde que notei os primeiros sintomas. Por isso é triste. É triste ver uma pessoa, ativa durante 70 anos, de repente começar a desaparecer a ponto de sequer reconhecer os filhos. A minha já não me reconhece. É triste ver alguém independente passar a depender dos outros para as coisas mais básicas da vida humana. É triste ter que trocar fraldas em quem te trocou as fraldas. Não faço isso, pois sequer teria coragem. E aí entra a questão da saúde pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos condições de manter enfermeiras 24 por 7 ao lado dela. Isso é uma exceção. Talvez uns 5% apenas, dos números dados no artigo que reproduzi, tenham condições de fazer isso. O resto? Nem imagino como fazem. O Alzheimer ainda não tem cura. O máximo que se pode fazer é tentar diminuir a velocidade com que a doença destrói o cérebro das pessoas e retardar a morte. E sabem como? Com um coquetel de remédios que custam uma verdadeira fortuna. Somente um deles custa mais que o salário mínimo. Sem contar fraldas, roupas, alimentação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não tem cura, o indicado é simplesmente manter um pouco da dignidade do paciente e tentar proporcionar-lhe uma morte o mais tranqüila possível, quando esta se aproximar de fato. Para fazer isso gasta-se mais de três mil reais por mês. E quem não tem sequer um salário mínimo? As estatísticas estão aí: o Alzheimer é a doença da velhice e o país está ficando velho e os velhos desse país são pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devem morrer à mingua, pois, se já não é fácil acompanhar a doença mesmo tendo recursos, o que dirá sem tê-los. As famílias simplesmente devem "jogar" seus velhos nos asilos de mendicidade (alguns se autodenominam de clínicas de geriatria, mas não passam de depósitos de pessoas, pela maneira como as tratam. Recentemente a esposa de um primo morreu numa clínica - considerada boa - simplesmente porque as enfermeiras não viram que ela estava morrendo!!!). E o país não faz absolutamente nada para prever essa catástrofe pública. Teremos, em breve tempo, mais um problema seríssimo. Currupção passa e pode diminuir se tratada; Alzheimer não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste ver alguém se apagando e morrer sem sequer lembrar-se de quem era; sem sequer lembrar da vida que teve; das coisas que realizou; dos filhos que colocou no mundo; das alegrias e tristezas; de tudo aquilo que contribuiu para o mundo. Não sei o que se passa no íntimo, naquele mais escondido recanto da alma dela: se lá saberá disso tudo que está lhe acontecendo. Por isso é que cada vez mais me convenço que a única coisa que levamos daqui é isso que poderá estar escondido até mesmo de nós, mas que levamos seja lá para onde for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto? Passa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A foto é de Alois Alzheimer, médico estudioso que pela primeira vez relatou as caracteríscas da doença que hoje leva seu nome.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112113614672240912?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112113614672240912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112113614672240912&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112113614672240912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112113614672240912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/o-mal-do-sculo-xxi.html' title='O mal do século XXI'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112100137742573834</id><published>2005-07-10T10:14:00.000-03:00</published><updated>2005-07-10T10:29:10.670-03:00</updated><title type='text'>A mulher de 38</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desde que me conheço por gente venho analisando as mulheres. Como numa pesquisa científica, formulei algumas hipóteses que, com o tempo, fui testando. A pesquisa versa sobre as “variações no comportamento feminino e sua relação com a idade”. Hoje posso publicar os resultados.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;A primeira conclusão é que existe, de fato, uma relação entre períodos de idade e comportamento, a saber:&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;13 – 15:&lt;/span&gt; período da descoberta da tesão. Fora algumas precoces exceções, em número cada vez maior, esse período caracteriza-se, apenas, pela insatisfação por não ser adulta o suficiente para sair dando. É o período da “mão boba”, também conhecido como “deixa eu botar a mão só um pouquinho?”. As mais ousadas arriscam um boquete, de quando em vez, no namoradinho. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;15 – 18:&lt;/span&gt; período da perda da virgindade. Segundo as estatísticas, a maioria das meninas perde a virgindade nesse período. O que é ruim, pois vão ficar sem saber o que é sexo praticamente até os 35 anos. E por quê? Porque geralmente dão pra algum babaca um pouco mais velho e que também não manja nada do mister. Essa fase é conhecida, para os meninos, como “botei, gozei, tirei”, pois a única coisa que os marmanjos conseguem fazer é masturbar-se na menina. Algumas meninas costumam ficar com o mesmo namoradinho durante todo o período (que também é o da descoberta da paixão), pois aqui vale, para elas, o ditado: amor de pica fica. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;18 – 27:&lt;/span&gt; período da revolta sexual. A menina entra pra faculdade e precisa mostrar pros colegas que manja de tudo, inclusive de dar, coisa que ainda não aprendeu. É uma época dúbia, pois além de ser a época de transar em pé dentro de banheiros de bares e boates é, também, a época de só querer dar pro cara que tem carro e dinheiro. É o período dos namoros de dois a três anos: as meninas investem pensando numa “relação duradoura”. Lá pelos 24 ou 25 anos descobrem que só perderam tempo: descobrem que o namoradinho da faculdade, o “futuro marido” e que só tira zero, não é um inteligente matão, é um babaca mesmo. É o período das primeiras investidas para o casamento. É a época do primeiro surto (outros virão): a idéia, ainda persistente em pleno séc. XXI, de virar “titia”, faz com que as meninas aprontem de tudo pra casar. As que conseguem hão de se arrepender para o resto da vida. Casam, botam filhos no mundo, acreditam na conversa de que o marido vai ajudar em casa, algumas largam a carreira profissional em prol da família. Setenta por cento chega aos 38 anos separada. Continuam sem saber quase nada de sexo.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;28 – 35:&lt;/span&gt; É o período do “cafajeste”. Neste período temos dois grupos. (1) as que permaneceram solteiras e (2) as que permaneceram casadas. No primeiro grupo, a característica básica é uma relativa tranqüilidade. Geralmente já estão encaminhadas profissionalmente, têm uma razoável independência financeira, saem na hora que querem e dão pra quem quiserem dar. É quase a única fase em que a mulher pode se dar ao luxo de escolher para quem vai dar. Mas, como não tinham aprendido, ainda, a dar, via de regra, acabam se relacionando com os conhecidos “cafajestes”. De uma maneira geral, no entanto, resistem bem até os 35 anos. No segundo grupos, das casadas, a situação não é nada tranqüila. O sonho de ter uma família estável e feliz se encaminha para o brejo. Vêm as crises: a dos três e a dos sete anos. Se conseguir passar pela dos três, é quase certo que não passa pela dos sete. Via de regra, chegam aos 35 anos separadas. E com os filhos. É o período em que descobrem que casaram com cafajestes. Demora um pouco, mas acabam descobrindo que aquele joguinho de futebol com os amigos, no sábado, sempre acaba em putaria e que os arranhões nas costas não são das chuteiras de um amigo, mas das unhas de alguma baranga.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;35 – 38:&lt;/span&gt; Este período marca o início da maior crise da mulher, e que tem seu auge aos 38 anos. Temos, também, dois grupos: as que chegaram aos 35 solteiras e as que chegaram separadas. As que permanecerem casadas nessa fase, pior sorte lhes aguarda adiante. Há um fenômeno comum: ambos os grupos, embora partindo de conjunturas diversas, acabam com o mesmo comportamento aos 38 anos. Cansadas de dar para cafajestes que só se masturbavam nelas feito adolescentes, as solteiras liberadas e independentes descobrem, nesse período, que acreditar na revolução do feminismo foi a maior furada da vida delas. Têm tudo o que querem, menos duas coisas: ainda não aprenderam sexo e estão sozinhas. Dos trinta e cinco aos trinta e oito anos, a crise só recrudesce. É, também, a fase em que algumas pensam em fazer as famosas “produções independentes”, pois chegar aos trinta e cinco sem filhos é o fim da picada. No grupo das separadas e com filhos, a crise se dá por acharem que nenhum outro homem há de querê-las, pois “quem há de agüentar minhas pestinhas?”, pensam elas, ou “homem não gosta de kit completo”. Como são frustradas no objetivo de ter uma família, saem a cata de qualquer um que faça bilu-bilu nos filhos. Dos trinta e cinco aos trinta e oito anos, a crise só recrudesce. As separadas descobrem, também, que deixar a carreira em segundo plano custou caro. Daí que o grande volume de ações de pensão alimentícia se dê nesse período: seja porque não ganham o suficiente; seja porque não ganham nada; seja simplesmente por vingança contra o FDP que a deixou na mão (mesmo que tenha sido ela a terminar, sempre há de pensar que o cara é um FDP).&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;38:&lt;/span&gt; O auge; o ano do cachorro. Afaste-se de qualquer mulher com 38 anos. Se, porventura, for inevitável (vá que você tenha bebido muito, né?), não esqueça jamais a camisinha. Não caia no conto da pílula, do DIU e de que ela está superprotegida: é lorota pra pegar você. Aqui é ponto de encontro do desespero, tanto de solteiras quanto de casadas. Durante um ano, ambas estarão “matando cachorro a grito”. Não seja um. Bares e chats estão cheios delas. Costumam andar vestidas como adolescentes. É a fase em que as separadas competem com as filhas adolescentes e as solteiras competem com as adolescentes filhas das separadas. O grito de guerra é: “qual o problema de eu andar com um homem mais moço?”. Normalmente esse “mais moço” é algum adolescente de 20 e poucos anos, que elas conheceram na academia, que é onde passam a maior parte do tempo quando não estão trabalhando ou cuidando dos filhos. Por isso continuam sem aprender sexo durante esse ano, pois quase nenhum homem, entre os 20 e 40 anos sabe trepar. Ambas querem, desesperadamente, casar. Muito importante: durante esse ano elas abandonam todo e qualquer preconceito econômico; nesse ano serve qualquer um, inclusive você, notório pé-rapado que ainda mora com a mãe.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;39 – 41:&lt;/span&gt; Felizmente nem tudo está perdido. Passada a crise dos &lt;st1:metricconverter productid="38, a" st="on"&gt;38, a&lt;/st1:metricconverter&gt; maioria (note que é a maioria, não todas. Portanto, um pouco de cautela nessa fase também é necessária) começa o caminho para a melhor fase da mulher. Como não conseguiu nada até agora, tanto as solteiras quanto as separadas descobrem que podem aprender um pouco mais sobre si e sobre a vida. Descobrem, finalmente, que foram mal comidas o tempo todo e que não aprenderam nada sobre o que seja esse tal de orgasmo. Aí fica bom, pois se dedicam a aprender o sexo. E chegam aos 41 como verdadeiras experts nas artes da cama. Começam a se relacionar com homens com mais de 40, pois estes já sabem como fazer uma mulher feliz na cama: descobriram que mulher é algo mais que um masturbador falante. São três anos de puro aprendizado. É o caminho para a verdadeira independência da mulher, que se completará aos 41. Já não buscam mais um homem para casar; querem alguém que as trate com dignidade, apenas. Por terem passado o ano dos 38 dentro das academias, ou caminhando nos parques, estão com o corpinho &lt;st1:personname productid="em forma. Sabem" st="on"&gt;em forma. Sabem&lt;/st1:personname&gt; que são desejáveis e se aproveitam disso para algo mais útil do que simplesmente dar: querem aprender. E aí liberam geral, sem frescuras ou pudores de adolescentes. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;42 – 45:&lt;/span&gt; o melhor da mulher. Ao menos na pesquisa, que se encerrou nessa fase. Mais eu não conheço. Dos 42 aos &lt;st1:metricconverter productid="45 a" st="on"&gt;45 a&lt;/st1:metricconverter&gt; mulher está no auge de tudo. Completa, independente, dona e senhora da vida e do corpo. Aqui há um porém: é comum haver separações nessa idade. Afinal, pra quem casou nos 20, já lá se vão outros vinte de casamento. Poucos resistem a tanto tempo. Mas essas, em geral, passam uns cinco a sete anos refazendo a cabeça e a vida. Até lá já passaram dos 45 e aí não sei como ficam as coisas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;A segunda e última conclusão é, na realidade, uma dúvida: será que minha amostra foi estatísticamente relevante?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112100137742573834?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112100137742573834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112100137742573834&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112100137742573834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112100137742573834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/mulher-de-38.html' title='A mulher de 38'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112093415573034727</id><published>2005-07-09T15:40:00.000-03:00</published><updated>2005-07-10T07:42:37.393-03:00</updated><title type='text'>Extra! Extra!</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fatos atropelam as versões. Como o Chato foi atendido em seu desejo de ter um banner para a mostrar o que pensa sobre o debate "Afinal: blog é ou não democracia?", somos forçados a interromper o programa "Curta curtas no sábado" de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chato agradece, de coração, ao &lt;a href="http://www.verbeat.com.br/blogs/gejfin"&gt;Gejfin&lt;/a&gt;, pela generosidade e pelo tempo (que sabemos ser importante) dedicado à causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O banner encontra-se ali no profile. Não haveria outro lugar para colocá-lo, pois, se é o que eu penso, é a minha cara. Se alguém desejar copiá-lo, sinta-se à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer sorte, o fato implica numa alteração do Código do Chato, para acrescentar um artigo. Assim sendo, publicamos na íntegra, em primeira mão, o decreto n.º 1957, de 09 de julho de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Decreto 1957, de 09 de julho de 2005.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acrescenta os artigos 11 e 12 ao Código do Chato e dá outras providências.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O CHATO&lt;/span&gt;, no uso das atribuições que lhe confere o inciso IV, do art. 5º, da Constituição Federal de 1988, decreta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 1º - O Código do Chato fica acrescentado do seguintes artigos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Art. 11 - Blog é blog e não se discute.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Art. 12 - Neste blog não existe democracia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Parágrafo único. Quem pensar diferente que vá reclamar ao bispo.&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 3º - Este decreto já está em vigor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porto Alegre, 09 de julho de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chato."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exposição de motivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me passa pela cabeça que possam existir seres humanos, que pensem que blogs são públicos, embora eu até saiba que existam. Como dizia Einstein (frase colocada junto ao título do blog), &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não há limites para a estupidez humana&lt;/span&gt;. Esse é um caso típico. Quão estúpida pode ser a mente de alguém, por confundir o meio com o conteúdo ou com a forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler algum pensamento publicado num blog, e ter a caixa de comentários disponível, não dá a ninguém o direito de ser agressivo ou qualquer outro sinônimo da estupidez humana. Divergir, debater, discordar, ou qualquer outro sinônimo de inteligência humana, sim, isto não apenas é possível, como desejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém, mas absolutamente ninguém, é dono da verdade. Mesmo porque a verdade não existe (ver art. 7º do Código). O que construímos, nessa vida, é o conhecimento. E o conhecimento nada mais é do que o acúmulo de experiências e não, como pensa a estupidez humana, da ciência e consciência de uma verdade que não existe. Uma das formas de conhecer é a troca. E troca se faz apenas pelo debate, que é uma via de mão dupla. A agressão é uma via de mão única que não possibilita o conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ninguém é dado esquecer o supremo poder, quase divino até, que tem o dono de um blog: a qualquer momento e segundo seu talante, pura e simplesmente deletá-lo. Isso, por si só, já deveria ser o suficiente para frear a sanha democrática da estupidez humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há que confundir um velho ditado, que diz: "não concordo com o que dizes, mas defenderei até a morte o direito que tens de dizê-lo", com autoridade para entrar na casa dos outros e esculhambar. E blog é, sim, a casa do seu dono. Uma coisa é aceitar diferenças; outra é admitir a estupidez humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, não custa nada lembrar que os crimes contra a honra são independentes do meio pelo qual são praticados. E a internet é apenas um meio. Alertem-se presentantes da estupidez humana: todos os comentários são gravados e o IP dos autores são registrados. Isso significa que é possível mover uma ação criminal tendo como prova a cópia do comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter liberdade de comunicação não significa ter liberdade de agressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;Redação alterada por sugestão do &lt;a href="http://lixotipoespecial.blogspot.com"&gt;Flávio Prada&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112093415573034727?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112093415573034727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112093415573034727&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112093415573034727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112093415573034727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/extra-extra.html' title='Extra! Extra!'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112090723518810626</id><published>2005-07-09T08:00:00.000-03:00</published><updated>2005-07-09T10:00:46.086-03:00</updated><title type='text'>Curta curtas no sábado</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;08:00&lt;/span&gt; - Tá indo rápido demais, já é sábado de novo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;08:30&lt;/span&gt; - Ontem fomos fazer mais uma ecografia. Tudo bem com a Clarissa: 1,200Kg e é a cara do pai. O problema é que, enquanto esperávamos, arranquei as páginas de uma revista. Que feio! Há que se ter técnica para fazer isso, em meio a uma sala de espera cheia de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;09:55&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ruínas da Babilônia foram danificadas pelos EUA&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequena notícia que encontrei na revista "História Viva" deste mês (a que eu rasguei foi outra revista):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Museu Britânico preparou relatório no qual afirma que as forças lideradas pelos Estados Unidos no Iraque causaram danos às ruínas da Babilônia, um dos sítios arquelógicos mais importantes do mundo. O estudo, citado pelo jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Guardian&lt;/span&gt;, constatou que calçamentos de 2,6 mil anos de idade foram destruídos por veículos militares e que fragmentos arqueológicos foram usados para encher sacos de areia numa base militar instalada no local. Ainda segundo o relatório, áreas da cidade teriam sido cobertas de cascalho para facilitar o pouso de helicópteros e servir de estacionamento para veículos, comprometendo futuras explorações arqueológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/68/454/1600/Babilonia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/68/454/320/Babilonia.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O documento diz também que rachaduras e lacunas apareceram em um dos mais importantes monumentos da Babilônia, a Porta de Ishtar, do qual teriam tentado retirar tijolos decorados."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/68/454/1600/Ishtar1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/68/454/320/Ishtar1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sem comentários (da minha parte, ao menos)!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112090723518810626?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112090723518810626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112090723518810626&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112090723518810626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112090723518810626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/curta-curtas-no-sbado_09.html' title='Curta curtas no sábado'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112081517086511951</id><published>2005-07-08T06:24:00.000-03:00</published><updated>2005-07-08T06:34:41.186-03:00</updated><title type='text'>Campanha</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me ajude por favor: eu não manjo nada de ferramentas para desenhar um banerzinho para uma campanha e para botar lá na nova casinha. Negócio é o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se discute sobre democracia em blogs. Gente dizendo que sim, gente dizendo que não. Gente dizendo que pode deletar, gente dizendo que não pode deletar comentários. Tem de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que, cheguei a brilhante conclusão: sabe aquela história de que "gosto é gosto e gosto não se discute"? Essa discussão sobre blogs elevou-os a mesma categoria do gosto, da religião, da política e do futebol: não se discute! Daí a campanha e o banner:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Blog é blog e blog não se discute&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria, na blogosfera, alguma alma caridosa para fazer-me esse favor?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112081517086511951?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112081517086511951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112081517086511951&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112081517086511951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112081517086511951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/campanha.html' title='Campanha'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112078383098016756</id><published>2005-07-08T05:43:00.000-03:00</published><updated>2005-07-08T05:41:02.306-03:00</updated><title type='text'>Da série "O que eu penso sobre"</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem o que eu penso sobre gente que é contra o uso de células tronco, de clonagem de órgãos, de doação de órgãos, de transfusão de sangue, de tantas outras coisas que a ciência vem produzindo e que podem salvar a vida de muitos seres humanos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez essa gente não tenha se apercebido, ainda, da inexorabilidade da evolução humana, da evolução da sua produção, seja científica, seja filosófica. Aliás, a única coisa que não evolui são algumas religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém me perguntasse, nessas correntes que andam por aí, qual é a cena de filme que mais representa a humanidade, não teria dúvida em dizer que é uma cena de 2001 - Uma Odisséia no Espaço: é quando o macaco pega o osso, bate-o diversas vezes no chão ameaçando os demais e, ao lançá-lo ao ar, transforma-se na espaçonave que orbita a lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta cena é de um significado múltiplo, porém único na sua essência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. é a descoberta de que o homem é capaz de se utilizar da natureza. É quase - se não for - uma representação bíblica do gênesis: Deus fez a natureza para que dela o homem fizesse proveito. Nessa cena o macaco descobre-se diferente da natureza, separa-se dela: toma consciência de si. É expulso do paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Ao tomar consciência de si, toma, também, consciência do poder sobre os demais da sua espécie. Nasce a posse, que irá evoluir para a propriedade. O que antes era apenas defesa de um território como defesa da "família", e indiretamente da espécie, passa a ser a defesa da posse derivada do poder: diferencia-se o ser do ter, que passa a determinar a evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A posse - o ter - leva o macaco do osso à espaçonave: a evolução. A evolução material baseada no ter. Mas não para aí. Ainda temos o monolito a perseguir. A origem e fim de tudo; a continuação da evolução, daí dizer que ela é inexorável. E nos aproximamos dele, quer queiram alguns ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem sempre será menor que a humanidade. O homem só vai parar de matar a vida quando aprender a fazer vida. Por isso não dá para entender que existam pessoas que preferem ver semelhantes morrendo a abrir mão de preceitos ético-religiosos, que se acabam quando eles - os que defendem - também acabam. É a hipocrisia querendo frear a evolução. Pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu penso dessa gente? Não penso, eu só espero que essa gente jamais precise, para si ou para algum familiar, dessa evolução para continuar viva. E se houver algum deus por aí, que os faça morrer lentamente de alguma doença que poderia ser curada com alguns desses avanços por eles negados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112078383098016756?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112078383098016756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112078383098016756&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112078383098016756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112078383098016756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/da-srie-o-que-eu-penso-sobre.html' title='Da série &quot;O que eu penso sobre&quot;'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112069376811060365</id><published>2005-07-06T19:55:00.000-03:00</published><updated>2005-07-07T06:50:00.833-03:00</updated><title type='text'>Textos - II</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tivesse dirigido minha vida pelo caminho que ela segue hoje, teria me dedicado às palavras e ao texto e suas regras. Lingüística, semiótica, teoria da comunicação, gramática; o estudo da linguagem é fascinante. Antes, talvez, estudaria piano. Não pertenço ao universo das pessoas que acha o português uma língua complicada. Ao contrário, penso que é bastante simples, os professores é que complicam; as pessoas é que complicam. Também não pertenço ao universo daqueles que querem petrificar a língua; dos que gostariam de retornar ao latim vulgar (embora ache importante seu estudo); dos que reclamam da linguagem utilizada na internet, o internetês. Sobre isso, aliás, ver o verbete "Lingüística" em http://pt.wikipwdia.org :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[...] As pessoas envolvidas nesses esforços de "descrição" e "regulamentação" têm sérias desavenças sobre como e por que razão a linguagem deve ser estudada. Esses dois grupos podem descrever o mesmo fenômeno de modos diferentes - em "linguagens" diferentes. Aquilo que para um grupo é "uso incorreto" para o outro é "uso idiossincrático" ou apenas simplesmente o uso de um subgrupo particular (que geralmente é menos poderoso socialmente do que o subgrupo social principal, que usa a mesma linguagem).&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;Em outro verbete, temos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A &lt;b&gt;linguagem&lt;/b&gt; diz respeito a um sistema constituído por elementos que podem ser gestos, sinais, sons, símbolos ou palavras, que são usados para representar conceitos de comunicação, idéias, significados e pensamentos. Nesta acepção, linguagem aproxima-se do conceito de &lt;b&gt;língua&lt;/b&gt;. Numa outra acepção, &lt;b&gt;linguagem&lt;/b&gt; refere-se à função cerebral que permite a qualquer ser humano adquirir e utilizar uma língua.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;Sou dos que preferem uma língua viva, mutável, próxima do conceito de linguagem; uma língua que admite que idéias, significados, pensamentos e comunicação também são mutáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um texto é um sistema constituído por palavras escritas, sinais e símbolos, com o objetivo de comunicar idéias, significados e pensamentos. Talvez existam outras definições, mas prefiro ficar com essa. Sob a ótica desse conceito, o internetês é, sim, uma linguagem, uma quase língua, um dialeto. Até aí nada de mais, todos sabemos disso. O que é preocupante, é o fato de existirem pessoas que se colocam contra o internetês e chegam a tecer "elogiosos" comentários sobre as pessoas que se comunicam assim, como se a comunicação somente possa se dar em português ou nas línguas oficialmente reconhecidas pelas Academias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais interessante, é que essas pessoas usam algumas centenas de palavras "novas" na língua portuguesa, para criticar o novo. Usam deletar, link e toda uma gama de palavras importadas e adaptadas ao clima, para dizer que "vc q tc?" não pode ser utilizado. Ora, como disse ontem, vamos olhar primeiro para a própria bunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.verbeat.com.br/blogs/gejfin"&gt;Gejfin&lt;/a&gt;, no comentário, disse que "&lt;span style="font-size:85%;"&gt;acho que o segredo é entender que por mais que se use a palavra certa, é absolutamente impossível que a mensagem seja entendida tal como foi "idealizada" na mente do autor. Isso proque minha referência de uma simples "cadeira" pode ser completamente diferente de outra pessoa&lt;/span&gt;". Tomando a liberdade de discordar um pouquinho dele (devo ser gentil, né? Afinal ele é o síndico do condomínio), diria que a linguagem da internet tem introduzido a simplificação desse problema: objeto -&gt; idéia do objeto -&gt; representação do objeto -&gt; palavra -&gt; comunicação -&gt; palavra -&gt; representação diferente do objeto - idéia do objeto - objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é diferente nessa cadeia é apenas a representação que fazemos do objeto. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ao simplificar a escrita, pela rapidez e economia de elementos, simplifica-se também, a representação do objeto. Assim, o internetês tem causado uma aproximação cada vez maior das representações possíveis de um objeto ou idéia que diferentes pessoas podem ter&lt;/span&gt;. E por quê? Porque não importa qual representação eu faça de "cadeira"; irá importar apenas que, do outro lado, há de chegar "cadeira". O que é, definitivamente, muito bom, pois também reduz o nível de ruído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de comunicação, onde a representação do objeto é igual para o emissor e receptor da mensagem, é muita utilizada, por exemplo, na política: quando um político fala "mensalão", o outro sempre vai entender "$$$$$$". Nós é que ficamos imaginando que "mensalão" pode ser "cadeira".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez estejamos iniciando um lento e gradual retorno para a língua original.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112069376811060365?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112069376811060365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112069376811060365&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112069376811060365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112069376811060365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/textos-ii.html' title='Textos - II'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112061461457843575</id><published>2005-07-05T22:04:00.000-03:00</published><updated>2005-07-06T07:38:15.333-03:00</updated><title type='text'>Textos - I</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tinha a idéia de continuar o post anterior com uma evolução natural: da palavra ao texto e, após, do texto ao contexto. Esperava que alguém me desse o mote para contiuar. E foi justamente o Diego, autor de um blog chamado &lt;a href="http://www.verbeat.com.br/blogs/figurasdelinguagem"&gt;Figuras de Linguagem&lt;/a&gt;, quem mo deu, como diriam os portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dizer que a comunicação humana se dá mais pela expressão do corpo e da voz é dar bastante importância para a forma. A primeira vista, concordo com isso, não entreando em distribuição de percentuais. Mas acho que para a palavra escita, isso funciona um pouco diferente. Na forma de organizar as palavras em um texto e mesmo na escolha do vocabulário, dá para mudar o tom da voz e até fazer gestos. Acredito nesse poder das palavras. Se os outros vão entender... bom, daí já são outros quinhentos..&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mudar o tom de voz ou mesmo fazer gestos com o uso das palavras, estamos apenas traduzindo, em signos, a comunicação corporal. A questão aqui não é mais de palavras e seus significados, mas da frase, do texto, do conjunto de palavras associadas para significar algo para alguém. Colocas, Diego, o grande problema da comunicação: "Se os outros vão entender... bom, daí já são outros quinhentos...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente não há comunicação se os outros não entenderem, certo? Por exemplo: qual foi a idéia central, ou idéias desenvolvidas no post anterior? O que eu quis comunicar? O que eu desejava que as pessoas "entendessem"? Se olharmos os comentários, veremos que aconteceu exatamente aquilo que estava escrito: cada um usou seus filtros e comentou uma parte do post.  Mas, será que eu tinha uma "parte" mais importante para comunicar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me comuniquei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma do texto foi determinante para que cada um comentasse uma parte? Teria sido diferente se eu começasse com o tema da ida para a Verbeat e deixasse o dicionário para depois? Por que o post fez a &lt;a href="http://www.tatianagirl.blogspot.com/"&gt;Tati&lt;/a&gt; lembrar exatamente da poesia do Quintana? Será esta poesia a única do mundo que trata desse assunto, ou será apenas a única poesia que a Tati conhece sobre esse assunto? E esse era o assunto principal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de continuar, um pequeno aviso: não sou especialista no assunto. Não esperem nada além de um "livre pensar" sobre a comunicação através de textos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112061461457843575?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112061461457843575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112061461457843575&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112061461457843575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112061461457843575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/textos-i.html' title='Textos - I'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112056171779423578</id><published>2005-07-05T07:31:00.000-03:00</published><updated>2005-07-05T08:27:44.176-03:00</updated><title type='text'>Palavras</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem o &lt;a href="http://www.blogger.com/www.meustexticulos.blogspot.com"&gt;Erny&lt;/a&gt; postou o seguinte comentário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Afonso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seria marca registrada, de nós chatos, a citação de dicionários para ratificar e/ou conduzir textos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nos "meustextículos" seguidamente uso deste artifício. Somo chatos/abobados de dicionários?&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já havia postado aqui uma fala de Humpty Dumpty e vou repetí-la:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas 'glória' não significa 'um argumento arrasador", contestou Alice.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Quando uso uma palavra", disse Humpty Dumpty num tom de desprezo, "ela significa exatamente aquilo que eu quero que signifique - nem mais nem menos."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A questão", ponderou Alice, "é saber se o senhor pode fazer as palavras dizerem coisas diferentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que apenas 7% (sete porcento) da comunicação humana se dá pela fala, isto é, pelo uso das palavras. Os outros 93% estão divididos entre as expressões do corpo e da voz. Isso significa que quem lê um post mal e porcamente perceberá, no máximo, 7% da comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais, lemos e ouvimos não com os olhos e ouvidos da outra pessoa, que se comunica com a gente, mas, sim, com nossos próprios olhos e ouvidos, isto é, filtramos a mensagem de acordo com os nossos padrões, tiramos dela conteúdos que a nosso interlocutor poderia querer transmitir. Esse processo se dá por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;deleção&lt;/span&gt; (em função de bloqueios pessoais, tabus, dogmas, etc., simplesmente eliminamos parte do discurso ouvido); por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;generalização&lt;/span&gt; (esta é uma tendência natural do ser humano e eu diria, até, uma necessidade: precisamos de leis gerais; reproduzimos a necessidade de um deus onisciente, onipresente e onipotente em todas as idéias que ouvimos. Tendemos a tranformar casos particulares em leis gerais) e, por fim, por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;distorção &lt;/span&gt;(em função dos nossos próprios paradigmas tendemos a valorizar alguns aspectos da mensagem em detrimento de outros - que podem ser considerados mais importantes pelo interlocutor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se, então, que num post - e em escritos em geral - a possibilidade de comunicar uma idéia de forma clara é bem pequena. Por essa razão uso, por vezes, do recurso ao dicionário. É que quando uso uma palavra quero que ela signifique exatamente aquilo que quero que ela signifique. Nem mais nem menos. Mostro qual a acepção estou dando a ela, para que aconteça o mínimo possível de distorções, deleções ou qualquer outro tipo de ruído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não seja escritor no sentido literário da palavra, considero de extrema importância o cuidado ao juntar palavras para comunicar uma idéia. Mesmo que blogs possam ser mais informais, por vezes podemos nos tornar algo indesejável - sem querer - pelo descuido ao usar as palavras. É muito pouco o recurso que dispomos (7%) para que não o usemos da melhor maneira possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o Erny tem razão: somos chatos. Mas não é esse o blog? O Chato? hehehe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de saco pra mala, estou arrumando as malas para ir pra nova casinha, lá na(o) &lt;a href="http://www.verbeat.com.br/"&gt;Verbeat&lt;/a&gt;. Não imagnava que isso poderia causar alguma ansiedade, mas está. Sinto-me como uma criança que pela primeira vez entrega sua redação para a professora corrigir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me assim: o primeiro post na Verbeat a gente nunca esquece. Não posso fazer feio (já sei que são cobranças apenas pessoais, mas eu também conto, né?). Zilhões de idéias para o post inaugural. Oh! Céus, que fazer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112056171779423578?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112056171779423578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112056171779423578&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112056171779423578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112056171779423578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/palavras.html' title='Palavras'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112039065002724170</id><published>2005-07-03T07:53:00.000-03:00</published><updated>2005-07-03T09:00:09.016-03:00</updated><title type='text'>O que eu penso sobre: simplicidade</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciando a série "O que eu penso sobre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Houaiss, simplicidade é um substantivo feminino que pode seignificar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;1    ausência de complicação&lt;br /&gt;2    qualidade do que é simples, do que não é composto&lt;br /&gt;3    comportamento natural e espontâneo, ausência de pretensão&lt;br /&gt;4    caráter próprio, não alterado por elementos estranhos&lt;br /&gt;5    elegância, maneira natural e simples de falar ou escrever&lt;br /&gt;6    qualidade, caráter daquele que é sincero; franqueza, pureza, candura&lt;br /&gt;7    ausência de luxo, de pompa, de sofisticação&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma, e de uns anos pra cá, venho tentanto tornar a minha vida o mais simples possível, sem complicação alguma. O díficil é livrar-se da pretensão. Pretensão de ser o melhor seja lá no que for. A idéia deste blog era ter uma maneira natural e simples de escrever, sem luxo no template, sem sofisticação no conteúdo, mas com franqueza, pureza e candura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente a vida vai nos apresentando desafios. Profissionalmente, o maior desafio tem sido lidar diariamente com gente da informática, os informatas. Essa gente já nasce complicada. Devem entrar na fila da complicação umas dez vezes antes de nascer. Pena que não cabe aqui neste blog, mas fiz um trabalho, uma análise, com base na teoria do Bion sobre grupos, que se aplica perfeitamente a eles (viram? Quando a gente quer complicar até cita uns nomes diferentes). Desse convívio, no entanto, tem resultado uma coisa boa: aprimoro (treino, aumento) a minha capacidade de ter paciência. Algo como transformar limões (os informatas) em limonada (a paciência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil fazê-los pensar de uma forma que não seja a estritamente lógica. Com raríssimas exceções, são incapazes disso (via de regra, essas exceções são engenheiros que acabaram se bandeando para a informática). E sei do que estou falando: conheço por dentro, pois fiz faculdade e trabalhei por uns dez anos como analista de sistemas. Sou do tempo do "proibida a entrada de pessoas estranhas" pendurado na porta do CPD. Acompanhei toda a evolução da informática, desde os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mainframes &lt;/span&gt; (alguém aí lembra do IBM 1130, do B6900?)&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;passando pela revolução da microinformática, aos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um programa deve ser lógico para funcionar, eu sei. Mas daí a aplicar a lógica para a vida e para as chamadas relações interpessoais vai uma distância de muitos anos-luz. Estou pensando seriamente em sugerir a contratação do &lt;a href="http://www.verbeat.org.br/blogs/bereteando"&gt;Tiagón&lt;/a&gt; e sua não-lineariedade para dar uma aulinhas lá pro pessoal de informática da minha instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisti da profissão quando descobri meu caminho em busca da simplicidade. Simplicidade e informática são como água e azeite. Só que a maioria continua achando que vive dentro de um CPD, lotado de geninhos disputando beleza pra ver quem faz o melhor programa. E entenda-se por melhor programa aquele que será o mais difícil e complicado para o usuário (e, por conseqüência, o mais simples de fazer manutenção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, essa palavrinha, usuário, não só &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não existe&lt;/span&gt; no dicionário deles, como o infomata que a pronunciar será imediatamente expulso da sociedade secreta. Gostaria, sinceramente, de conhecer alguém que trabalha em uma organização que tenha um departamento (ou qualquer outro nome) de informática que diga que goste do serviço ou dos sistemas desenvolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma leve intuição de que simplicidade deve ser um dos atributos da liquidez. (Ainda estou pensando no assunto, não esqueci que comecei e ainda não terminei a série sobre.) Talvez ainda não saiba bem o que é, ou como é, ser líquido, mas de uma coisa eu tenho certeza absoluta: gente da informática não é liquida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112039065002724170?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112039065002724170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112039065002724170&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112039065002724170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112039065002724170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/o-que-eu-penso-sobre-simplicidade.html' title='O que eu penso sobre: simplicidade'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112031139639875896</id><published>2005-07-02T10:10:00.000-03:00</published><updated>2005-07-02T22:39:45.646-03:00</updated><title type='text'>Curta curtas no sábado</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia de curtas ao longo do dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Tem pra tudo (22:40)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que será que leva uma pessoa a perder parte da vida com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O psiquiatra japonês Akira Haraguchi, 59 anos, bateu o recorde mundial de memorização do número "Pi" (3,1415...), depois de decorar 83.431 decimais. Ele demorou 13 horas para dizer todos os decimais num local público de Kisarazu , ao sul de Tóquio. &lt;/span&gt; &lt;p style="font-style: italic;"&gt;O recorde anterior, segundo o livro Guinness dos recordes, era de 42.195 decimais.   &lt;/p&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt; Haraguchi já havia batido a marca em setembro passado com 54 mil decimais, mas a façanha não foi homologada porque ele ultrapassou o tempo limite estabelecido pelos organizadores.&lt;/span&gt; (fonte: Terra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Fumei (16:15)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, admito, acabei de fumar um cigarro. Não foi vontade, foi sem-vergonhice mesmo! A Kaya tá dormindo... e a minha cara-de-pau também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Demorei... (16:00)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorei, pois estava escrevendo o post de domingo e que vai ficar até segunda-feira, se eu me agüentar até lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Originais (13:30)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode não interessar a ninguém saber disso, mas sabem que tenho os discos da época do lançamento (originais, eu chamo) do Led Zeppelin, do Pink Floyd, do Yes, do Santana, do Peter, Paul and Mary, do Peter Senge, do Rick Wakman, do Crosby, Stills &amp; Nash, do Jethro Tull, Grand Funk (We're An American Band), Elizeth Cardoso com Zimbo Trio e Jacob do Bandolim em gravação ao vivo de 1968, O Fino da Bossa, Arturo Toscanini, quando ainda era vivo, regendo a NBC Symphony Orchestra com Rossini Overtures. Putz, e muitas outras mais? São das poucas coisas que resistiram ao ímpeto de jogar tudo fora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;É, é assim mesmo... (13:00)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim mesmo. A Kaya dorme (tadinha, passou a noite com cãibras e quase não dormiu) e eu estou arrumando minha discoteca (só de LPs são 850 e de CDs uns trezentos) e as idéias vão e vêm (como uma onda no mar...). Aquelas que consigo prender, venho aqui e digito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Arrumação (12:45)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blogs servem pra muita coisa. O &lt;a href="http://www.verbeat.org.com/blogs/miltonribeiro"&gt;Milton Ribeiro&lt;/a&gt;, por exemplo, está me fazendo reorganizar minha biblio.disco.teca.dita.erudita. Milhões de outras ocupações me fizeram postergar a arrumação dos meus livros e discos (LPs e CDs). Agora, com essa nova série sobre música erudita - eu prefiro chamar de clássica, pois daqui a duzentos anos até os Beatles serão clássicos, mas talvez não sejam eruditos (tá bom, isso até merece um post, clássico X erudito X popular) -, gostaria de fazer pequenas contribuições e, para isso, preciso estar com a casa em ordem. É isso, blogs servem para ordenar a casa. É o que estou fazendo entre um escrito e outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Nesses dias de mensalão...(12:05)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Utilitarista, &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/fm-hutcheson.html"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;&lt;u&gt;Francis Hutcheson&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, cunhou a frase "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a melhor ação é  a que busca a maior felicidade para o maior número de indivíduos&lt;/span&gt;". &lt;u&gt;&lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/fm-bentham.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;&lt;u&gt;Jeremy  Bentham&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt; dizia que  "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a regra de se buscar a maior felicidade possível para o maior número possível de pessoas devia ter papel primordial na arte de legislar, na qual o legislador buscaria maximizar a felicidade da comunidade inteira criando uma identidade de interesses entre cada indivíduo e seus companheiros. Aplicando penas por atos mal-intencionados, o legislador faria prejudicial para um homem causar dano ao seu vizinho&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bons tempos, bons tempos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mudei de idéia (11:10)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco escrevi que iria levar apenas doze posts pra nova casa. Como todo bom geminiano, mudei de idéia. Farei diferente. Pretendo criar "seções" no novo velho blog e uma delas há de se chamar "Saudade não tem idade", e nela vou republicando aqueles posts que considero mereçam nova divulgação. Um dos dias da semana será dedicado a isso, ainda não decidi qual. Estou tentado pelo domingo, mas domingo, pelo que já vi, é um dia de pouca leitura de blogs. Sei lá, penso que as pessoas preferem fazer outras coisas do que ler ou escrever em blogs. Por falar nisso, taí uma coisa que ainda não entendi bem: por que as pessoas tratam a blogosfera como tratam da vida real? Bolg precisa de DSR? Precisa ter folga no fim de semana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Cidade louca (10:35)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois dizem que eu não tenho razão. Um dos dias mais lindos de POA. Sol, calorzinho ameno com ligeira tendência à elevação no transcorrer do período e até domingo.&lt;br /&gt;E aí, bummmm! A temperatura, que chegará aos 30 graus, vai despencar - EM MENOS DE 24 HORAS, para quase zero grau, com previsão de neve inclusive (na serra, é claro), na segunda-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Coisa linda (10:15)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de uma beleza tocante e emocionante este &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/arquivos/2005/06/um_anjo_no_espe.html"&gt;post&lt;/a&gt; (Um anjo no espelho) da &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/"&gt;Nora&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta gente por aí poderia começar a resolver seus problemas se lesse esse post. E mais, quanta gente passaria a compreender melhor os outros se lesse esse post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mudanças (10:00)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vida é marcada por mudanças. Meu pai, que era militar, trocava de cidade a cada três anos em média. Depois de adulto fiz inúmeras mudanças, algumas de cidade, outras de apartamento aqui em POA. Também, em média, três a quatro anos em cada lugar (em alguns menos ainda).&lt;br /&gt;No início, a gente leva tudo que tem e mais um pouco. Montar e desmontar móveis; guardar as tralhas em caixas: livros, discos, quadros, papéis, aparelhos de som, caixas arquivo, etc. é fichinha pra mim. Com o tempo, no entanto, fui me livrando de muita coisa. Com a internet já não temos mais razão para guardar. Quase tudo está ali. É um processo muito bom de desapego das coisas materiais, como disse num post.&lt;br /&gt;Agora é chegada a hora de mais uma mudança, como já devem saber. Poderia levar o blog inteirinho pro novo &lt;a href="http://www.verbeat.org.com/"&gt;condomínio&lt;/a&gt;, mas não vou fazer isso. Vou selecionar um post por mês, o que significa que levarei apenas doze posts para a nova casa. Vou tentar resistir à tentação de carregar as tralhas todas. Não garanto que consiga separar apenas doze. Podem ser menos.&lt;br /&gt;Enquanto isso, vou tentar resolver o eterno e misterioso problema de qual é a pronúncia correta da nova casa. Ficaria feio não saber, né?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112031139639875896?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112031139639875896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112031139639875896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112031139639875896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112031139639875896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/curta-curtas-no-sbado.html' title='Curta curtas no sábado'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112021413918066344</id><published>2005-07-01T07:06:00.000-03:00</published><updated>2005-07-01T08:03:11.573-03:00</updated><title type='text'>Enquanto isso...</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, lá na 2ª Vara Criminal do Fórum Central de Porto Alegre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, dotor, eu não tenho culpa, não.&lt;br /&gt;- Mas o senhor foi convidado, não foi, seu Chato?&lt;br /&gt;- Convidado eu fui, dotor, mas sabe como é, a situação num tá boa pra ninguém.&lt;br /&gt;- E sabe, também, que ao aceitar o convite o senhor tornou-se cúmplice?&lt;br /&gt;- Disso eu não sabia, dotor. Eu achava que a culpa era de quem tinha tido a idéia.&lt;br /&gt;- E de quem foi a idéia?&lt;br /&gt;- Ah, dotor, isso eu não posso dizer, não. Imagina, eu tenho mulher, filhas, sabe como é, eles podem querer se vingar. Podem sair por aí dizendo coisas a meu respeito...&lt;br /&gt;- Bom, estou vendo que, além de cúmplice, o senhor vai ser partícipe também e aí a pena será maior!&lt;br /&gt;- Olha, dotor, o senhor pode me chamar de qualquer dessas coisas aí, mas eu não sou dedo-duro, tá! E tem mais, quer saber? Vou sim, dane-se o senhor! Que não iria? Garanto que se o dotor tivesse sido convidado também iria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, por aqui, semana que vem teremos uma das séries mais sensacionais, jamais escrita na blogosfera. Original, em primeira mão (!?), O Chato lança:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;O QUE EU PENSO SOBRE...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada post, o Chato revelará o que pensa sobre um tema atual e polêmico, escancarando, definitivamente o porquê de ser chamado de Chato. Não percam. Copiem, pois pode ser que nunca mais isso aconteça. E por que só na semana que vem? Ora, eu preciso de uns dias pra pensar o que eu penso sobre, óbvio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;x.x.x.x.x.x.x.x.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, num bar de Porto Alegre... bom, essa tem gente que vai contar e, seguramente, mostrar até fotos... (ui, devo ter saído horrível nelas...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;x.x.x.x.x.x.x.x.x&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Afonso!!&lt;br /&gt;- Sim, Chato?&lt;br /&gt;- Quem sabe se, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;enquanto isso&lt;/span&gt;, tu não para de escrever bobagem e vai trabalhar pra fazer jus ao imposto dos teus leitores?&lt;br /&gt;- ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112021413918066344?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112021413918066344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112021413918066344&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112021413918066344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112021413918066344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/07/enquanto-isso.html' title='Enquanto isso...'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112012908253656548</id><published>2005-06-30T07:33:00.000-03:00</published><updated>2005-06-30T08:00:10.313-03:00</updated><title type='text'>Abobrinhas</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o dia é de abobrinhas. Pudera, tá uma cerração nessa cidade que literalmente não se enxerga um palmo adiante do nariz. E com diz o velho ditado, cerração que baixa, sol que raxa. Lá pelo meio dia ninguém agüenta o calor. E estamos no inverno. Essa cidade está insuportável com esse clima. Bons tempos, quando eu era criança e inverno era inverno, verão era verão. E ainda não existia o tal El Niño.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje também é dia de fazer exame de sangue. Pô, doze horas sem comer é brabo! E espirometria e ergometria e, por enquanto, apenas PSA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá ficando velho, Afonso!&lt;br /&gt;- Sai pra lá, Chato, que velho é teu pai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos trechos mais lindos da bíblia( Ecl, 3:1-8), um poema (e serve pra quem acha que não tem tempo pra nada):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há um momento para tudo e um tempo para todo propósito debaixo do céu.&lt;br /&gt;Tempo de nascer,&lt;br /&gt;e tempo de morrer;&lt;br /&gt;tempo de plantar,&lt;br /&gt;e tempo de arrancar a planta.&lt;br /&gt;Tempo de matar,&lt;br /&gt;e tempo de curar;&lt;br /&gt;tempo de destruir,&lt;br /&gt;e tempo de construir.&lt;br /&gt;Tempo de chorar,&lt;br /&gt;e tempo de rir;&lt;br /&gt;tempo de gemer,&lt;br /&gt;e tempo de bailar.&lt;br /&gt;Tempo de atirar pedras,&lt;br /&gt;e tempo de recolher pedras;&lt;br /&gt;tempo de abraçar,&lt;br /&gt;e tempo de se separar.&lt;br /&gt;Tempo de buscar,&lt;br /&gt;e tempo de perder;&lt;br /&gt;tempo de guardar,&lt;br /&gt;e tempo de jogar fora.&lt;br /&gt;Tempo de rasgar,&lt;br /&gt;e tempo de costurar;&lt;br /&gt;tempo de calar,&lt;br /&gt;e tempo de falar.&lt;br /&gt;Tempo de amar,&lt;br /&gt;e tempo de odiar;&lt;br /&gt;tempo de guerra,&lt;br /&gt;e tempo de paz."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112012908253656548?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112012908253656548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112012908253656548&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112012908253656548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112012908253656548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/abobrinhas.html' title='Abobrinhas'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-112000299819795486</id><published>2005-06-28T20:50:00.000-03:00</published><updated>2005-06-29T07:44:12.176-03:00</updated><title type='text'>Fim de mês</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é o pior dia do mês. E é, também, o dia que comemoramos, eu e a Kaya, 4 anos de conhecimento. Mas nem isso será capaz de me fazer suportar a cena noturna: chegarei em casa e lá estará ela debruçada sobre a mesa, a essas alturas tapada de papéis que sei serem contas e mais contas. É a tal da vida de casado. Como sou um homem moderno e, por isso mesmo, aceito a participação das mulheres na divisão das tarefas domésticas, deixei com ela a administração das contas do lar, além, é claro, das já tradicionais tarefas femininas. A mim cabem as tarefas mais pesadas: levantar móveis em dia de faxina e fazer o depósito na conta dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cena é sempre a mesma. Estarei aqui escrevendo, quando ela virá até aqui e colocará um papelzinho dobrado em cima do teclado. Mas não sem antes fazer um perguntinha prá lá de retórica: "estás sentado?" Começarei a tremer. Nem arriscarei uma resposta, também retórica, do tipo "sim", pois pode acontecer dela dizer: "então esse mês é melhor estares deitado". Aliás, já estou tremendo desde ontem, que nem peru. De véspera, pois já sabia que hoje era dia de pagamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, chamar de pagamento deve ter sido invenção de patrões reunidos em assembléia. Trabalho para pagar: pagar o governo que me paga (maior absurdo esse: eu trabalho pro Estado e ainda tenho que pagar por isso - tá na hora de acabar com IR de servidor público!), pagar as contas das compras, mais governo nas contas de luz, telefone, iptu e milhares de outras. É dia do pagamento porque nesse dia pago tudo. Pago, não, paga, pois é ela quem paga as contas, lembram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mês que vem me vingo: estou treinando um dos gatos para comer papel. Aí, quando ela soltar aquele monte de contas em cima da mesa, o gato vai lá e, disfarçadamente, nhac!, papa umas duas ou três. Comer papel ele até já está comendo, pois comecei o treinamento com papel higiênico, que é bem levinho... Só não consegui, ainda, fazê-lo escolher aquelas com valor mais alto. Tenho feito ele cheirar o papel dessas contas pra ver se ele identifica, mas parece que isso é mais pra cachorro. Enfim, vou continuar contando com a sorte, que, por sinal, não tem me ajudado muito nesse caso. O desgraçado até agora só comeu continha mixuruca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legal, depois de descobrir que mais uma vez estou (ou será que sou?) pelado, vamos fazer festinha de 4 anos. Depois não sabem porque os consultórios dos psi andam cheios de homens com problemas de... digamos... como direi?... é, é esse mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ps: o tormento é tanto que já ia esquecendo. A história de ontem é do Malba Tahan, do livro "Lendas do Bom Rabi". Gostaram? Depois publico outras. Ele é muito bom. Pena que hoje em dia preferem badalar os tais de PCs e outras tantas p... [animal que chafurda na lama - "o" + trecho de uma ópera em que um cantor ou cantora se apresenta sozinho(a)].&lt;br /&gt;Ps2: Esse Haloscan tá uma p...[idem ao anterior]. Nunca mostra o número certo de comentários. Será que existe algum sistema confiável? Esse já é o terceiro que experimento!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-112000299819795486?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/112000299819795486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=112000299819795486&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112000299819795486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/112000299819795486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/fim-de-ms.html' title='Fim de mês'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111995317458156742</id><published>2005-06-28T06:40:00.000-03:00</published><updated>2005-06-28T07:06:14.596-03:00</updated><title type='text'>Vinho</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época de frio e vinhos, uma pequena historinha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Preparava-se Noé para plantar a primeira vinha e eis que surge diante dele a figura negra e hedionda do Demônio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- Que pretendes plantar aí? - Perguntou o Demônio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- Uma vinha! - informou Noé, encarando com olhar sereno o seu insolente interrogante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- E como são os frutos que esperas colher, meu velho? - inquiriu friamente o Demo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- Ora - explicou o Patriarca de bom humor - são frutos deliciosos, sempre doces. Os homens poderão saboreá-los maduros e frescos ou secos e açucarados. Do caldo desse fruto poderá ser fabricado uma bebida - o vinho - de incomparável sabor. Essa bebeida levará alegria e inspiração aos corações dos mortais!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- Quero associar-me contigo no plantio dessa vinha! - propôs o Demônio com certo acinte na voz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- Muito bem - concordou Noé - Trabalhemos juntos. Ficarás, desde já, encarregado de regar a terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;E o Demônio, no desejo de agir pela maldade, regou a terra com o sangue de quatro animais tirados da Arca: o cordeiro, o leão, o porco e o macaco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em conseqüência desse capricho extravagante do Maligno aquele que se entrega ao vício degradante da embriaguez recorda, forçosamente, um dos quatro animais. Bem infelizes os que se deixam dominar pelo álcool! Tornam-se alguns sonolentos e inermes como um cordeiro; mostram-se outros exaltados e brutais como o leão; muitos, sob a ação perturbadora da bebida que os envenena, ficam estúpidos como um porco. E há, finalmente, aqueles que, depois dos primeiros goles, fazem trejeitos, dizem tolices e saracoteiam como macacos&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém lembra de quem é essa história? Resposta amanhã, que agora vou curar a ressaca...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111995317458156742?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111995317458156742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111995317458156742&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111995317458156742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111995317458156742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/vinho.html' title='Vinho'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111974399290014454</id><published>2005-06-26T08:49:00.000-03:00</published><updated>2005-06-26T11:40:38.936-03:00</updated><title type='text'>Mulheres, e-mails e organizações</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém lembrar do art. 2º do Código do Chato antes de ler este post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me perdoem as mulheres, mas há uma incrível associação entre elas e mails com anexos contendo arquivos "pps", com mensagens do tipo "Você será feliz", "Jesus te cura", ou com bichinhos, florzinhas, texto enormes com musiquinhas ao fundo, exortando você a ser feliz, a dar a outra face ao fdp do teu colega que só te fode para pegar o teu lugar e o escambau. Simplesmente não olho, deleto. É pura perda de tempo. A Kaya já sabe bem o que pode ou não. E-cards também. Deleto. Esses dias minha filha me mandou um. Deletei. Dias mais tarde ela me telefona perguntando se eu havia gostado do cartão. Cartão? Que cartão? Tive que lembrá-la que não abro esse tipo de arquivo. Mensagens que as pessoas simplesmente reenviam com o " assunto" em inglês, também. Deleto. Só abro mail de gente conhecida e de quem, nos poucos segundos antes de deletar, eu consiga lembrar. Caso contrário, dança. Deleto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o único antivirus que funciona: não ser curioso. A curiosidade é arma das pessoas que mandam spam e virus. Sabem que boa parte das pessoas é curiosa e vai acabar abrindo. Depois que adotei essa simples regra, nunca mais tive problema de virus. Fotografias sim, estas podem me mandar. Há vários com fotos sensacionias da natureza. Como eu sei antes de deletar? Já avisei a maioria das mulheres que me mandam mails que fotografias pode. Assim não me incomodo. Os homens? Nunca recebi nada disso de um amigo. Homem não repassa as bobagens que recebe. Deles, só mulher pelada e sacanagem, que ninguém por aqui é santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda regra, no entanto, vez por outra abro alguma exceção. Principalmente de pessoas (mulheres) que recentemente começaram a me mandar mails. Até que adquira alguma intimidade com elas - para poder dizer que não me mandem mais bobagens - vou abrindo. Muitos anos antes dessa febre se alastrar, e quando ainda era possível abrir mails com segurança, sem que estivesse lá dentro a minha salvação, recebi um mail com um texto que guardei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As Três Peneiras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Olavo foi transferido de projeto. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nem chegou a terminar a frase e Juliano, o chefe, apartou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Espere um pouco Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Peneiras? Que peneiras, chefe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-  A primeira, Olavo, é a da &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;VERDADE&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você tem certeza de que  esse fato é absolutamente verdadeiro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não, não tenho. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Então sua história já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;"&gt;BONDADE&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Claro que não! Deus me livre, chefe - diz Olavo assustado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Então, continua o chefe, sua história vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira, que é a da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;"&gt;NECESSIDADE&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não, chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras vi que não sobrou nada do que eu iria contar - fala Olavo, supreendido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Pois é, Olavo. Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? Diz o chefe sorrindo e continua:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-o ao crivo dessas três peneiras: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Verdade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Bondade &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Necessidade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, porque:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cotidiano da vida organizacional é assim: 70% das pessoas são comuns; 25% são medíocres e somente 5% costumam ter idéias. De outra banda, a consideração dada às pessoas é inversamente proporcional: crescem os medíocres (em geral viram chefes), depois os comuns e, por fim, quem realmente pode fazer algo é quase que desprezado, chamado de "maluco". Desses dizem: "lá vem fulano com mais uma das suas idéias...". Não me admira que as organizações, públicas ou privadas, sejam, quase sem exceção, uma bagunça só. E a prova é a quantidade de consultores (eu dentre eles) que tentam fazer algo por elas (nunca esquecendo que para estes também vale a estatística, ligeiramente diferente: 95% são picaretas e se limitam a reproduzir modelos americanos e 5% tem realmente boas idéias e resolvem os problemas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria preocupa-se apenas com as questões de processo. Claro, é mais fácil tentar organizar um processo (fluxo de trabalho, como as coisas são feitas) do que lidar com as pessoas, principalmente com chefias medíocres. Existem algumas presunções que deveriam definitivamente ser varridas do mundo do trabalho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. ter diploma de curso superior é garantia de ser melhor profissional. Primeira grande mentira: o que há de boçal formado por aí não está no gibi. Formar-se não é uma questão de inteligência ou de bom caráter, ou de ter a capacidade para ter boas idéias. Formar-se é apenas uma questão de persistência, mais nada. Com o nível dos cursos - e professores - do jeito que anda, qualquer mané se forma em Medicina, Direito, Psicologia, Engenharia e etctologia. Se a faculdade for paga, então, é como tirar doce de criança. E essas bestas acabam por virar chefes. Como só lhes sobra a competência da "relação interpessoal" (vulgarmente conhecida como "andar sempre perto do poder", isto é, do saco de algum graúdo), acabam crescendo na organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Ser chefe é ser dono da verdade. Outra grande mentira. Qual é o chefe que não pensa assim? Confunde "poder mandar" com "ser dono da verdade". Claro, fazem parte do grupo dos medíocres, não poderia ser diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Amizade. Ser amigo do "homi" é sinônimo de competência. Essa é a pior das regras, principalmente nas instituições públicas. Vale aqui uma comparação: uma mulher bonita sempre estará acompanhada de outra(s) feia(s), ou ao menos não tão bonita. Qualquer um sabe disso. Assim também é nas organizações: um medíocre sempre terá ao seu lado outros mais medíocres ainda. Parece ser uma questão de sobrevivência: medo de perder o posto, no caso do trabalhador, e medo de perder a paquera, no caso das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, há que se dizer: tudo, em uma organização, começa com e acaba nas pessoas. De nada adianta projetar o processo mais eficiente do mundo se colocarmos medíores para realizá-los. Há que se investir primeiro nas pessoas. Pena que o modelo americano, copiado à exaustão pelos brasileiros, é o inverso: primeiro a organização e seus processos (vide qualidade total e outras teorias), depois as pessoas. Mas isso é outro história, outro post.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111974399290014454?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111974399290014454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111974399290014454&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111974399290014454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111974399290014454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/mulheres-e-mails-e-organizaes.html' title='Mulheres, e-mails e organizações'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111969990190363034</id><published>2005-06-25T08:22:00.000-03:00</published><updated>2005-06-25T09:23:11.196-03:00</updated><title type='text'>Esperança</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há uma única coisa de positiva no dia da entrada do inverno, é que ele representa, na realidade, o fim da caminhada do Sol em direção ao Norte. A entrada do inverno significa que o Sol começa sua viagem de volta para nós. Dia após dia acompanho esta caminhada: vejo o Sol se pôr a cada dia um pouco mais tarde, até chegar ao momento de maior tristeza, que é quando entra o Verão, pois daí em diante ele começará a se afastar de nós. É isso: o inverno, apesar do frio, é a esperança de dias mais quentes, enquanto que o verão, apesar do calor, é a certeza de dias mais frios. Há uma grande diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente detesto frio. A minha imagem do inferno é a de um lugar absolutamente frio, muito diferente dessa que anda por aí, com fogo e calor. Se as almas ardem no inferno, quero ir para lá. Quem não vive por aqui, sequer imagina o que seja passar de dez a quinze dias seguidos a uma temperatura média de 1 a 5 graus, até menos na maioria das cidades desse estado. Muitas vezes acompanhados de um Minuano que simplesmente varre o RS de oeste a leste (caso alguém ainda não saiba, o Minuano é um vento característico que desce dos Andes em direção ao mar e que, no meio do caminho, junta-se com as frentes frias vindas da Antártida - já nasce frio nos Andes, o desgraçado, e ainda se junta com frentes frias, pqp!!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Turistas adoram frio porque ficam apenas poucos dias nele. Pra quem fica uma semana e nunca viu frio na vida, ah!, Gramado, Canela, Caxias do Sul, Veranópolis e outras, todas são lindas; a serra é linda no inverno. Não há o que se compare, nesse Brasil, com a paisagem da serra gaúcha, tanto no inverno quanto no verão. Que me perdoem os paulistas e cariocas que têm as suas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra desgraçada, frio desgraçado. Tudo dói: a pele, as orelhas, o nariz, até os ossos!! Vinhos, queijos, lareira... tudo bobagem. Troco, com quem quiser, tudo isso por uma cervejinha numa praia a 30 ou mais graus o ano inteiro e ainda garanto, por um ano, o suprimento de queijos, vinhos e lenha pro vivente que topar a troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá certo, dizem que é o frio que desenvolve a humanidade, mas não vejo a hora de me mudar para qualquer lugar cuja temperatura mínima esteja sempre acima dos 27 graus. Não quero ser desenvolvido, só não quero frio. Minha única esperança é que o Sol está voltando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111969990190363034?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111969990190363034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111969990190363034&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111969990190363034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111969990190363034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/esperana.html' title='Esperança'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111944061622471655</id><published>2005-06-22T08:41:00.000-03:00</published><updated>2005-06-22T08:43:36.230-03:00</updated><title type='text'>Um ano de blog</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chato?&lt;br /&gt;-Sim, Afonso? Por onde andas?&lt;br /&gt;- Estou viajando. Passei aqui, rapindinho, só pra te desejar felicidades por ter conseguido ficar um ano no ar!&lt;br /&gt;- Ah! Não foi nada. Foi graças aos amigos que sempre vieram por aqui!&lt;br /&gt;- Quando eu retornar, na sexta, a gente conversa com calma, tá?&lt;br /&gt;- Tá, Afonso, e boa viagem.&lt;br /&gt;- Feliz Aniversário. Tchau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111944061622471655?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111944061622471655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111944061622471655&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111944061622471655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111944061622471655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/um-ano-de-blog.html' title='Um ano de blog'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111919091737867999</id><published>2005-06-20T07:07:00.000-03:00</published><updated>2005-06-20T07:36:08.673-03:00</updated><title type='text'>Da série: Faltam apenas dois dias - I</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errei as contas. A gente não conta o próprio dia, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosseguindo no uso dos pensamentos de Einstein como ponto de apoio para o conteúdo dos posts:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O valor humano é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que ele se libertou do seu ego&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um momento na vida em que descobrimos a finitude. Mais que uma descoberta, é um sentimento, uma posse da finitude. Ela toma conta definitivamente de nós. Percebemo-nos finitos. Para alguns isso só acontece na hora da morte mesma; outros, no entanto, são tomados pela finitude bem antes dessa data. Por vezes é uma situação de risco; em outras, vem pura e simplesmente. Não creio que haja um único fator determinante dessa posse. A morte de outras pessoas - entes queridos - não é suficiente, penso, para que as pessoas se apercebam da sua própria finitude. Com a palavra os especialistas, caso esteja enganado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante é que, quando nos damos conta da finitude, vemos o quão inúteis são as coisas na nossa vida. A maioria das coisas que fazemos, temos ou pelas quais lutamos. E por quê? Porque normalmente levamos a vida achando que somos imortais, que só os outros morrem. Temos uma idéia apenas racional da finitude, da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, por razões diversas, me dei conta de que sou finito, a primeira coisa que fiz foi jogar tudo fora, ou quase tudo (tem algumas coisas que ainda não consegui me livrar, mas eu chego lá). Trocentos milhões de porcarias juntadas ao longo da vida. E pra quê? Ah! Pra que vejam, depois que eu morrer, que eu tinha isso e aquilo, que lia este e aquele autor, que gostava dessa ou daquela música. Para fazer valer meu ego depois da morte. Perpetuá-lo. Ora, não será pelos meus guardados que serei lembrado pelas minhas filhas ou pelas pessoas e, sim, pela intensidade da minha relação com elas; pelo que puder ensiná-las da vida, para que possam se utilizar disso nas suas, se quiserem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um processo o libertar-se do ego, um duro processo. É como eu disse em um comentário: desaprender é muito mais difícil que aprender. Libertar-se do ego, tomar posse da finitude é um desaprender. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A posse da finitude é o desaprender a posse das coisas&lt;/span&gt;. Não que não as tenhamos, as coisas, mas passamos a ter o necessário e suficiente para uma vida digna e saudável, sem estresse, sem correrias, sem perda de tempo incomodando-se com coisas inúteis. A vida melhora em muito quando sabemos que ela acaba. Somos mais intensos naquilo que fazemos; fazemos mais coisas do que normalmente faríamos. Não perdemos a vida em frente a uma televisão vendo a vidaque eles querem que vejamos: passamos a dar mais valor ao nosso tempo. Passeamos mais, viajamos mais, tudo passa a ser mais. As coisas adquirem outro valor, a vida adquire outro valor. Passamos a pensar antes de nos colocarmos em situações que nos estressam. "Vale a pena?" passa a ser a pergunta fundamental. Tudo se torna passageiro, ou melhor, tudo é passageiro, nós é que não nos damos conta. E quando nos sabemos finitos, passamos a ver as coisas como passageiras que são. E me pergunto: vale a pena me incomodar com isso? Amanhã talvez nem exista! Assim, conseguimos fazer apenas as coisas que nos fazem bem, que nos tornam felizes, que realmente valham o esforço. Há muito tempo deixei de me incomodar com as coisas da vida. Se vejo que algo é potencialmente estressante, simplesmente evito. Poucas ainda podem vir a me tirar desse estado. A vida passa a fluir quando se torna finita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é este blog. Por essa razão disse que não sou dono do que escrevo. Foi uma das posses das quais me livrei. Tirando as pessoas que vivem de seus escritos, por meio da publicação de livros ou em outros meios, não vejo razão de "proteger" o que escrevo e coloco aqui. Respeito quem assim o faz, no entanto. Direito autoral? Perdemos esse direito quando vemos a finitude. Que diferença vai fazer se alguém vier aqui e copiar algo que achou interessante e publicar como se fora seu? Outros virão e pedirão e citarão a fonte, como foi o caso da &lt;a href="http://www.luzdeluma.blogspot.com"&gt;Luma&lt;/a&gt;. É com esses que devo gastar minha intensidade de vida e não com os desonestos. A eles está, também, guardada a hora da morte. E saberão o que fizeram enquanto vivos forem, e viverão sem se dar conta de que são finitos. A vida é finita e dela sobra algo apenas etéreo, não material: a qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste repensar de um ano de blog, resta isso: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a finitude da vida nos dá qualidade de vida&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111919091737867999?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111919091737867999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111919091737867999&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111919091737867999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111919091737867999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/da-srie-faltam-apenas-dois-dias-i.html' title='Da série: Faltam apenas dois dias - I'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111904598430190874</id><published>2005-06-18T07:03:00.000-03:00</published><updated>2005-06-18T21:16:55.586-03:00</updated><title type='text'>Da série: Faltam apenas cinco dias - I</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando com Einstein na cabeça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O homem, como qualquer outro animal, é por natureza indolente. Se nada o estimula, mal se dedica a pensar e se comporta guiado apenas pelo hábito, como um autômato&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana comemoro um ano de "Chato". Quarta-feira, dia 22. Estou fazendo, portanto, um repensar sobre esse ano. Não é para pensar sobre blogs. Para isso vejam, por exemplo, o que escreveu &lt;a href="http://lixotipoespecial.blogspot.com/"&gt;Flávio Prada&lt;/a&gt;, no post "&lt;a href="http://lixotipoespecial.blogspot.com/2005/06/um-giro-por.html"&gt;Um giro por aí&lt;/a&gt;". É um daqueles posts de dar inveja; uma inveja boa, é claro, de se ficar pensando: "putz, como eu queria ser capaz de escrever algo assim". Outros tantos também escreveram sobre o assunto: uns criticam, outros criticam os que criticam, há os indolentes, os que explicam e por aí vai. Sobre blogs, em si, já cheguei a uma conclusão: estão aí e pronto! Não me interessa se é moda ou não; se veio para ficar ou se vai evoluir para outra coisa. Importante mesmo, é que certas pessoas são indolentes, como disse o Einstein e como bem se aproveitou do conceito o Boaventura de Souza Santos quando faz sua "Crítica da Razão Indolente": "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;se o futuro é necessário e o que tiver que acontecer, acontece independentemente do que fizermos, é preferível não fazer nada, não cuidar de nada e gozar apenas o momento presente&lt;/span&gt;". Pessoas que criticam os blogs são apenas autômatos, indolentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repenso apenas a minha participação nessa tal de blogosfera, ou "blogolândia", na expressão do Flávio. Para isso, peço licença ao &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando"&gt;Tiagón&lt;/a&gt; para reproduzir um comentário que ele deixou no post de ontem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E essa é uma característica do meio. O blog aproxima o processo mental da escrita, porque exige menos elaboração, cuidado, técnica, etc - não que não sejam importantes, mas eles se sobressaem nos que já tem essas características, ao invés de ficar com cara de dissertação de colégio. Os posts não-lineares que eu e o Gejfin gostamos de fazer, ou os fragmentados, cheios de informações ligadas pelo fio invisível da subconsciência - são textos "em processo", e não 'obras' acabadas. Também disso vamos chegar ao ponto que falávamos, no Milton, dia desses - do laço criado pelo texto. Não seria esse um dos motivos para conectarmos uns nas vidas dos outros? Basta a leitura e a afinidade; esse texto mais visceral, menos preparadamente social, encarrega-se de fazer uma conversa muitas vezes mais significativa, em níveis de raciocínio mais profundos...&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximar o processo mental da escrita. Esse é um ponto que considero de extrema importância. Nosso sistema educacional foi idealizado para afastar a escrita do processo mental. Por essa razão a maioria das pessoas tem dificuldades de expressar, na escrita, aquilo que pensa. Não digo nenhuma novidade aqui. É-nos imposto, desde cedo, que escrever deve seguir os rígidos padrões da norma. Antes mesmo de aprendermos a pensar, aprendemos as regras da escrita. E isso transforma nossa maneira de pensar. Acabamos por condicionar nossa forma de pensar aos padrões da regra: pensamos em forma de gramática. E como as pessoas acabam por não aprender direito as regras (também, com tantas regras para aprender nesse tal de português, não me admira que poucos o dominem), acabam não se expressando direito. Pensam certo, mas expressam-se errado. E por quê? Porque não podem expressar seu pensamento tal qual ele é: sem regras. E aí entra a indolência dos que insistem na forma culta. A crítica que destrói qualquer tentativa de expressão e que ajuda a aumentar nossa autocrítica, que nos impede de publicar muita coisa. O que é a autocrítica senão a crítica dos nossos professores e pais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos verificar isso nos comentários. Quando alguém erra alguma palavra, imediatamente faz outro comentário corrigindo-a. Ora, todos sabemos que erros de digitação acontecem, ou mesmo erros de português. Alguém há de deletar o comentário simplesmente porque tem um erro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não seria esse um dos motivos para conectarmos uns nas vidas dos outros? Basta a leitura e a afinidade; esse texto mais visceral, menos preparadamente social, encarrega-se de fazer uma conversa muitas vezes mais significativa, em níveis de raciocínio mais profundos..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Essa parte do comentário é bárbara. O laço criado pelo texto. Ao aproximar o processo mental à escrita, criamos a conexão necessária. Deixamos de escrever para falar. Passamos a falar, nos blogs, como falamos em uma mesa de bar. E numa mesa de bar não somos "empolados" (nem poderíamos, depois de algumas brejas...) com os amigos. Não dizemos "querida, dê-me um ósculo", para a gata que queremos comer. Ou beijamos ou não. Senão também não comemos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não escrevemos num blog: simplesmente falamos, conversamos. Aqui é o lugar da fala e não o da escrita. Falamos em forma de poema, em forma de romance, de crônica, de monólogo, de análises literárias, futebolísticas, políticas, etc. É aqui, inclusive, que podemos falar sozinhos sem que ninguém nos chame de loucos. Não precisamos da desculpa "estou falando com meus botões", para disfarçar quando nos pegam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi com essa idéia que enfrentei criar o blog. Falar. Por isso dizia, lá no início: "para dizer aqui o que não dá para dizer por aí. Porque se disser, vão me chamar de chato". Vivemos em meio ao discurso da regra. No trabalho somos obrigados a falar corretamente, sob pena de, inclusive, não sermos considerados "competentes". Aqui poderia simplesmente falar. Falar sem me preocupar com a forma. Falar sozinho ou com quem queira participar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é isso que tenho feito nesse ano de blog: simplesmente falar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111904598430190874?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111904598430190874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111904598430190874&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111904598430190874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111904598430190874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/da-srie-faltam-apenas-cinco-dias-i.html' title='Da série: Faltam apenas cinco dias - I'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111896098666380995</id><published>2005-06-17T06:49:00.000-03:00</published><updated>2005-06-17T18:56:06.143-03:00</updated><title type='text'>Da série: Faltam apenas seis dias - I</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este post é inspirado em outro pensamento de Einstein:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever no blog mudou completamente a minha maneira de escrever. Não propriamente a forma ou o conteúdo, mas o jeito. Normalmente, quando escrevo alguma coisa, mesmo que de conteúdo técnico, costumo colocar "embaixo do travesseiro" e ver o que acontece no dia seguinte. Invariavelmente surgem novas idéias ou, até mesmo, aquela idéia que estava faltando, a inspiração. É o que fala o Einstein. O meu silêncio é a paciência e saber que sou assim. Por vezes penso que teria alguma chance de escrever algo "literário", pois acredito que construir histórias envolve muita paciência, eternas revisões, coragem para não rasgar tudo no meio do caminho e coragem para ir até o fim. De certa forma deve ser por isso que alguns blogueiros não postem diariamente. Devem deixar seus posts embaixo de alguma coisa, fermentando; ou até que digam "ei, tira esse travesseiro de cima de mim e me publica duma vez!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num blog de posts diários não há tempo para "amadurecer", acho. Não que não existam excelentes blogs diários; sem dúvida que existem, mas falo de mim. Tenho, em realidade, pouquíssimo tempo para escrever. Infelizmente (e felizmente para o bolso dos meus leitores contribuintes que pagam meu salário - observem que não há vírgula depois de "contribuintes" e antes do "que": isso significa que temos uma oração subordinada adjetiva restritiva, isto é, nem todos os contribuintes pagam o meu salário. Se assim o fosse, eu estaria feliz em Paris!) não tenho acesso a blogs no trabalho. Restam-me apenas, uma meia hora, pela manhã, e outra hora e meia, pela noite. Sim, pois à noite ainda tenho os afazeres domésticos, aos quais sou submetido impiedosamente por uma mulher grávida. Dessa hora e meia noturna, ainda gasto algo como uma para ler os demais blogs e deixar comentários (ou não).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é impossível para mim, num blog diário, colocar os posts no armário. Este, por exemplo, saiu assim, de supetão, direto no editor do blogspot. (foi o caso da rima anterior - azar, vai ficar). Putz, minha meia hora noturna acabou. Por sorte só publico no dia seguinte, pela manhã. Ainda há um tempinho de mudar alguma coisa, depois que eu "mergulhar em profundo silêncio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS matinal: queria deixar registrado o fato do &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/miltonribeiro"&gt;Milton Ribeiro&lt;/a&gt; ter se inspirado, não bem em uma sugestão, mas numa pergunta que lhe fiz, para escrever o excelente post introdutório sobre música erudita. E agradecer, também, pela menção. Milton: a Clarissa manda dizer que gostou de ter sido chamada de "Princesa".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111896098666380995?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111896098666380995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111896098666380995&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111896098666380995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111896098666380995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/da-srie-faltam-apenas-seis-dias-i.html' title='Da série: Faltam apenas seis dias - I'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111891899984334115</id><published>2005-06-16T07:46:00.000-03:00</published><updated>2005-06-16T08:10:19.226-03:00</updated><title type='text'>Formatura</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui orador da minha turma de Administração. Nem sei porque acordei me lembrando disso. Talvez porque esse ano estejamos comemorando o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Annus Mirabilis&lt;/span&gt; de Einstein e eu tenha começado e desenvolvido o meu discurso em torno deste pensamento dele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Não basta ensinar ao homem uma especialiadade. Porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo e moralmente correto&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso evoluiu para uma análise de como nossas escolas e principalmente nossas universidades são fábricas geradoras de máquinas. Talvez por isso, pela falta do ensinamento do que é belo e "moralmente correto", tantas coisas estejam acontecendo nesse país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que taí a razão pela qual acordei lembrando do meu discurso, feito ainda no milênio passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111891899984334115?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111891899984334115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111891899984334115&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111891899984334115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111891899984334115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/formatura.html' title='Formatura'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111879568058166856</id><published>2005-06-15T01:00:00.000-03:00</published><updated>2005-06-15T00:16:48.906-03:00</updated><title type='text'>Cair ou não cair no conto?</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terrível o mundo que vivemos, quando sequer podemos confiar em quem nos pára na rua para pedir uma ajuda. Vá que a pessoa simplesmente queira saber um endereço, onde fica uma rua, uma loja, etc. Costumamos desviar, fugir. Eu, por exemplo, ante a mera intenção de se aproximarem de mim, já saio dizendo “não” com a cabeça e com as mãos. E ainda me dou ao displante de agradecer. Não sei ao quê, mas agradeço. Mas peraí! A pessoa não veio me oferecer algo; ao contrário, veio pedir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que de tantas que levamos, acabamos calejados, pra não dizer insensíveis. E se de fato alguém estiver precisando de algo? E de um algo que esteja ao nosso alcance dar?? Uma simples informação, ou até mesmo dinheiro. Não! Se pediu dinheiro é para comprar bebida. E ainda chamamos, mentalmente, a pessoa de “vagabunda, podia muito bem estar trabalhando”! Se for criança, pior ainda, nem olhamos, pois imaginamos que tem algum adulto por trás que vai ficar com o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois de um tempo para cá resolvi adotar a seguinte postura: não importa o que a pessoa vai fazer com o dinheiro; importa o que ela vai me dar em troca como história, para me convencer. Assim, estarei, não dando uma esmola, mas remunerando um artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme o nível da lorota e a encenação feita, leva ou não. Isso acaba eliminando os pedintes “puros”, aqueles que a gente sabe que são para a bebida, pois não têm a mínima imaginação. Por outro lado, abre a possibilidade de ouvir alguém que possa estar mesmo  precisando de ajuda e, com isso, livramos nossa alma do inferno. Claro que temos os mentirosos e bons artistas, mas a estes, o que dou, dou como remuneração pelo espetáculo. Enfim, é muito difícil a situação que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco fui levar o lixo. Quando acabava de fechar a porta do prédio, um rapaz, bem vestido e numa abordagem absolutamente tranqüila (mesmo porque eu já estava atrás das grades. Ops, eu atrás das grades para me sentir tranqüilo? Putz) pediu: “Meu senhor, posso ter um minuto da sua atenção?” A vontade inicial era me fazer de surdo e deixar o cara ali. Azar, mais um, menos um não vai fazer diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece, no entanto, que eu devo ter um luminoso piscante na testa, com os dizeres: “vai nesse que dá”. Sempre sou escolhido pelos pedintes. Fazer o quê? Parei e escutei. Uma linda história com todos os elementos típicos da malandragem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- foi assaltado e levaram tudo;&lt;br /&gt;- estava atrás de um amigo que morava por ali, mas o amigo não se encontrava em casa, o que lhe deixara na rua;&lt;br /&gt;- morava em outra cidade;&lt;br /&gt;- tinha uma mãe com 74 anos e não queria telefonar avisando que fora assaltado, para não assustá-la, coitadinha.&lt;br /&gt;- precisava pegar o ônibus pra voltar para a sua cidade (aí eles declinam o valor; geralmente um valor factível, a depender da cara do interlocutor) e só precisava do dinheiro da passagem;&lt;br /&gt;- Importante esse elemento, por ser novo: disse que me pagaria no outro dia, assim que chegasse na cidade dele. Que se eu desse um número de conta bancária ele faria o depósito. Jurava que faria.&lt;br /&gt;- Por fim, dizia-se temente a Deus e que Deus me daria todas as graças se eu o ajudasse naquela hora difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante de tudo e que me fez dar algum dinheiro foi: (1) tudo isso num português absolutamente correto, impecável, concordâncias perfeitas e, (2) a forma como se expressava, parecia acostumado a discursos; articulado, com construções frasais pausadas nos momentos certos; ênfases quando necessárias, mas sem exageros que poderiam parecer teatrinho barato. O cara é um artista. Paguei pelos cinco minutos de espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e se fosse verdade?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111879568058166856?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111879568058166856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111879568058166856&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111879568058166856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111879568058166856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/cair-ou-no-cair-no-conto.html' title='Cair ou não cair no conto?'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111874549753322343</id><published>2005-06-14T07:32:00.000-03:00</published><updated>2005-06-14T07:38:17.536-03:00</updated><title type='text'>Tipo microconto</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou a nicotina; as idéias também!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111874549753322343?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111874549753322343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111874549753322343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111874549753322343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111874549753322343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/tipo-microconto.html' title='Tipo microconto'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111851895726007429</id><published>2005-06-13T01:00:00.000-03:00</published><updated>2005-06-13T08:06:47.986-03:00</updated><title type='text'>Sete gatinhos e uma bruxa!</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vem por aqui sabe que temos seis gatos. Tá bom, tá bom, já escutei essa frase milhões de vezes: "e o que vocês farão com os gatos quando a Clarissa nascer? Vão dá-los?" Que nada, vão ficar onde estão. Cada presente que ganhamos mostramos pra eles, fazemos eles cheirarem, deixamos que deitem por cima, que participem, que se sintam "maninhos" da Clarissa. E serão. Crescerão junto com ela. Abrimos o armário dela e deixamos que eles entrem. Brincam, cheiram, até dormem ali. Vai ser tudo lavado mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui a imaginar o dia que a Clarissa começar a engatinhar. Nada mais justo o termo nessa casa: engatinhar. Serão sete pela casa: cinco gatinhos e duas gatinhas (a Naná e a Clarissa). Aliás, azar o deles, os gatos de verdade! A primeira coisa que vou ensinar para a Clarissa é como se puxa o rabo de um gato sem que eles miem. Ei, ei!!!!! Calma lá os defensores da natureza e dos gatos desvalidos. Não estou dizendo que vou ensinar a dar nó de marinheiro nos rabos dos gatos. É apenas um nózinho carinhoso, talvez um nózinho retórico...(me aguardem, heheheh).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci ouvindo uma lenda famíliar: quando eu era criança, costumava pegar os gatos da chácara de um tio e jogá-los na sanga que passava nos fundos do terreno. Claro que não me lembro disso. Mas até hoje dizem que eu era terrível com os gatos e que jogá-los na sanga era o de menos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo é que, mesmo com todos esses anos, ainda não aprendi nada da vida. Há coisas que nem pra mulher a gente conta (&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Atenção&lt;/span&gt; leitores com vontade de casar: não acreditem nesse papo de que entre casais não há segredos). Caí na besteira de contar para Kaya que iria ensinar a Clarissa, assim que ela começasse a engatinhar, como se puxa o rabo de um gato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou jurado de morte!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111851895726007429?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111851895726007429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111851895726007429&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111851895726007429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111851895726007429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/sete-gatinhos-e-uma-bruxa.html' title='Sete gatinhos e uma bruxa!'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111845066678929738</id><published>2005-06-11T09:32:00.000-03:00</published><updated>2005-06-11T13:32:06.093-03:00</updated><title type='text'>A resposta</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta que dei para minha filha, quando ela me &lt;a href="http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/estamos-velhos-os-que-vivemos-ditadura.html"&gt;perguntou&lt;/a&gt; se era difícil ser adulto foi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo depende de como as pessoas resolvem levar a vida. E existem duas maneiras: uma boa e uma ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para te explicar a maneira boa, vamos pegar um filme. Para se fazer um filme são necessários (de forma simplificada, é claro) um produtor, um roteirista, um diretor, um ator e várias outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O produtor é quem banca o filme, paga todo mundo, sustenta. O roteirista é a pessoa que escreve a história, que diz como começa e como termina, se o final vai ser feliz ou não. O diretor é quem dirige o filme, é quem diz como o ator deve representar a cena, com ele deve viver. O ator, por óbvio, é quem vive, são as pessoas. As demais são coadjuvantes, fazem cenários, carregam coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podes escolher ser qualquer uma delas. A maioria das pessoas, no entanto, escolhe ser apenas ator da sua própria vida e deixa que outros as sustentem; que outros escrevam o que vai acontecer; que outros mandem nelas. Alguns passam a vida apenas pra lá e cá carregando coisas, montando o cenário para que os outros possam viver. Passam a vida como coadjuvantes da própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que ser adulto não seja difícil, minha filha, não seja apenas a atriz do teu filme, seja também a produtora da tua vida: estuda e seja uma profissional competente, capaz de ganhar o quanto necessites para tudo aquilo que queiras. Mesmo nesse país de dificuldades, sempre é possível, para quem é bom naquilo que faz, conseguir o que quiser. Uns têm trabalho, outros têm uma profissão. Escolha ter uma profissão. Mas para isso há uma única condição: quem tem uma profissão tem amor por aquilo que faz e nunca se cansa de fazer. Quem tem trabalho, trabalha das oito às dezoito; quem tem uma profissão se dedica a ela 24 horas por dia, por todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só produzir não adianta. Escreve a tua própria vida, faz teu próprio roteiro. Não deixa que ninguém determine o que vai te acontecer. Não deixa que te façam triste; te afasta das coisas ruins; escolhe os caminhos que te façam feliz. Escreve a tua vida a cada dia. Escreva nele teus princípios, aqueles dos quais jamais deves abrir mão. Não faças do teu roteiro uma ilusão. Escreva trechos de tristeza e sofrimento, tanto quanto os de alegria e prazer. A felicidade, minha filha, não é ser feliz; a felicidade é poder ser triste na tristeza e alegre na alegria; é estar vivo para isso e poder sentir tudo o que o mundo nos dá para sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não basta só isso. Dirija a tua própria vida. Há quem diga que na vida existem os que mandam e os que cumprem ordens. Escolha não ser mandada, mas também não escolha mandar nos outros. Dirige apenas a tua própria vida. Não deixa que ninguém determine como deves levar a vida; te afasta dos homens que queiram te dizer o quê fazer ou o quê não fazer; não tenhas medo de ficar sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atua teu próprio papel, aquele do roteiro que escreveste e que estás dirigindo. Aprende a diferença entre ser um bom ator ou um mau ator: os bons, minha filha, vivem a verdade dos seus papéis. Chora, quando tiveres que chorar; e ria com prazer, quando tiveres que rir. Não representa diversos papéis: seja apenas um, tu mesma, sempre. E aprenda que os outros também vivem seus próprios roteiros, seus filmes. Evita criticar a vida das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém vive sozinho, minha filha. Traga sempre contigo aquelas pessoas que farão o cenário do teu filme e as trate com carinho e respeito. Algumas delas poderão fazer os efeitos especiais da tua vida, ou os cenários mais simples, necessários para as cenas em que queiras apenas descansar. São teus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não luta contra o mundo, mas também não deixa o mundo te levar. Seja dona da tua própria vida. E acima de tudo, mas de tudo mesmo, cuida do teu corpo. Faça dele um corpo sempre saudável. É ele que te leva e só com ele poderás realizar teus sonhos. Essa é a maneira boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essas alturas já tinha gente das mesas vizinhas espichando os ouvidos. Parei para tomar mais um gole da cerveja que estava esquentando, ao que ela falou: “Nem precisa me dizer como é a maneira ruim, pai!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só depois, quando cheguei em casa é que me dei conta de que, afinal, não havia respondido se é fácil ou não ser adulto. Liguei pra ela e disse: minha filha, não é difícil ser adulto e quem sabe um dia te explique o que tudo isso tem a ver com ser líquido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111845066678929738?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111845066678929738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111845066678929738&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111845066678929738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111845066678929738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/resposta.html' title='A resposta'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111836500679776290</id><published>2005-06-10T01:00:00.000-03:00</published><updated>2005-06-10T07:29:26.466-03:00</updated><title type='text'>Motivação</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Administrador, trabalho diariamente com as questões de motivação. Como motivar  as pessoas (ou não desmotivá-las) para a realização das suas tarefas diárias. Possivelmente todos já conheçam as teorias e técnicas tradicionais sobre o assunto, desde Maslow até os mais recentes. Quem trabalha já deve ter passado por diversos tipos de testes avaliando a sua motivação e outros fatores. É do Dalai-Lama, no entanto, que vem algo que pode se constituir em um grande desafio para empresas e/ou instituições públicas&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ao analisar os antídotos para a ansiedade, o Dalai-Lama oferece duas soluções, cada uma atuando num nível diferente. A primeira envolve um combate enérgico à preocupação e ruminação crônica, através da aplicação de um pensamento neutralizador: relembrando-nos de que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;se o problema tiver uma solução, não há necessidade de preocupação. Se ele não tiver solução, também não faz sentido nos preocuparmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O segundo antídoto é uma solução de alcance mais amplo. Ele envolve a transformação da nossa motivação fundamental. Há um contraste interessante entre o enfoque do Dalai-Lama quanto à motivação humana e o da psicologia e da ciência ocidental. Como examinamos anteriormente, pesquisadores que estudam a motivação humana investigam os motivos humanos normais, analisando tanto as necessidades e impulsos instintivos quanto os adquiridos. Nesse nível, o Dalai-Lama concentrou-se em desenvolver e usar impulsos adquiridos para melhorar nosso "entusiasmo e determinação". Sob alguns aspectos, isso é semelhante à opinião de muitos "especialistas em motivação" do Ocidente, que também procuram de modo convencional&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;reforçar nosso entusiasmo e determinação no sentido de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;"&gt;realizar objetivos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. No entanto, a diferença é que o Dalai-Lama provura forjar a determinação e o entusiasmo com o objetivo de que nos dediquemos a comportamentos mais salutares e eliminemos traços mentais negativos, em vez de dar ênfase ao êxito em alcançar o sucesso material, o dinheiro ou o poder. E talvez a diferença mais surpreendente seja a seguinte: ao passo que os "especialistas em motivação" estão ocupados insuflando as chamas de motivos já existentes para o sucesso material, e que os teóricos ocidentais dedicam sua atenção total a categorizar os padrões das motivações humanas, o interesse primordial do Dalai-Lama pela motivação humana reside em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0); font-style: italic;"&gt;reformular e mudar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; nossa motivação fundamental por uma motivação voltada para a &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;compaixão e a benevolência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como motivar os trabalhadores nesse paradigma de compaixão e benevolência e mostrar a eles que ainda poderão realizar seus objetivos, num país como o Brasil atual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;" A Arte da Felicidade, Um Manual para a Vida". Sua Santidade, o  Dalai-Lama e Howard C. Cutler.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111836500679776290?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111836500679776290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111836500679776290&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111836500679776290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111836500679776290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/motivao.html' title='Motivação'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111827539931426191</id><published>2005-06-09T01:00:00.000-03:00</published><updated>2005-06-09T07:22:46.076-03:00</updated><title type='text'>Abandono</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos dez anos abandonei a religião. Compreendi que a religião nada mais era que uma estrutura de poder. Muito mais do que ajudar as pessoas a compreenderem o mundo, as religiões serviam apenas para explorá-las a pretexto da fé. É assim até hoje e será para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos vinte anos abandonei o futebol. Compreendi que o futebol também era uma estrutura de poder. Muito mais do que um lazer para as pessoas, ou um "trabalho" dígno para os jogadores, o futebol servia apenas para enriquecer os cartolas e a imprensa, à custa de alguns jogadores "eleitos" como craques para serem notícia. E notícia até por razões em nada ligadas ao futebol. É assim até hoje e será para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos trinta anos abandonei a vida de solteiro e compreendi que o casamento era uma estrutura de poder. Muito mais que multiplicar, era dividir; pois é dividindo que o poder se mantém. É assim até hoje e só espero que não seja assim para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao quarenta anos abandonei a política. Compreendi algo que já sabia desde os dez: que a política nada mais é do que uma estrutura de poder. Muito mais do que serem representantes do povo para fazerem as leis ou executarem as ações necessárias para que tivéssemos um povo com dignidade, a política serve apenas a si mesma e àqueles que dela participam. É assim até hoje e será para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto me falta para tentar não abandonar o Homem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111827539931426191?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111827539931426191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111827539931426191&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111827539931426191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111827539931426191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/abandono.html' title='Abandono'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111819225585750666</id><published>2005-06-08T09:49:00.000-03:00</published><updated>2005-06-09T07:24:21.553-03:00</updated><title type='text'>Despedida</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, quinta-feira, certamente não terei tempo de postar algo por aqui. Estarei providenciando o necessário para um ano de viagem. Passaporte, malas, deixando as coisas todas nos seus devidos lugares, providenciando pagamentos e acerando como irei fazer para pagá-las.&lt;br /&gt;Vou comprar, também, um daqueles celulares que tiram fotos e mandam direto pra internet. Daí O Chato passará a ter fotos diárias dos lugares por onde estiver. O Chato passará a ser um blog de viagem.&lt;br /&gt;Desembarco direto na França. Quero primeiro conhecer a terra dos meu antepassados, o País Basco. Vou comprar um carro e fazer toda a viagem assim, sem pressa, conhecendo as cidadezinhas do interior. Depois passo a fronteira e vou para porção basca espanhola. Sempre pelo interior. As capitais, Madri, Paris, Lisboa ficam pra depois.&lt;br /&gt;Dali sigo para a Grécia, Egito, Israel. É, um roteiro tipo livro de História Universal, pelo menos do tipo que eu estudei.&lt;br /&gt;Depois, com calma, a gente vai escolhendo o restante do roteiro. Afinal, um ano é bastante tempo pra se conhecer o mundo.&lt;br /&gt;Ah! Quase me esqueço: a primeira coisa que farei amanhã será passar na CEF para pegar o prêmio da mega-sena que vou ganhar hoje à noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111819225585750666?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111819225585750666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111819225585750666&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111819225585750666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111819225585750666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/despedida.html' title='Despedida'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111806157100508090</id><published>2005-06-07T02:00:00.000-03:00</published><updated>2005-06-07T01:44:41.790-03:00</updated><title type='text'>Estamos velhos, os que vivemos a ditadura. Três em um.</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Primeiro:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive que juntar os comentários da Yvonne e do Tesco; da Luma e do Carlos (&lt;a href="http://www.nospornos.weblogger.terra.com.br/"&gt;Nós por Nós&lt;/a&gt; ; &lt;a href="http://www.luzdeluma.blogspot.com/"&gt;Luz de Luma&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://becodosbytes.blogspot.com/"&gt;Beco dos Bytes&lt;/a&gt;) e lê-los juntos, pois ficaria difícil responder um por um sem quebrar o pensamento. Assim que,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tesco, aí reside o problema: essa contribuição tem sido muito mínima. Tão mínima que não chega a mudar nada. Repito o texto que coloquei como "ps"; o problema é muito mais de uma ética (ou moral) da nação do que de pequenas ações individuais em meio ao"mar de lama". Todo mundo diz que faz a sua parte. Mas, se realmente isso é verdade, por que os problemas não apenas não param, como aumentam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim Luma, está na hora de criarmos não apenas uma nova democracia, mas um novo Estado. Um Estado ético. Vivemos num país cujo povo só sabe exigir seus direitos, mas que esquece que também é sujeito de deveres. Deveres individuais e, sobretudo, deveres sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post, Yvonne, é justamente por ver que a classe, que mais dá os ombros para segurar o país, está quieta; amortecida; adormecida; jogando pra cima da juventude a culpa por não sair às ruas com as "caras pintadas"; esperando que outros façam o que deveria fazer e reclamando na frente do Jornal Nacional, porque mais um estudante boçalzinho americano resolveu matar seus coleguinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando teremos um povo sábio e bem informado, Luma, quando é mais fácil atirar a culpa de tudo nos aposentados e servidores públicos do que ir buscar os 160 bilhões em sonegação, contrabando e pirataria? E quando teremos um povo sábio e bem informado quando lhe empurram novelas "para sonhar com uma vida melhor" e ter sobre o que conversar no dia seguinte? E ter sobre o que conversar para esquecer a miséria de ganhar um, ou pouco mais de um, salário mínimo, isso se for abastado para tanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já teve épocas, Carlos, em que acreditava que ter consciência em si, para depois partir para os demais, resolveria algum problema. Eis a questão: quando cada um adquire consciência de "si próprio", a maioria vai cuidar do que é seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi uma coisa desde cedo com a cinta do meu pai: a certeza da punição. Se fizesse, levava. É isso que falta nesse país e é isso que não cobramos: a certeza da punição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta-nos culhões (que me perdoem as meninas) para sair às ruas. Falta-nos fazer o que fizeram na década de 60: sair para pedir o fim, seja o fim da "suposta" ou "verdadeira" bagunça, seja o fim da ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta das músicas de protesto; dos Buarques, Caetanos, Vandrés e até do Gil! E dos Sabiás, das Rodas Vivas, e das Violas Enluaradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta-nos coragem. A mim também. Idolatramos a mesmice. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estamos velhos, os que vivemos a ditadura&lt;/span&gt;. Estão velhos os que lutaram contra a ditadura, seja com armas, seja com canções, seja com reuniões, e hoje são ministros, chefes de gabinetes, presidentes de partido, prefeitos. Estão velhos os que vieram logo após e acreditaram na Utopia da Nova República, numa utopia da esquerda, representada por um partido de intelectuais e revolucionários tão fisiologistas quanto aqueles contra os quais outrora lutavam! Que escolheram o único não intelectual para ser factível perante o povo. De exilados e revolucionários a governantes, e de governantes a senhores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecemos da história? Esquecemos que SEMPRE tem sido assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuto as músicas daquela época não mais como hinos que foram, mas como saudosas lembranças. Lembranças que nego a minha filha Fernanda e que certamente negarei à Clarissa. E nego porque sou de uma geração que calou e aceitou a migalha de ser "classe média". E que não esquece que é um dos poucos que podem escrever na internet, como se isso adiantasse de algo. CENTO E SETENTA MILHÕES DE BRASILEIROS NEM SABEM O QUE É ISSO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer? Lembrar que temos DIGNIDADE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Segundo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Uma penitência. Recebi a visita da &lt;a href="http://www.tatianagirl.blogspot.com/"&gt;Tatiana&lt;/a&gt;. Faz tempo que visito o blog dela mas não deixo comentários. Sei lá, é um blog com poesias e tinha, na minha santa ignorância, que poesia a gente não comenta. Poesia, pra mim pelo menos, é algo meio mágico. E mágica a gente não comenta, apenas se encanta. E, às vezes, tenta fazer. Quem já não pegou um baralho, quando criança ou adolescente, e saiu por aí aplicando a mágica recém aprendida? Pois com a poesia deve ser a mesma coisa. Quem já não escreveu a sua? Na verdade, penso que erro ao dizer que poesia "é algo meio mágico". Poesia é inteiramente algo mágico. Talvez um simples "gostei, Tati", já fizesse bem ao coração dela. E não fui capaz de fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Terceiro:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sei porque fui me lembrar disso hoje. Num dos almoços semanais que tenho com a minha filha Fernanda, que tinha 14 anos na época (ano passado), ela me faz a seguinte pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pai, posso te fazer uma pergunta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fatal! Se fosse filho, estaria tranqüilo. Afinal, não há nada que um guri possa perguntar para um pai que ele já não tenha a resposta na ponta da língua. Mas era a filha. De certa forma, já havia me preparado para perguntas desse tipo. Coisas difíceis, é o que normalmente vêm por trás delas. E, via de regra, sobre sexo. Sobre isso já tinha lido todos os cânones tipo "Como falar de sexo com sua filha - guia de autoajuda para pais separados", "Homens querem sexo, mulheres querem a carteira", etc. Aprendi, também, que devemos fazer uma cara de tranqüilidade, que expressa segurança. Afinal, podia não ser sobre sexo. Vá que ela queria me dizer que começou a fumar, que já experimentou maconha, que queria me apresentar o namoradinho (putz, essa é velha, o ficante, animal!). Tomei um gole da cerveja e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode, minha filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pai, é díficil ser adulto?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111806157100508090?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111806157100508090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111806157100508090&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111806157100508090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111806157100508090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/estamos-velhos-os-que-vivemos-ditadura.html' title='Estamos velhos, os que vivemos a ditadura. Três em um.'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111802712513939194</id><published>2005-06-06T01:00:00.000-03:00</published><updated>2005-06-06T00:09:13.393-03:00</updated><title type='text'>Pinturas</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.escosteguy.com/afonso/pint001.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira fomos fazer mais uma ecografia. Tudo normal, a Clarissa cresce tranqüila. Hoje à tarde, a Kaya me chama no escritório. Quando entro, ela estava sentada olhando as "fotos" da ecografia. Olhei para ela e vi uma expressão de encantamento. Me emocionei, porque bem início ela tinha ficado um pouco chateada por não ter sido um menino. Ela queria menino e eu menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma que mostra o perfil. A Kaya passava a mão como se estivesse passando na própria Clarissa, com todo carinho. Foi identificando o nariz, a boca, os olhinhos, a testa... "a testa é igual a tua, Afonso". Eu acho que o nariz também, disse pra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, o nariz é igual ao meu. A forma da cabeça é que é igual a tua.&lt;br /&gt;- Ah! Menos mal. Então vai puxar a mim, vai ser inteligente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111802712513939194?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111802712513939194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111802712513939194&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111802712513939194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111802712513939194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/pinturas.html' title='Pinturas'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111798915326449324</id><published>2005-06-05T13:14:00.000-03:00</published><updated>2005-06-05T20:15:04.533-03:00</updated><title type='text'>Um post irado!</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô de saco cheio desse negócio de todo mundo ficar falando em democracia. Que diferença existe para a ditadura que tivemos? Para os tempos de Colônia ou do Império? Uma única coisa: todo mundo pode falar o que quiser. Definem democracia como se democracia fosse apenas liberdade de expressão. E nisso a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mass media&lt;/span&gt; é exemplar. Ontem lendo um blog (e não vou dizer qual) a autora defendia a idéia de que blogs não eram democráticos porque pouquíssima gente tinha acesso a internet e, por conseqüência, aos blogs. Ótimo, se democracia é acesso, então não temos democracia porra nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarenta por cento da população vive abaixo da linha da miséria; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;passa fome&lt;/span&gt;. Não tem acesso à comida. Enquanto isso todo mundo continua roubando o país e dizendo que isso é democracia. E os jornais e tvs só sabem reclamar que não existe democracia quando a Justiça bloqueia algum programa ou alguma reportagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos um povo hipócrita, sujo e egoísta. Roubamos de nós mesmos. Sempre corremos para chegar na frente dos outros. Aprendemos a respeitar apenas "os nossos". Aos outros devemos pisar, pular por cima, senão eles fazem isso com a gente. Não é assim que aprendemos a viver? Não é assim que ensinamos aos filhos a forma de sobreviver na selva? Mate antes que te matem! Não seja o único joãozinho do passo certo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos mesquinhos e discricionários. Rimos dos outros a todo momento. Dizemos que aceitamos a diferença, mas na hora que a filha chegar em casa com o namorado negro é que eu quero ver. E a coisa é tão pior, que se o filho chegar com a namorada negra ou com "aquela mulata", todo mundo vai adorar: o pai terá realizado, através do filho, o desejo insatisfeito de trepar com uma negra maravilhosa. Rimos dos gays, nos damos ao luxo de ser a favor ou contra. A favor ou contra do quê? Da existência de um ser humano? Quem somos para nos arvorarmos o direito de julgar a vida de outra pessoa? Essa é a nossa sociedade que quer se dizer democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vi muito FDP tomando hóstia na Igreja. Deve ter ido pedir perdão por ter sonegado impostos. Por ter colocado os empregados na rua, alegando a crise. Certamente para não perder o estilo de vida que leva. Hipocrisia, pura hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem mais ONGs tentando resolver os problemas do que problemas existentes. Não entendo como, com tanta ONG cuidando de crianças, ainda existem crianças na rua. Safadeza pura. Já disse aqui que faço parte de uma ONG (conhecidíssima país afora) que gasta 70% da contribuição que recebe com a folha de pagamento. FsDP. Vou sair. Só acredito no voluntariado e na solidariedade gratuita. Vivemos num mundo e num país podres. Cada vez mais podres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá na hora de parar com essa hipocrisia de que temos democracia nesse país. Talvez aí consigamos, realmente, lutar para construí-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS às 20:00h: Escrevi este post pela manhã. Agora,  encontrei o seguinte artigo, do qual tirei alguns trechos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="100%"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="mssansserif1"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;O país da transgressão&lt;!-- /TITULO --&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="mssansserif4"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Escândalos de corrupção reacendem debate sobre valores éticos dos brasileiros e relação entre público e privado numa nação marcada pela desigualdade&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE ELMI, para Zero Hora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As cenas de corrupção explícita nos Correios podem não levar à CPI. Mas a reincidência de casos e deslizes éticos pelo menos desperta o debate sobre o que aconteceu com a honestidade no Brasil. Golpes milionários, sumiço de dinheiro público e barganhas políticas são apenas a face mais escandalosa da transgressão no país. O dia-a-dia do brasileiro - por menosprezo às leis, falta de consciência ou até mesmo tática de sobrevivência - não deixa de ser um festival de burla às regras. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não se trata de comparar os R$ 3 mil que o ex-diretor do Departamento de Contratação e Administração dos Correios Maurício Marinho coloca no bolso sem pudor à malandragem de estacionar o carro em lugar proibido, mesmo sabendo que não se pode. Quem tenta entender o Brasil liga os dois tropeços pelo lado do desprezo com o que é público, endemia da qual o país não consegue se livrar.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ao cruzar a fronteira do ilícito, os dribles diários em obstáculos legais trazem prejuízos ao país, como ocorre com a trinca sonegação-contrabando-pirataria, que subtrai dos cofres públicos R$ 160 bilhões por ano.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O trânsito é o lugar por excelência onde se expressa a compulsão do brasileiro pelo desrespeito às regras. O diretor-técnico do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), João Batista Hoffmeister, pesquisou abordagens de infratores feitas pela Polícia Rodoviária Estadual. Ao final do trabalho, fez uma descoberta surpreendente: 82,35% sabiam que estavam infringindo a lei e confessaram a negligência no momento da autuação.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem toda está &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;amp;edition=3922&amp;template=&amp;amp;start=1&amp;section=&amp;amp;source=a868325.xml&amp;channel=9&amp;amp;id=&amp;titanterior=&amp;amp;content=&amp;menu=23&amp;amp;themeid=&amp;sectionid=&amp;amp;suppid=&amp;fromdate=&amp;amp;todate=&amp;amp;modovisual="&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem dizer que meu post realmente estava irado. Mas não sou só eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E não esqueçam do art. 2º do Código do Chato. Última vez que aviso!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111798915326449324?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111798915326449324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111798915326449324&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111798915326449324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111798915326449324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/um-post-irado.html' title='Um post irado!'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111797573537901919</id><published>2005-06-05T09:17:00.000-03:00</published><updated>2005-06-05T12:55:57.240-03:00</updated><title type='text'>O Abominável Homem-Internet</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um amigo que me chama de &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Abominável Homem-Internet&lt;/span&gt; só porque eu vivo grudado nela. Não fico chateado com as pessoas quando elas têm razão a meu respeito. Vivo, sim, em função da internet. Pela internet sei mais de tudo, se comparada com os jornais ou com a televisão. Já fui assinante de jornal, a Zero Hora e o Correio do Povo, jornais do RS, e a Folha de São Paulo. Pela internet tenho acesso a todos ou quase todos os jornais do mundo, inclusive a estes citados. Como há muito já descobri que a fonte de todos eles é a mesma, e que os nossos sequer se dão ao trabalho de adaptar o texto, pra quê assiná-los? Bastaria ler um. E eles estão na internet. O acesso pela internet permite inclusive verificar quando os jornais locais distorcem as noticias internacionais. Quem parar para estudar a estrutura do texto das notícias, verifica logo que basta ler a manchete. Já vi textos que repetiam por três ou quatro vezes as mesmas frases. Por outro lado, a composição dos jornais, em termos de centímetros quadrados, deve andar assim, na média: 80% propaganda; 15% fotografias e apenas 5% de notícias. Dos 5% de notícias, limpando as repetições e as obviedades do texto, sobra algo em torno de 1%, ou seja, quase que só a manchete. Se levarmos em conta, ainda, o fato de que as notícias dos jornais são puro repeteco do que já deve ter passado na televisão, deu pros jornais. Nem mesmo os antigamente chamados "suplementos literários" se salvam. Voltados para um público "letrado" cada vez menor, menor também tem sido a qualidade. Tenho comigo várias coleções originais de jornais do final século XIX (de 1894 a 1901) e do século XX (do tempo da IIGG e da década de 80). É incrível a diferença. Alguém poderia alegar que os tempos são outros. Sim, os tempos são, mas a qualidade não teria razão de ser outra; e pior. Por fim, jornais são feitos de papel e papel são árvores derrubadas. Dou a minha contribuição para a preservação da natureza ao não comprar jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma análise pode ser feita para a televisão; sobra 1% útil, embora, nesse caso, até veja alguma utilidade para aquelas pessoas sem alternativas depois de certa idade. Mas se há algo que não consigo admitir é gente jovem (com menos de 65 anos) vendo novela. Recente estudo (depois eu procuro e cito a fonte) apontou que o brasileiro passa, em média, três horas por dia vendo televisão. Isso é um absurdo, se levarmos em conta a quantidade imensa de alternativas existentes hoje em dia. Não só na internet, mas na rua também. Aqui há aqueles que poderão defender as novelas, alegando que é cultura e que é o produto brasileiro por excelência. E o fazem por comparação aos enlatados americanos (expressão antiga, eu sei), alguns idolatrados até. No fundo, no fundo, as novelas têm apenas contribuído para a deformação da família. E o que dizer de deixar as crianças quase que o dia todo vendo desenhos? Aqui a coisa é pior. A pressão se dá quando te dizem: "vais deixar teu filho isolado da turminha? Todos vêem, menos ele. Olha o mal que fazes!" Pronto, e todos os pais cedem. Ontem vi um pai com a filha no colo e esta carregando um dos teletubies. Não adianta me dizer que são programas "cientificamente" preparados e adequados para criancinhas. São boçalizantes, isso sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sei do mundo pela internet. Recebo diversos informativos com tudo e de todas as áreas. Posso escolher o que ler. Leio blogs e neles encontro análises de quase todas as notícias. Com uma vantagem: são diversas opiniões e não apenas aquela que a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mass media&lt;/span&gt; quer que eu leia. Tudo o que é bom e que os jornais e televisões não veiculam está na internet. As porcarias também, mas essas a gente aprende a identificar. Faço parte de 5 e-groups. Troco mensagens com gente de todo mundo. Graças a isso fui obrigado a aprimorar minhas outras línguas, que as tinha incipientes. Até basco, língua natal dos meus antepassados, estudo pela internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei de me comunicar com as pessoas (sou geminiano, lembram?). Bem antes do advento da internet, jogava xadrez postal. Para os mais jovens: antigamente as comunicações eram feitas por carta. As cartas eram enviadas pelo correio, esse mesmo que protagoniza mais um escândalo. Cheguei a jogar, ao mesmo tempo, com 50 pessoas de todo mundo. E cada carta era uma maravilha. Além dos lances, trocávamos conhecimento, fazíamos amizades. Hoje, tudo isso é possível pela internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que deixaria de ler blogs, de conversar pelo MSN, de visitar museus, de ler biografias, de ler as obras produzidas, de receber o carinho das pessoas e tantas outras coisas, para ficar em frente a uma tv vendo novela e jornal nacional (ou similares)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato meu amigo tem razão: sou um &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Abominável Homem-Internet&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111797573537901919?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111797573537901919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111797573537901919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111797573537901919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111797573537901919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/o-abominvel-homem-internet.html' title='O Abominável Homem-Internet'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111790496226886373</id><published>2005-06-04T13:53:00.000-03:00</published><updated>2005-06-04T15:25:20.276-03:00</updated><title type='text'>Morte na blogosfera</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu, ou outro blogueiro qualquer, morrer de uma hora pra outra, como todo mundo vai ficar sabendo? Será que vão ficar vindo aqui e olhando o mesmo post por duas, três ou mais semanas, até desconfiar que algo aconteceu? O mais provável é que se pense em depressão, ou mesmo que desisti do blog e, num gesto que me tornaria um ser abjeto, não avisaria que desisti? Mas, e se tiver morrido? E se alguém souber, iria colocar no seu blog um post avisando que o Chato morreu? E como seria esse post?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meus caros amigos, sinto informar que o Chato se foi. Ainda bem, assim Deus há de ver o que fez, pois ele certamente deve por estar lá, falando pelos cotovelos, do mesmo jeito que escrevia sem parar no blog. Desnecessário dizer que não precisam ir lá postar comentários. Afinal, ele não vai poder ler&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Queridos, que pena sinto hoje. Descobri, três semanas depois do fato, que o Chato morreu. É, mórrrreuuuu! Não tem post avisando, mas, mesmo assim, vão lá no blog dele e deixem comentários. Não se preocupem, ele dizia acreditar em vida após a morte. Assim que, certamente irá ler&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, ainda,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tão jovem ainda, com a vida pela frente. Deixa mulher e filhas, além de seis gatos. Deixa uma filha que o amava mais que a tudo. Privada do convívio diário por uma separação dos pais, vê-se, agora, privada dos telefonemas, dos almoços semanais, dos papos no MSN, dos pequenos conselhos e orientações. Deixa, ainda, outra filha por nascer. Reserva a ela, a vida, uma vida de fotografias. Talvez uma vida de leitura dos escritos do pai. Talvez possa ver o blog e sentir o quanto o pai a esperava; o quanto contava os dias para seu nascimento. Restarão, a ela, apenas as lembranças da mãe, que as contará como historinhas de ninar. A mulher terá dele o fruto para consolar-se; para lembrar-lhe, a cada noite, que é possível, sim, ser feliz. Deixo aqui a suave recordação das vezes em que li seus posts e pude sentir que havia vida por trás das palavras&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comentários, então, ficaria rondando feito fantasma até poder lê-los:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seu danadinho. Então vais embora e nem me avisas? bjs e espero que sejas feliz no teu novo endereço: www.céu.com.br. Sim, .br, pois Deus é brasileiro. beijos&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;kkkkkkkk, o cara é um palhaço mesmo. Pensa que eu vou acreditar que ele morreu. Podia pelo menos ser mais criativo. Essa é velha, kkkkkkk&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chato, estejas onde estiveres, que Deus guarde tua alma&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oi, primeira vez que venho aqui. Achei super legal a tua morte. Não esquece de visitar o meu blog, tá? Botei um link lá. bjinhos"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ih, morre e nem nos avisa? FDP, isso sim!&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era líquido; virou gasoso&lt;/span&gt;!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Espero que tenham tocado Bach no enterro!&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Putz, logo agora que descobri o blog dele&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ai, se ele morasse em São Paulo, eu não deixava ele morrer...&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não esquece de mandar um mail com teu novo endereço. Depois eu respondo, tá?&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém já soube de uma morte na blogosfera e como ela foi comunicada?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111790496226886373?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111790496226886373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111790496226886373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111790496226886373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111790496226886373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/morte-na-blogosfera.html' title='Morte na blogosfera'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111784091714830366</id><published>2005-06-04T01:00:00.000-03:00</published><updated>2005-06-04T08:01:44.996-03:00</updated><title type='text'>Como se constói uma nova pessoa?</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje inicia-se a Grande Guerra. Até então eram apenas escaramuças, pequenos atos de guerrilha que nada resolviam e só causavam enfraquecimento. E o enfraquecimento de um aumentava a força do outro. Ontem, no entanto, o mais fraco ganhou uma primeira batalha: admitiu, finalmente, que é o lado mais fraco. E como lado mais fraco, admitiu, também, que precisa de ajuda. São meus dois lados. Um, forte e poderoso, busca destruir. Atiça a preguiça, a acomodação, o hábito pernicioso, o vício. O outro, fraco e impotente depois de trinta e cinco anos de mandos e desmandos do forte. Não havia mais o que fazer para salvar o fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui a um psiquiatra. Sozinho sou muito fraco para vencer o vício. Não sei fazer como muitos que simplesmente param e pronto! Preciso de ajuda. Ganhei a primeira batalha. Mas essa pode ser considerada fácil frente a pior delas, e que ainda está por vir: construir uma nova pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de trinta e cinco anos fumando, quem sou eu sem cigarro? O que eu vou fazer? Para a dependência química temos os remédios, e ele os deu em alta dosagem. São necessários, por pior que sejam os efeitos colaterais e psicológicos (tem até tarja preta no coquetel). Pra vencer esta guerra só com uma bomba atômica. Paliativos não resolveriam. Ou mato, ou morro! Eu pedi. Sou fraco, preciso deles. Serão temporários, eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vida hoje gira em torno do cigarro. Devo mudá-la. E devo encontrar uma outra vida, uma vida sem cigarro. E daí o medo; o medo de não conseguir ser saudável. Como alguém que desde os treze anos não é saudável poderá sê-lo? E meus hábitos? E o cigarrinho matinal tomando chimarrão? Que farei ao acordar amanhã? E na segunda- feira? E nos outros dias pelos próximos dias do resto da minha vida? Talvez eu viva mais uns trinta anos sem fumar! Já pensou? Vou dirigir sem o cigarro. E nas viagens, onde o cigarro até me ajuda a não dormir, distrai? E os posts, que os escrevo a custa de quase uma carteira, sentado em frente ao computador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço as contas: se fumo algo em torno de 30 cigarros por dia e cada cigarro dura, em média, 10 minutos, isso siginifica que passo cinco horas do meu dia fumando. Tirando as horas que durmo e outras em que não posso fumar, isso representa mais de 60% das minhas horas úteis. Isso significa que tenho que me reconstruir em mais de 60%. Não me sei sem cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a grande batalha dessa Grande Guerra. Fazer-me! Criar-me praticamente do zero! Não sei como se faz e isso assusta, dá medo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz a bula de um dos remédios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reações Adversas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gerais&lt;/span&gt;: febre, dor torácica, astenia (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;perda ou diminuição da força física, Houaiss&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cardiovasculares&lt;/span&gt;: taquicardia, vasodilatação, hipotensão postural, elevação da pressão arterial (severa em alguns casos), "fogacho" e síncope (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;perda dos sentidos devido à deficiência de irrigação sangüínea no encéfalo, Houaiss&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sistema nervoso central&lt;/span&gt;: convulsões, insônia, tremor, disturbios de concentração, cefaléia, tontura, depressão, confusão, alucinações, agitação, ansiedade, irritabilidade, hostilidade e despersonalização.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Endócrinas e metabólicas&lt;/span&gt;: anorexia e perda de peso.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gastrointestinais&lt;/span&gt;: "secura" na boca, disturbios gastrointestinais que incluem náuseas, vômitos, dor abdominal e constipação.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pele/hipersensibilidade&lt;/span&gt;: um monte, três linhas só disso, terminado com uma tal de Síndrome de Stevens-Johnson, que, como toda síndrome, deve ser porrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo me diz que eu não deveria ter lido essa bula. Tô morto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma coisa que diz ali, que é bom salientar: "irritabilidade, hostililidade e despersonalização". Portanto, se esse Chato começar a xingar todo mundo, dar pontapés na tela de quem aparecer por aqui, fiquem sabendo que me "despersonalizei" por causa do remédio. Não terei sido eu. Tenham paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será fácil e dá medo fazer-me outro. Um outro que será saudável; que fará exercícios e que irá respirar; que dormirá tranqüilo e que subirá escadas com facilidade; que irá saborear com mais prazer ainda as comidas da Kaya. E por falar nela, e se a Kaya não gostar desse novo Chato? Por via das dúvidas, fiz com que recordasse que havia jurado "na saúde e na doença; na alegria e na tristeza".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não acredito em mim mesmo. É o forte atuando, minando minha vontade de fraco. Mas assim como ele me dominou silenciosa e sorrateiramente nos últimos trinta e cinco anos, vou fazer o mesmo. Vou derrotá-lo sem que ele me veja. Assim meu eu fraco espera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha filha Fernanda pede, há mais de dez anos, que eu pare de fumar. Nunca tive coragem de fazer isso por ela. Faço agora, por ela e pela Clarissa. Elas merecem ser adultas e compartilhar do pai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111784091714830366?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111784091714830366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111784091714830366&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111784091714830366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111784091714830366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/como-se-consti-uma-nova-pessoa.html' title='Como se constói uma nova pessoa?'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111776304040068549</id><published>2005-06-03T01:00:00.000-03:00</published><updated>2005-06-03T00:57:05.533-03:00</updated><title type='text'>The Day After</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se coloco os agradecimentos aqui, no início, ou ao final. Se colocar aqui, periga ninguém ir até o fim, pois já leu o que interessava (a não ser os meus, deixa ver..., putz, todo mundo diz que só tem seis ou sete leitores fiéis, então, vá lá, a não ser os meus 1354 leitores); se colocar no fim, periga ninguém chegar até lá, a não ser os meus 1353 leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Afonso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim,Chato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Disseste que eram 1354 e agora falas em 1353?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é, um já desistiu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez eu devesse começar com um pouco dos agradecimentos; depois faço um miolo de abobrinhas e termino com o restante dos agradecimentos. O que achas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei não, hein! Teus leitores ainda são meio instáveis. Tirando 3, acho que os outros 1350 não vão até o fim. Eu, se fosse tu, começava por agradecer a esses três que deixaram mensagens lindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas é difícil, Chato. Olha lá nos comentários: teve o &lt;a href="http://www.verbeat.org/blog/miltonribeiro"&gt;Milton Ribeiro&lt;/a&gt; que nunca tinha aparecido por aqui. Pô, o cara é "o cara", escreve pra caramba. E o Tesco, então, amissíssimo das meninas do &lt;a href="http://www.nospornos.weblogger.terra.com.br/"&gt;Nós por Nós&lt;/a&gt; (a Yvonne, a Viva, a Lise) também nunca tinha vindo aqui. Não posso deixar as meninas de fora do início. São tão queridas. A Yvonne tá sempre por aqui dando uma olhadinha e deixando comentários carinhosos. Já sei: começo pelas mulheres e deixo os homens pro final!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei lá, Afonso. Vai por mim e deixa todo mundo pro final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que eu faço com o &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/gejfin"&gt;Gejfin&lt;/a&gt; e com o &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando"&gt;Tiagón&lt;/a&gt;? Sacanagem, pô! Os caras dão a maior força e eu faço isso com eles? Nananinanão! Se tiver que agradecer no início eles estarão lá. E tem mais: a &lt;a href="http://www.luzdeluma.blogspot.com/"&gt;Luma&lt;/a&gt;, imagina, a Luma até colocou lá no blog dela que estou de aniversário! Logo ela! Não, não vai ficar pro fim, decidido. A &lt;a href="http://quarentatres.zip.net/"&gt;monica&lt;/a&gt;! Ela até me chamou de danadinho. Que coisa linda, viste, Chato?!!! A ti ela não chama assim: fica no início. A Diana, que começou a nos visitar diariamente. A &lt;a href="http://malsecreto.blogspot.com/"&gt;Ana&lt;/a&gt;, querida, que me mandou um e-card maravilhoso... impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ih! cara, pelo jeito só vais deixar pro final o &lt;a href="http://www.darthmaligno.blogspot.com/"&gt;Darth&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://maricatu.zip.net/"&gt;Edu&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não posso. O Edu? Não dá. Esse tem que ficar no início, já é teu fiel companheiro, Chato. O Darth também, tá sempre por aqui, cara legal, é outro que sempre conta as histórias da vida dele. Viste? Só aí já tem mais de três!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Queres saber de uma coisa, Afonso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim tu consegues ser mais chato que eu! Faz o que achares melhor. Depois não vem aqui pedir colinho. Eu bem que te avisei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá, já sei o que vou fazer. Vou escrever o nome de cada um em um pedaço de papel. Dobro e coloco num chapéu. Tiro os três que ficarão no início. Os outros ficam pra depois das abobrinhas. Tá bom assim pra ti, Chato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Afonso, não estás esquecendo de alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Tô com a janela dos comentários aberta. Peguei todo mundo que veio aqui até a meia-noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Kaya, Afonso, a Kaya. Não esquece que ela disse que vem sempre mas não deixa comentários...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E eu não sei?!! E como é que foi que eu acordei ontem, lembra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei lá, Afonso. Eu saí antes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------ Início da abobrinha ---------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são os sonhos, ou ter objetivos, o que nos motiva. Isso é balela de marketeiro americano e de publicitário pra vender. Pra vender qualquer porcaria mundo afora, além, é claro, de filmes de Hollywood e novelas da Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só há uma coisa, que não esteja dentro da própria pessoa, que é capaz de motivá-la: outra pessoa. E dentro dessa outra pessoa, só uma coisa é capaz de motivar: a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------ fim da abobrinha ----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ti, Chato, meu muito obrigado. Serás o primeiro da lista. Não fosse por ti eu não estaria recebendo todo esse carinho. Carinho que é a verdade das pessoas; verdade que motiva. Ninguém precisaria vir até aqui. Quem vem, vem porque gosta; quem não vem, ou veio e não gostou, ou nunca veio: todos verdadeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou gente. Gosto de que gostem de mim. Atire a primeira pedra quem pensa que pode viver sem o "gostar" das pessoas. Passei o dia esperando a hora de voltar para casa e ver os comentários. Não dos 1352 (mais um foi embora, putz, quase no finzinho), mas de vocês, que fizeram eu me sentir feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111776304040068549?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111776304040068549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111776304040068549&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111776304040068549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111776304040068549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/day-after.html' title='The Day After'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111766512109826736</id><published>2005-06-02T07:02:00.000-03:00</published><updated>2005-06-02T06:54:29.133-03:00</updated><title type='text'>As origens do mundo, da humanidade e do Afonso - VII / VII. Finalmente, ufa!</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus concluiu no sétimo dia a obra que fizera, e Deus viu que isso era bom. E no sétimo dia descansou&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Putz, se nem eu agüento mais, que dirá ele. Mas, enfim, no sétimo dia eu nasci. Dois de junho. E Deus viu que isso era bom, e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://www.escosteguy.com/afonso/felizani.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para os que vieram na festa, trouxe um bolinho. Quem vai querer uma fatia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://www.escosteguy.com/afonso/bolo001.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrem, entrem. &lt;img src="http://www.escosteguy.com/afonso/niverx6.gif" /&gt; Tragam as crianças. Hoje teremos palhaço para elas. Vejam, até faz mágica:  &lt;img src="http://www.escosteguy.com/afonso/palhaco.gif" /&gt;&lt;br /&gt;Chapéuzinhos pra todo mundo. Vamos, coloquem e divirtam-se. &lt;img src="http://www.escosteguy.com/afonso/chapeu_de_festa.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, enquanto eu sopro as velinhas, podem cantar "parabéns a você ..." &lt;img src="http://www.escosteguy.com/afonso/niverx51.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não saiam sem levar uma lembrancinha: &lt;img src="http://www.escosteguy.com/afonso/Baucoracao.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levem, tem bastante por aqui: &lt;img src="http://www.escosteguy.com/afonso/y-coracoes.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Gifs do site http://www.animadissimo.hpg.ig.com.br&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111766512109826736?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111766512109826736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111766512109826736&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111766512109826736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111766512109826736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/as-origens-do-mundo-da-humanidade-e-do_02.html' title='As origens do mundo, da humanidade e do Afonso - VII / VII. Finalmente, ufa!'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111757820236335868</id><published>2005-06-01T01:00:00.000-03:00</published><updated>2005-06-01T08:54:55.076-03:00</updated><title type='text'>As origens do mundo, da humanidade e do Afonso - VI / VII</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um PAS (post ante scriptum, se é que isso existe): acabo de chegar do aniversário do &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/gejfin"&gt;Gejfin&lt;/a&gt;. Presentes, dentre os inúmeros desconhecidos, os grandes mestres: &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando"&gt;Thiagón&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/miltonribeiro"&gt;Milton Ribeiro&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/figurasdelinguagem"&gt;Diego&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser o aniversário do Gejfin, sinti-me homenageado por poder estar presente junto a eles. Grande Gejfin. Grande pessoa. Como era aniversário, fiquei devendo o embate sobre os líquidos. Meu presente é te dizer que sou feliz por ter te conhecido. E por dizer aqui, em público, que muito já cresci por tua culpa!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas continuemos, como diria Honório Lemos" (dito gauchesco). Estamos quase no fim. Só mais um pouquim! (Sorry, Gejfin, mas tem coisas que não consigo contar em posts curtos. Quem sabe um dia eu aprenda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus, disse: 'Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança, e que eles dominem sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus criou o homem à sua imagem,&lt;br /&gt;à imagem de Deus ele o criou,&lt;br /&gt;homem e mulher ele os criou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus os abençoou e lhes disse: 'Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a; dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que rastejam sobre a terra.' Deus disse: 'Eu vou dou todas as ervas que dão semente, que estão sobre toda a superfície da terra, e todas as árvores que dão frutos que dão semente: isso será vosso alimento. A todas as feras, a todas as aves do céu, a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou como alimento toda a verdura das plantas' e assim se fez. Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Multipliquei-me, em estrita obediência ao Senhor. Quanto ao domínio sobre a terra? Bom, se nem a minha mulher domino, que dirá o resto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi minha filha antes dela nascer. Aliás, antes de ser concebida. Certo dia estávamos sentados na sala de estar, eu e a mãe dela, quando, ao olhar para seu rosto, vi algo que me surpreendeu: havia outro rosto ali. Saltei assustado! Ainda tentei convesar e explicar o que tinha visto. Claro que ela riu: "que bobagem é essa, Luiz (ela me chamava de Luiz, nome que detesto até hoje), não tem mais ninguém aqui!". Um ano depois vi qual rosto era. Ela havia se mostrado para mim, como a dizer: "tu serás meu pai, eu te escolhi!". Linda, como lindos são todos os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mês antes da data prevista para o nascimento, o gineco-obstetra resolveu fazer uma especialização na Itália. "Fiquem tranqüilos. Tem um colega que vai seguir com todas as minhas pacientes como se fosse eu". Oito meses nos acompanhando e, na última hora, resolveu "sartar fora do barco". (Ah, o mundo dá voltas. Não é que hoje - quinze anos passados, fomos recomendados para fazer um exame com um médico e, advinha qual era o médico?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe essa de alguém fazer as coisas como eu faria. Só eu faço como eu faço. [pequeno aparte que tenho que contar: a Kaya foi deitar. Fui lá dar boa noite. Encostei o rosto na barriga dela. Advinhem? A Clarissa deu dois pontapés em mim! Ela sabe quem eu sou! "Sai,Chato, sai. Eu quero dormir! rsrsr].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos sem médico. Tudo bem, falei. Na hora a gente vai para o hospital e dá um jeito. Dito e feito. Terça-feira, 6 de março de 1990, uma semana passada da data prevista. Duas da tarde e, "Afonso, tem uma coisa diferente saindo..." Pega o que der e vamos pro hospital, falei e já saí correndo pro carro. Chegando lá, conversa daqui, conversa dali; paguei o "por fora", mesmo tendo convênio e ficamos esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco e meia da tarde, tudo pronto. Eu, vestido a caráter, com a câmara nas mãos. Tinha que filmar. Afinal, a primeira vez a gente nunca esquece, desde que filme!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corta daqui; corta dali, e corta a perna da miha filha. Incompetente no corte, era também incompetente no resto. Parada cárdiorespiratória. Eu filmando sem poder fazer nada. Colocam minha filha nas mãos de quem, na hora, eu achava que era o pediátra. Nada. Aperta daqui, dali, respiração boca-a-boca e nada... Colocam num respiradouro artificial. Eu filmando. Talvez tenha aprendido, com meu pai (post anterior) a impassividade diante da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente não sabia o que fazer. Pela segunda vez tive que mentir sobre a morte. Voltei para a sala de parto e disse para a mãe: "está tudo bem, fica tranqüila". Repeti o que haviam me ensinado quando tinha quinze anos. Subi para o quarto e fiquei sozinho. Dessa vez não agüentei. Liguei para meu irmão: "vem pra cá que a Fernanda nasceu e ... não sei o que houve!". Uma hora depois ele chegou, tazendo minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tive coragem. Pedi a ele que fosse lá ver o que realmente tinha acontecido. Todas as noites havia conversado com ela. Ela me avisou que nasceria. Eu a esperava, mais que a tudo. Mas a vida é cíclica e nos ensina. Meu irmão olhou para mim e disse: "Seja homem! Vai lá e vê tu mesmo o que aconteceu!". De "homenzinho da casa", virei "homem da casa". De ter beijado meu pai morto, teria que, talvez, beijar minha filha morta!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenha revivido o que meus pais sentiram quando minha irmã morreu aos onze meses. Desci, degrau por degrau, com vontade de subir, de fugir. Encontrei a enfermeira e ela, vendo minha expressão, falou, antes de qualquer pergunta minha:" está viva; mal, mas está viva!". E vive, e viverá todos os dias que lhe tenham sido dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas peripécias, que não vêm ao caso, consegui levar minha filha para um hospital que tinha UTI neonatal (descobri que o hospital, onde ela nasceu,  não tinha UTI, mas isso é outra istória).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, pela primeira vez, depois de cinco dias, finalmente toquei na minha filha. E pude beijá-la: não morta, mas viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida talvez tenha me tornado incapaz de entendê-la. Mas, ali,  eu recuperei minhã manhã perdida. E multipliquei-me, conforme o mandamento. E vi que isso era bom. E tive, novamente, uma tarde e uma manhã, no meu sexto dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111757820236335868?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111757820236335868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111757820236335868&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111757820236335868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111757820236335868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/06/as-origens-do-mundo-da-humanidade-e-do.html' title='As origens do mundo, da humanidade e do Afonso - VI / VII'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111749126394989373</id><published>2005-05-31T01:00:00.000-03:00</published><updated>2005-05-30T23:21:18.376-03:00</updated><title type='text'>As origens do mundo, da humanidade e do Afonso - V / VII</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus disse: 'Fervilhem as águas um fervilhar de seres vivos e que as árvores voem acima da terra, sob o firmamento do céu' e assim se fez. Deus criou as grandes serpentes do mar e todos os seres vivos que rastejam e que fervilham nas águas segundo sua espécie, e as aves aladas segundo sua espécie, e Deus viu que isso era bom. Deus abençoou e disse: 'Sede fecundos, muluiplicai-vos, enchei a água dos mares, e que as aves se multipliquem sobre a terra'. Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que há males que vêm para bem. Sei lá, mas a quase cegueira fez com que eu passasse a usar óculos. Os mesmos óculos que, alguns anos mais tarde, viriam a salvar meus olhos de outra possível cegueira. Copa do Mundo de 1970. Jogo contra a Tchecoslováquia (ou será Tchecoeslováquia? Nem lembro mais!). Um amigo resolve jogar um foguete na hora do primeiro gol do Brasil. Advinhem onde foi parar? Pois é, no meu rosto. Salvei-me de ficar cego porque as lentes protegeram meus olhos. Os óculos ficaram queimados, além de parte do meu rosto. Mas os olhos não. Talvez por isso valorize tanto a visão. Se São Pedro me perguntar qual o dom da vida que eu mais valorizo, respondo sem pestanejar - e sem trocadilhos: a visão. Não saberia ser cego. Não saberia não ver as cores, as formas, a luz e a escuridão. Sim, mesmo a escuridão, pois ela só tem valor diante da luz que sabemos virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse fato, ocorrido numa pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul onde estava morando, voltei para Brasília. Quatorze de novembro de 1972, véspera das eleições. Esse dia marca um nascimento. Nesse dia meu pai morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às dezenove horas toca a campainha da minha casa. Foram chamar minha mãe. Meu pai tinha passado mal fazendo exercícios na ginástica. Não havia porque se preocupar. Era um mal estar, mas seria bom que ela estivesse junto no hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia hora depois, um amigo da família vai me buscar. Afinal, eu era o "homenzinho" da casa. Meus irmãos mais velhos tinham ficado em Porto Alegre. Minhã irmã tinha apenas 8 anos. Talvez ele não conhecesse a história do gato que subiu no telhado, ou talvez a dureza da vida militar o tenha ensinado que cabia aos homens "serem fortes" nessas horas. Sem mais nem menos, em meio ao caminho do estacionamento, foi logo contando: "teu pai já morreu. Não contamos ainda para tua mãe. E nem vais dizer nada para ela até que os médicos autorizem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não senti nada. O que poderia sentir um piá de quinze anos que nunca tinha visto a tal da morte de perto? Não sabia o que aquilo representava. Lembro-me de ter passado o tempo até chegar no hospital com um único sentimento: o que devo sentir? O que se sente nessas horas? Claro que, misturado a isso, haviam as "ordens": és o homenzinho da casa, homem não chora, mesmo que saibas, não podes contar para tua mãe (juro que até hoje não entendo o por quê disso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando no hospital vi minha mãe completamente dopada. Enfiaram um monte de calmantes nela e, literalmente, até às onze horas, foram matando meu pai aos poucos para ela. E eu já sabia de tudo e não podia fazer nada. Aliás, não sabia o que fazer. "Estamos tentando", diziam vez por outra. Ela queria vê-lo e não deixavam. E eu ali, sem saber o que fazer, sem saber o que pensar. Sentia apenas a angústia de ver minha mãe daquele jeito e não poder fazer nada. Eu era o homenzinho da casa mas não tinha os poderes correspondentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, às onze horas resolveram contar. Lembro até hoje da cena: entramos numa das salas do hospital, sentaram minha mãe numa cadeira e eu fiquei em outra, ao lado. O médico contou aquilo que ela, por mais dopada que estivesse, já deveria saber. A reação foi de raiva por não terem falado desde o início. Ainda tentaram disfarçar, justificando que estavam fazendo de tudo para salvá-lo e as baboseiras todas. Foi aí que explodi e falei pra ela que era tudo mentira e que eu já sabia desde o início, mas que não me deixavam falar. Coração. Aos 46 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora das formalidades: identificação do corpo. Tive que ir eu, pois minha mãe não tinha condições e, afinal, eu era o homenzinho da casa. Pela primeira vez vi um cadaver; pela primeira vez toquei num cadaver; pela primeira vez beijei um cadaver. E pelo que me lembro, foi uma das poucas vezes que beijei meu pai, nos quarenta e seis únicos anos da vida dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos pra casa e os deveres de homenzinho continuaram. Queriam contar para minha irmã. Não! Falei. Eu conto! Chegando em casa, sentei com ela no sofá e contei. Claro, se nem eu entendia, menos ainda uma criança de oito anos. Mas cumpri minha tarefa de homenzinho da casa. Depois fui telefonar para a família. Meus irmãos em Porto Alegre; meus tios em Livramento e todo o resto da família que morava lá. Meus tios contariam para meus avós, pais dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era hora de chorar. Preparativos para a viagem do dia seguinte. Meu pai seria enterrado em Livramento. O Exército fretou um aviãozinho de oito lugares. Tiraram quatro bancos e colocaram o caixão ali. Nós fomos com os pés encima do caixão, pois não havia espaço. Oito horas de viagem de Brasília até Livramento, com paradas. Eu, minha mãe, minhã irmã e o médico que a acompanhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velório na casa dos meus avós. No dia seguinte não queriam me deixar ir ao enterro. Nessa hora já não era mais o "homenzinho". Claro que armei o maior barraco. Fui. Quem já viu sabe: enterro de militar é muito bonito. Minha família é tradicional na cidade e meu pai destacado na profissão. Cortejo em carro aberto com o caixão coberto pela bandeira do Brasil; salva de tiros, hino nacional, discurso do comandante da guarnição, etc. Finalmente, talvez pela emoção da cena, sei lá, pude chorar. Quieto, no meu canto, pois homem não chora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dezembro voltamos, eu e minha mãe, para Brasília. Fazer a mudança e as providências necessárias. Desses dias, a única coisa que me lembro é que estávamos lá no Natal. Como já tínhamos entregue o apartamento, ficamos, na noite de 24 para 25, no apartamento daquele casal de amigos que nos avisou da morte. A viagem definitiva seria no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos só nós no apartamento, pois a família tinha viajado. Ficamos no quarto dos filhos, dois amigos meus. Mamãe sentada numa das camas e eu na outra. A noite inteira aquele silêncio. Era véspera de Natal. Lá pelas onze horas, pedi uma única coisa para minha mãe: mãe, posso ao menos tomar um copo de coca-cola? E chorei pela segunda vez naquele ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, no quinto dia, houve uma tarde, mas havia perdido minha manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111749126394989373?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111749126394989373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111749126394989373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111749126394989373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111749126394989373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/as-origens-do-mundo-da-humanidade-e-do_31.html' title='As origens do mundo, da humanidade e do Afonso - V / VII'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111737920589658161</id><published>2005-05-30T08:00:00.000-03:00</published><updated>2005-05-30T08:06:25.276-03:00</updated><title type='text'>As origens do mundo, da humanidade e do Afonso - IV / VII</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus disse: 'Que haja luzeiros no firmamento do céu para separar o dia e a noite; que eles sirvam de sinais, tanto para as festas quanto para os dias e os anos; que sejam luzeiros no firmamento do céu para iluminar a terra' e assim se fez. Deus fez os dois luzeiros maiores: o grande luzeiro para governar o dia e o pequeno luzeiro para governar a noite, e as estrelas. Deus os colocou no firmamento do céu para iluminar a terra, para governarem o dia e a noite, para separarem a luz e as trevas, e Deus viu que isso era bom. Houve uma tarde e uma manhã: quarto dia&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se vamos falar em luzeiros, de Brasília são as minhas primeiras memórias. Tudo era novo: a vida e a cidade. Ambas recém inauguradas. Crescemos, por alguns anos, juntos. Vi tanques e canhões apontando para o prédio onde morava e tive que me esconder nos fundos do apartamento. Sutil maneira que os "salvadores da pátria" inventaram para impedir que alguns oficiais do exército se colocassem contra o movimento: ameaçar as famílias. Vi meu pai ser preso na Revolta dos Sargentos, em 1963. Ouvi tiros e vi os buracos nas paredes. Aprendi a andar de bicicleta; a ler e a escrever; quebrei o braço; ganhei, por bravura (fui ao dentista e não chorei), um travesseiro que me acompanhou por trinta e cinco anos; tomei chocolate (Toddy) pela primeira vez; a primeira paixãozinha e aprendi a pintar. Olha eu aí causando inveja no Picasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.escosteguy.com/afonso/LuizAfonso_jardim.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em Brasília, também, que deixei de ver os luzeiros. Estavam montando os brinquedos da pracinha. Passei a tarde inteira olhando, encantado, para as soldas que estavam fazendo. Resultado: fiquei por uma semana sem enxergar. Cego. E, segundo o médico que me tratou, foi um verdadeiro milagre que tenha podido voltar a ver &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o grande luzeiro para governar o dia e o pequeno luzeiro para governar a noite, e as estrelas. &lt;/span&gt;Eu tinha que vê-los, pois houve uma tarde e uma manhã no meu quarto dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111737920589658161?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111737920589658161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111737920589658161&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111737920589658161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111737920589658161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/as-origens-do-mundo-da-humanidade-e-do_30.html' title='As origens do mundo, da humanidade e do Afonso - IV / VII'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111729881949264574</id><published>2005-05-29T13:05:00.000-03:00</published><updated>2005-05-29T01:17:42.863-03:00</updated><title type='text'>As origens do mundo, da humanidade e do Afonso - III / VII</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus disse: 'Que as águas que estão sob o céu se reúnam numa só massa e que apareça o continente' e assim se fez. Deus chamou ao continente 'terra' e à massa das águas 'mares', e Deus viu que isso era bom.&lt;br /&gt;"Deus disse: 'Que a terra verdeje de verdura: ervas que dêem semente e árvores frutíferas que dêem sobre a terra, segundo sua espécie, frutos contendo sua semente' e assim se fez. A terra produziu verdura: ervas que dão semente segundo sua espécie, árvores que dão, segundo sua espécie, frutos contendo sua semente, e Deus viu que isso era bom. Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí se dizer que os frutos não caem longe do pé; que quem sai aos seus não degenera; filho de peixe, peixinho é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois vivi mais de quarenta anos sem saber a história da árvore frutífera da qual sou fruto com sementes. Mais tabus familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.escosteguy.com/afonso/sjlv.jpg" align="left" hspace="10" /&gt;O vilarejo da foto é a origem da família por parte de pai. Saint Jean le Vieux. São João, o Velho (ou &lt;strong&gt;Donazaharre&lt;/strong&gt;, em Euskara, a língua basca). Fica no País Basco, porção francesa (Também conhecido como Iparralde). Sim, sou basco de origem e de sangue. Terceira geração no Brasil. Só não me decidi, ainda, se entro pro ETA (&lt;b&gt;Euskadi Ta Askatasuna&lt;/b&gt;, ou Pátria Basca e Liberdade) até porque, nesses tempos de antiterrorismo pode ser perigoso. Vá que algum americano resolva implicar comigo e dizer que algum antepassado, lá do sec. XVIII, já tinha tendências... (farrapo por parte de mãe e basco por parte de pai. Sempre achei a mistura explosiva...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saint Jean le Vieux fica a 4 Km de Saint Jean Pied du Port, porta de entrada do mais tradicional "&lt;a href="http://www.santiago.com.br/"&gt;Caminho de Santiago&lt;/a&gt;" (o site tem muitas fotos belíssimas). SJLV já foi  acampamento de uma guarnição militar romana, do séc. I d. C. - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Immus Pirenaeus&lt;/span&gt; - e até hoje possui as suas ruínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois se vocês notarem, bem à direita tem uma casa&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; onde aparece um risco azul. É, essa casa foi terminada, em 1812, pela primeira pessoa neste mundo a carregar o sobrenome &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Escosteguy&lt;/span&gt;. Um fato interessante é como surgiu o nome. Naquela época era comum que as casas fossem referenciadas pelo nome do dono, ou pelo nome da profissão do dono, ou, ainda, por algum acidente geográfico. Teguy é a versão francesa do basco Tegi, que quer dizer "casa". Assim, Escosteguy significa a "casa do senhor de Escos". Jean de Escos deu ao seu primeiro filho, em 15 de setembro de 1772, o nome de Charles. Como Charles era da casa do senhor de Escos, foi registrado como Charles Escosteguy, nascendo, aí, o nome da família, até então apenas o nome da casa. A foto abaixo é da certidão de batismo desse Charles, tirada de um microfilme existente em Bayonne.&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.escosteguy.com/EscosteguyCharles15091772.jpg" hspace="10" vspace="10" width="390" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois se alguém permanceu até aqui sem tirar definitivamente o Chato dos "favoritos", ou da lista de blogs amigos, fique pasmo ao saber que em mais de 138 anos de história da família no Brasil (o primeiro Escosteguy - neto do Charles - chegou ao Brasil em 1867. Chamava-se Pierre Escosteguy, ou o Velho Pedro - Pierre le Vieux, como o chamamos) ninguém sabia disso. Coube a mim resgatar toda uma história abandonada em meio a quase cem anos de brigas que separaram a família. E num memorável encontro, realizado em 2001, onde buscamos superar todas as discórdias do passado. Mais do que dar a mim mesmo uma origem, trouxe a todos o sentido de que viemos de um só casal. O Adão e a Eva da minha família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da minha família era um tabu. Nunca ouvi meus pais falarem no assunto. Sabia apenas, à boca pequena, de histórias de brigas. Meu avô, então, falava menos ainda, pois ele participou da Segunda Grande Cisão. E da primeira também (se bem que nessa, era um adolescente e foi conduzido pelas mãos do irmão mais velho, com quem brigaria na IIGC). É, essa história é a história do século XX: duas grandes guerras. Para se ter uma idéia, meu avô teve que ir escondido ao enterro da própria mãe, minha bisavó. Um dos meus tios se recusa, até hoje, a andar na mesma calçada por onde esteja passando algum dos primos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci assim, sem história. Mas o post não é para contar a minha história. Essa história é apenas um pano de fundo. É para falar das "árvores que dão, segundo sua espécie, frutos contendo suas sementes". E de como é importante a gente saber que é fruto de um fruto de um fruto ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes me pergunto: será que Charles Escosteguy imaginava que sua família duraria tanto tempo? Será que ele tinha noção de que colocar um filho no mundo é mais do que perpetuar a espécie? Que é dar aos seus descendentes uma raiz? Que quase duzentos e quarenta anos após, um tatataraneto viria a descobrí-lo? Eu imagino isso pra daqui a trezentos anos? Ainda hoje me pergunto por que fui eu a descobrir toda a história da família. Será que eu sei que sou, também, uma raiz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei para minha filha aquilo que meus pais não me deram: uma raiz, uma manhã. E finalmente, no meu terceiro dia, eu tive uma tarde, e também tive uma manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A casa existe até hoje e tem, em cima da porta da frente, o nome Escosteguy esculpido e uma data: 1812&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111729881949264574?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111729881949264574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111729881949264574&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111729881949264574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111729881949264574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/as-origens-do-mundo-da-humanidade-e-do_29.html' title='As origens do mundo, da humanidade e do Afonso - III / VII'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111729412224910808</id><published>2005-05-28T11:47:00.000-03:00</published><updated>2005-05-28T12:38:46.150-03:00</updated><title type='text'>Promessa quebrada</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha prometido, a mim mesmo é claro, não quebrar a saga com outros posts, até que ela terminasse. Mas hoje é um dia especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.escosteguy.com/afonso/tarsila.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carrego essa foto na minha carteira há 24 anos. Troco de carteira mas a foto está sempre comigo. Essa menininha no meu colo está casando hoje. É filha de amigos de infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já disse que o Chato é um bobalhão meloso, que acredita que essas coisas fazem a vida valer à pena ser vivida. Acho que ela gosta, pois sempre me pede para mostrar a foto para os amigos. Quem sabe daqui a pouco não estarei carregando a foto da "neta"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção: olhem pra menina!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111729412224910808?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111729412224910808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111729412224910808&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111729412224910808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111729412224910808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/promessa-quebrada.html' title='Promessa quebrada'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111723645192219024</id><published>2005-05-28T01:00:00.000-03:00</published><updated>2005-05-28T23:53:02.543-03:00</updated><title type='text'>As origens do mundo, da humanidade e do Afonso - II / VII</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Deus disse: 'Haja um firmamento no meio das águas e que ele separe as águas das águas', e assim se fez. Deus fez o firmamento, que separou as águas que estão sob o firmamento das águas que estão acima do firmamento, e Deus chamou ao firmamento 'céu'. Houve uma tarde e uma manhã: segundo dia&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fui chamado Afonso. Luiz Afonso. Não sei donde tiraram. Se ainda hoje não é um nome comum, que dirá naquela época. Uma história e uma possibilidade. A história é de que seria o nome de algum "flerte" da juventude da minha mãe. Pouco provável. Seria muito difícil explicar a origem de um nome tão raro. A possibilidade está relacionada a um primo-irmão do meu pai que morava no Rio, na mesma época, e foi quem ajudou no caso da minha irmã. Esteve junto todo o tempo e souberam, ele e a esposa (que vim a conhecer o ano passado), dar todo o apoio necessário numa hora dessas. O nome? Ora, José Affonso. Deve vir daí o meu Afonso. Uma justa e bela homenagem a quem, embora as histórias familiares que bem poderiam tê-los afastado, dedicou-se de coração a amparar um jovem casal ante uma das piores perdas: a de um bebê de onze meses. Do Luiz não faço a mínima idéia, embora meu irmão mais velho chame-se Luiz. Luiz Felipe. Tenho, cá pra nós, que minha mãe era chegadinha na história dos reis europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.lancastercastle.com/images/duchys.gif" /&gt;E por falar em mãe, dizem as lendas familiares que descendemos, por parte dela, de família nobre inglesa. John of Gaunt, Duque de Lancaster (a figurinha aí embaixo, à direita). &lt;img src="http://www.lancastercastle.com/images/gauntcol.gif" align="right" /&gt; Aquele mesmo da Guerra das Duas Rosas. Duas famílias reais: os Lancaster, que tinham uma rosa vermelha no brasão, e os York, que tinham uma rosa branca. Tudo farinha do mesmo saco brigando pelas terras inglesas. A confusão só acaba quando Henrique Tudor, que tinha no sangue ambas as rosas (York pelo pai e Lancaster pela mãe, além de casar-se com Elisabeth, da ala dos York) sobe ao trono com o nome de Henrique VII. É, ele foi o pai do putanheiro Henrique VIII (que causou o maior estrago na Igreja e nas mulheres do reino) e avô de Elisabeth I (aquela que virou filme, de tão branquinha que era, tadinha). Esses que estão por aí ainda são farinha do mesmo saco. Velha essa monarquia inglesa, eu hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio tempo o Duque de Lancaster arranja um tempinho para ajudar seu coleguinha português, D. João I, a se livrar dos incômodos espanhois, ávidos por tomar alguns banhos nas lindas praias portuguesas. De quebra, como pagamento pela ajudinha, o nobre inglês, que já estava prevendo que sua nobreza iria pro bebeléu na Inglaterra, arranjou o casamento da sua querida filha, D. Felipa de Lancaster, com D. João I, o reunificador do Reino de Portugal. É de se salientar que D. João I era filho bastardo de D. Pedro I (o de Portugal, não o nosso, que virou D. Pedro IV, como todos sabemos). Nada fora do comum naquela época (bueno, dizem que o nosso D. Pedro I reconheceu... sei lá quantos bastardinhos antes de morrer. Sei sim, mas não vem ao caso!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do casamento de D. João I e D. Felipa de Lancaster, nasceram vários infantes, dentre eles D. Afonso, segundo filho do casal (não confundir com D. Afonso, 1º Duque de Bragança, filho de D. João I com a plebéia Inês Pires. Putz, esse meu nome...). Ainda segundo a lenda familiar (sim, porque a história jura de pés juntos que D. Felipa era uma santa mulher - mesmo porque ela não conhecia as pesquisas modernas, que apontam as inglesas como as mais infiéis do mundo!), D. Felipa deu uns pulinhos fora do cercadinho e fez um filhote, além dos oito que já havia feito com D. João I. Esse filhote teria, mais tarde, prestado uma homenagem à querida mamãe: aportuguesou seu nome para Alencastre. É bem provável, pois o gajo devia ser manso em inglês e não sabia pronunciar direito Lancaster.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é pelas lendas, vou para Londres exigir minha parte do Castelo de Buckingham. Já imaginaram o The Sun noticiando "Brasileiro descendente da família real Lancaster exige sentar-se ao lado de Elisabeth II"? Acho que não teria estômago para ficar olhando Charles e Camila a toda hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas (a bem da verdade, pelo lado materno, muito mais do meu irmão do que minhas) pesquisas genealógicas, no entanto, não chegaram tão longe. Fui apenas até os idos de 1700, com o primeiro Alencastre aportado por essas bandas. E nessas idas e vindas de cemitérios, cartórios e internet, descobri-me descendente direto de Farrapos, ou Farroupilhas. Ôigale que não é cousa poca! Meu tataravó foi o autor do primeiro hino da então República Rio-Grandense (também conhecida como República do Piratini, uma das capitais). É até nome de rua aqui em Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez venha daí minha rebeldia com a Côrte. Quer dizer, não sei. Há um fato interessante aí: o pai do meu tataravô, meu tatataravô, era do exército imperialista. Pasmem, pai e filho lutando em lados opostos. Talvez por isso eu tenha votado pela volta da monarquia. E talvez por isso de quando em vez dá vontade de separar o Rio Grande do Brasil. E talvez por isso eu perca meu tempo vendo as aparições da minha família real inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, e por fim, conosco a família acaba: não existem mais descendentes homens com o sobrenome Alencastre que possam transmitir aos filhos. Se começou há 700 anos, acaba depois de 700 anos a saga brasileira de uma família real, segundo a lenda da família, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, no meu segundo dia, tive um nome e um sobrenome. Houve uma tarde, mas não houve, ainda, uma manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111723645192219024?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111723645192219024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111723645192219024&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111723645192219024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111723645192219024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/as-origens-do-mundo-da-humanidade-e-do_28.html' title='As origens do mundo, da humanidade e do Afonso - II / VII'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111715470472430241</id><published>2005-05-27T01:00:00.000-03:00</published><updated>2005-05-27T00:35:48.333-03:00</updated><title type='text'>As origens do mundo, da humanidade e do Afonso - I / VII</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;No princípio, Deus criou o céu e a terra. Ora, a terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo, e um vento de Deus pairava sobre as águas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Deus disse: 'Haja luz' e houve luz. Deus viu que a luz era boa, e Deus separou a luz das trevas. Deus chamou à luz 'dia' e às trevas 'noite'. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como fui separado das trevas. Naquele tempo os pais não costumavam comentar com os filhos essas coisas. Até hoje acredito piamente que tenha sido a cegonha a me trazer. Não falo do momento em si, mas do contexto no qual fui concebido, coisas do tipo "sabe, meu filho, aquele foi um dia muito especial". Nem isso. Não os estou culpando. Era o costume da época. Pais não falavam com os filhos. Crianças eram crianças e adultos, adultos. Não se misturavam os assuntos. Anos mais tarde tive a oportunidade de corrigir a falta: filmei o parto da minha primeira filha e, tão logo ela adquiriu consciência, passou a ver. Ela sabe que não foi a cegonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive uma irmã que morreu treze meses antes de eu nascer, com onze meses de idade. Algo me leva a crer que fui uma tentativa de suprir a falta. Outro tabu: nunca ouvi meus pais falarem dela. No ano passado estive no Rio de Janeiro e fui o único, em mais de quarenta anos, que visitou o túmulo dela. Também visitei o local onde espero ter sido concebido e onde passei os primeiros quatro anos da minha vida. Nada. Esperava que, estando ali, todas as memórias perdidas retornassem e me dissesem: "Afonso, a verdade é que não foi a cegonha que te trouxe". Percorri a pé os caminhos que penso ter percorrido num carrinho de bebê; sentei nas areias da praia (Praia Vermelha) onde penso ter sentado; corri da água imaginando que teria feito o mesmo quando era uma criança, que recém aprendeu a se equilibrar nas perninhas e se assusta com a imensidão do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada. Apenas um vazio sufocante. Não me vi ali. Era um mar e uma areia que não me pertenciam. Não tinha meu nome escrito em nenhuma pedra. Chorei a minha falta. Fui em busca do Verbo e saí em meio às trevas. E assim, no meu primeiro dia não houve uma tarde e uma manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111715470472430241?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111715470472430241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111715470472430241&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111715470472430241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111715470472430241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/as-origens-do-mundo-da-humanidade-e-do.html' title='As origens do mundo, da humanidade e do Afonso - I / VII'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111711239386146609</id><published>2005-05-26T09:29:00.000-03:00</published><updated>2005-05-26T20:21:38.283-03:00</updated><title type='text'>Astrologia</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos meus idos tempos dedicados à Astronomia/Astrofísica, também me dedicava à Astrologia. Não a essa deturpação advinhatória que grassa pelos jornais e revistas. A Astrologia, como qualquer outro ramo do conhecimento humano - e é, sim, um ramo do conhecimento humano - quando utilizada como um conjunto de saberes referencial, é muito útil. Pena que algumas pessoas insistem em dizer que a Astrologia é uma ciência, como se com isso dessem mais "verdade" aos seus argumentos ou "previsões". Não é ciência, por mais que hoje o conceito de ciência tenha sido alargado e reconfigurado, além de debatido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que arranjei muita confusão como meus colegas "cientistas". Imaginem em pleno Departamento de Astronomia, da Faculdade de Física da UFRGS, conceituadíssimo à epoca (hoje já não sei mais a quantas anda) alguém falar em Astrologia. O debate era por vezes acirrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa época, também, apareceu o primeiro livro do Fritjof Capra, &lt;em&gt;O Tao da Física&lt;/em&gt;, onde ele começava a introduzir, na Física, o conceito de holismo, mais tarde desenvolvido n'&lt;em&gt;O Ponto de Mutação&lt;/em&gt;. Surgiam também, com força, a Teoria do Caos, a Ecologia (é dessa época a Conferência de Estocolmo, 1972, onde é proposto, pela primeira vez, o conceito de desenvolvimento sustentável, até hoje inalcançável) e tudo que estivesse ligado ao chamado "esoterismo". Publicam-se no Brasil os livros da Helena Blavatsky, ressurgem os Templários (com o livro &lt;em&gt;O Papa Negro, &lt;/em&gt;Ernesto Mezzabotta), aparece a revista Planeta, etc. Como sabem os que viveram naquela época, o pobre do Capra passou de grande físico a &lt;em&gt;persona non grata&lt;/em&gt; nos meios acadêmicos. Os anos 70 e 80 desencadeiam uma afronta à ciência. Pensadores consagram-se com o advento da internet. As redes, rizomas, desterritorializações e tantos outros conceitos aparecem. Confesso que também fiquei decepcionado com o Capra, mais tarde, quando esteve em POA no FSM. Como era meu ídolo e tinha lido todos os livros dele, achei que não poderia perder uma palestra "ao vivo". Tadinho, virou mais um "guru americano vendedor de livros". O inglês dele era tão primário que até eu entendi sem a tradução simultânea (péssima como todas, diga-se de passagem. Botam gente que não é da área para traduzir expressões características. Só pode dar m....). Saí no meio da palestra. Bueno, estou fugindo do tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos meus estudos de Astrologia descobri algo que guardo até hoje. É uma alegoria sobre a criação do mundo, do astrólogo inglês Martin Schulman (&lt;em&gt;Karmic Astrology: the Moon's Nodes and Reincarnation&lt;/em&gt;, 1977). Mesmo pra quem acha Astrologia uma grande bobagem, é bonita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"... e naquela manhã Deus compareceu ante suas doze crianças e em cada uma delas plantou a semente da vida humana. Uma por uma, cada criança deu um passo à frente para receber o dom e a função que lhe cabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para ti, Áries, dou a primeira semente, para que tenhas a honra de plantá-la. Para cada semente que plantares, mais outro milhão de sementes se multiplicará em suas mãos. Não terás tempo de ver a semente crescer, pois tudo o que plantares criará cada vez mais e mais para ser plantado. Tu serás o primeiro a penetrar o solo da mente humana levando Minha Idéia. Mas não cabe a ti alimentar e cuidar dessa idéia, nem questioná-la. Tua vida é ação, e a única ação que te atribuo é a de dar o passo inicial para tornar os homens conscientes da Criação. Por esse trabalho, Eu te concedo a virtude do &lt;strong&gt;Respeito por Si Mesmo&lt;/strong&gt;". Silenciosamente, Áries retornou a seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Touro: a ti Eu dou o poder de transformar a semente em substância. Grande é a tua tarefa, e requer paciência; pois tens que terminar tudo o que foi começado, para que as sementes não sejam dispersadas pelo vento. Não deves, assim, questionar; também não deves mudar de idéia no meio do caminho, nem depender dos outros para a execução do que te peço. Para isso, Eu te concedo o dom da &lt;strong&gt;Força&lt;/strong&gt;. Trata de usá-la sabiamente!". E Touro voltou a seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ti Gêmeos, Eu dou as perguntas sem respostas, para que possas levar a todos um entendimento daquilo que o homem vê ao seu redor. Tu nunca saberás por que os homens falam ou escutam, mas em tua busca pela resposta encontrarás o Meu dom, reservado a ti: o &lt;strong&gt;Conhecimento&lt;/strong&gt;". E Gêmeos voltou a seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ti, Câncer, atribuo a tarefa de ensinar aos homens a emoção. Minha idéia é que provoques neles risos e lágrimas, de modo que tudo o que eles vejam e sintam desenvolva uma plenitude desde dentro. Eu te dou o dom da &lt;strong&gt;Família&lt;/strong&gt;, para que tua plenitude possa se multiplicar". E Câncer voltou a seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ti Leão, atribuo a tarefa de exibir ao mundo Minha Criação em todo o seu esplendor. Mas deves ter cuidado com o orgulho, e sempre lembrar que é Minha a Criação, e não tua. Se o esqueceres serás desprezado pelos homens. Há muita alegria em teu trabalho; basta fazê-lo bem. Para isso eu te concedo do dom da &lt;strong&gt;Honra&lt;/strong&gt;". E Leão voltou ao seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ti Virgem, peço que empreendas um exame de tudo o que os homens fizeram com Minha Criação. Terás que observar com perspicácia os caminhos que percorrem; e lembrá-los dos seus erros, de modo que através de ti Minha Criação possa ser aperfeiçoada. Para que assim o faças, Eu te concedo o dom da &lt;strong&gt;Pureza&lt;/strong&gt;". E Virgem retornou ao seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ti Libra, dou a missão de servir, para que o homem esteja ciente dos seus deveres para com os outros; para que ele possa aprender a cooperação, assim como a habilidade de refletir o outro lado de suas ações. Hei de te levar onde quer que haja discórdia, e por teus esforços te concederei o dom do &lt;strong&gt;Amor&lt;/strong&gt;". E Libra voltou ao seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ti, Escorpião, darei uma tarefa muito difícil. Terás a habilidade de conhecer a mente dos homens, mas não te darei a permissão de falar sobre o que aprenderes. Muitas vezes te sentirás ferido por aquilo que vês, e em tua dor te voltarás contra Mim, esquecendo que não sou Eu, mas a perversão da Minha Idéia, o que te faz sofrer. Verás tanto e tanto do homem enquanto animal, e lutarás tanto com os instintos em ti mesmo, que perderás o teu caminho; mas quando finalmente voltares, terei para ti o dom supremo da &lt;strong&gt;Finalidade&lt;/strong&gt;". E Escorpião retornou ao seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ti, Sagitário, Eu peço que faças aos homens rirem, pois entre as distorções da Minha Idéia eles se tornam amargos. Através do riso darás ao homem a esperança, e por ela voltarás seus olhos novamente para Mim. Chegarás a ter muitas vidas, ainda que só por um momento; e em cada vida que atingires, conhecerás a inquietação. A ti, Sagitário, darei o dom da &lt;strong&gt;Infinita Abundância&lt;/strong&gt;, para que te possas expandir o bastante até atingir cada recanto onde haja escuridão, e levar aí a luz". E Sagitário voltou ao seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De ti, Capricórnio, quero o suor da tua fronte, para que possas ensinar aos homens o trabalho. Não é fácil a tua tarefa, pois sentirás todo o labor dos homens sobre os teus ombros; mas, pelo jugo da tua carga, te concedo o dom da &lt;strong&gt;Responsabilidade&lt;/strong&gt;". E Capricórnio voltou ao seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ti, Aquário, dou o conceito de futuro, para que através de ti o homem possa ver outras possibilidades. Terás a dor da solidão, pois não te permito personalizar o Meu Amor. Para que possas voltar os olhares humanos em direção a novas possibilidades, Eu te concedo o dom da &lt;strong&gt;Liberdade&lt;/strong&gt;, de modo que, livre, possas continuar a servir a humanidade onde quer que ela esteja". E Aquário voltou ao seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ti, Peixes, dou a mais difícil de todas as tarefas. Peço-te que reúnas todas as tristezas dos homens e as traga de volta para Mim. Tuas lágrimas serão, no fundo, Minhas lágrimas. A tristeza e o padecimento que terás que absorver são o efeito das distorções impostas pelo homem à Minha Idéia, mas cabe a ti levar até ele a compaixão, para que possa tentar de novo. Por esta tarefa, Eu te concedo o dom mais alto de todos: tu serás o único de Meus doze filhos que Me compreenderá. Mas esse dom do &lt;strong&gt;Entendimento&lt;/strong&gt; é só para ti, Peixes, pois quando tentares difundí-lo entre os homens eles não te escutarão". E Peixes voltou ao seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... Então Deus completou: &lt;strong&gt;cada um de vós é perfeito, mas não compreendereis isso até que vós doze sejais Um&lt;/strong&gt;. Agora vão! E as doze crianças foram embora executar sua tarefa da melhor maneira...".&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111711239386146609?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111711239386146609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111711239386146609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111711239386146609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111711239386146609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/astrologia.html' title='Astrologia'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111706988163842890</id><published>2005-05-25T21:25:00.000-03:00</published><updated>2005-05-25T22:33:27.703-03:00</updated><title type='text'>Roberto Carlos e emoções</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto. Tenho a coleção em LPs. Dos Cds, infelizmente uma fase meio, meio..., não tenho nenhum a não ser o excelente Acústico MTv, disco que qualquer dia se acaba de tanto que escuto. Mas não é sobre ele que quero escrever. Um dia ainda faço um post - talvez um mínimo decente - sobre ele. Merece, mesmo que tenha gente muito mais competente para isso do que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é sobre algumas sensações (emoções) que a &lt;a href="http://www.luzdeluma.blogspot.com"&gt;Luma&lt;/a&gt; - não sei se intencionalmente, acho que não - me fez sentir e que me lembrou da letra "se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu senti" do RC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num comentário ela fez uma conta, aparentemente de brincadeira, e "acertou" a minha idade. Até aí tudo bem. Afinal, tem gente que sabe dar chutes. Sensação n.º 1: &lt;strong&gt;surpresa&lt;/strong&gt;. Surpresa por alguém chutar tão bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje entrei no Haloscan para comentar alguns comentários e me deparo com vários comentários que eu não tinha lido. Sensação n.º 2: &lt;strong&gt;inexperiência&lt;/strong&gt;. Inexperiência por não prever a possibilidade de que alguém possa comentar um post mais antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensação n.º 3: &lt;strong&gt;transitoriedade&lt;/strong&gt;. Desde que iniciei a ler blogs e a escrever neste, tenho a sensação de transitoriedade dos posts. Algo como "o que escrevi hoje ninguém vai ler amanhã", ou "ninguém perde tempo lendo posts anteriores a dois ou três dias". Eu não faço isso. Fico uma hora visitando todos os posts da minha lista todos os dias, no mínimo duas vezes: uma pela manha e outra à noite. Assim mantenho-me em dia e não preciso ficar rolando a tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que eu comentei o comentário da Luma dizendo que não havia entendido a conta que ela tinha feito mas que, de qualquer forma, ela havia acertado. Pois não é que ela foi lá e escreveu: "Afonso ... li seu blogo inteiro... rs".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Foi o que bastou para que da quarta à decima sensações se misturassem todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto, não supunha que alguém pudesse se dedicar a ler todo o blog (&lt;strong&gt;admirado&lt;/strong&gt;); quinto, não me lembro de ter escrito algo sobre minha idade (&lt;strong&gt;amnésia, &lt;/strong&gt;ou a sensação associada a não conseguir se lembrar de algo); sexto, parece que sou mais transparente do que imaginava (tem alguma sensação associada com isso. Não sei qual, mas que tem, tem.&lt;strong&gt; Estou sentindo, oras!&lt;/strong&gt;); sétimo, o que será que ela ficou pensando (&lt;strong&gt;medo, apreensão&lt;/strong&gt;)? Oitavo. Esse blog pode tomar forma, corpo e querer sair por aí sozinho, sem mim (&lt;strong&gt;perda&lt;/strong&gt;) ? Nono, e agora (&lt;strong&gt;dúvida misturada com responsabilidade&lt;/strong&gt;)? Décimo (VETADO. Dessa eu gosto, rs).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a maior de todas é a sensação da perda do anonimato. Anonimato não de nome, mas de ser. É quando a gente se dá conta que existe porque outros viram que a gente existe. Sem querer (?) parece que fui me mostrando e agora parece que estou desnudo. É, assim mesmo, sem pele, sem músculos, sem órgãos e sem ossos. Vou ter que ler todo meu blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Kaya tem razão quando diz que eu sou muito transparente. E eu achava que era só um problema no grau dos meus óculos, quando me olho no espelho e já quase não me enxergo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111706988163842890?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111706988163842890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111706988163842890&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111706988163842890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111706988163842890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/roberto-carlos-e-emoes.html' title='Roberto Carlos e emoções'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111702050218653422</id><published>2005-05-25T07:42:00.000-03:00</published><updated>2005-05-25T08:28:22.213-03:00</updated><title type='text'>Gracias</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gracias aos que vieram. A quem veio e deixou uma mensagem de carinho; a quem veio e apenas leu. Beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não pensem que tudo foi um mar de rosas, não ao menos pra mim. Ainda havia o que fazer à noite. Sacrifícios gastronômicos. Muito originalmente, levei a Kaya para jantar. E onde se leva uma mulher para jantar? Óbvio, onde tenha uma comida que ela gosta. E do que ela gosta e poderia considerar especial, especial por não ser todos os dias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso mesmo, comer arroz disfarçado. Vamos e venhamos, essa tal de comida japonesa é muito bonita, mas é arroz. E eu detesto comida japonesa. Enfim, sacrifício é sacrifício. Peraí! Tá certo que ela merece qualquer sacrifício, mas até comer arroz sem feijão? Como não sou tão santo assim, não a levei num restaurante puramente japonês. Porto Alegre já é uma cidade moderna, tem restaurantes que oferecem comida como alternativa ao arroz. E uma bela seleção de carnes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ela se deliciava com arroz bonitinho eu comia uma bela picanha mal passada, filés e outras partes de alguma pobre vaquinha. O sacrifício, ao final das contas, além do da vaquinha, é claro, resumiu-se em passar a noite toda ouvindo expressões tipo hummm, hummm, uau, e alguns "grunhidos" que me deixaram com ciúmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô Kaya?&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Essa expressão aí, foi de prazer?&lt;br /&gt;- Claro, não sabes o que estás perdendo!&lt;br /&gt;- E comigo não? Tá certo, tá certo, da próxima vez vou me enrolar em algas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111702050218653422?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111702050218653422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111702050218653422&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111702050218653422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111702050218653422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/gracias.html' title='Gracias'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111677140264856205</id><published>2005-05-24T06:09:00.000-03:00</published><updated>2005-05-24T07:13:06.586-03:00</updated><title type='text'>Os olhos que brilham</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.escosteguy.com/afonso/Kaya004b.jpg" /&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso te desejar feliz aniversário, Kaya, porque hoje &lt;strong&gt;eu&lt;/strong&gt; sou feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou feliz por ter olhos que podem olhar teus olhos. Por me alimentar diariamente desse brilho e por saber o que é estar chorando de felicidade. Se choro agora é porque aprendo a chorar a cada segundo que olho teus olhos brilhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso te desejar feliz aniversário, Kaya. Como posso desejar algo que tens na plenitude e que me dás, segundo após segundo? Hoje, &lt;strong&gt;eu &lt;/strong&gt;sou feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou feliz por ter pernas que me permitem te acompanhar e que me permitiram caminhar ao teu lado até o momento do sim. Por teres permitido que fosse eu a estar ali e não outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou feliz por teres escolhido a mim para ser pai da tua completude. E por ter mãos que possam tocar e acariciar tua felicidade de mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou mais feliz ainda, porque não poderia fazer tudo isso não fosse tu. Não fosse teres deixado que eu me aproximasse, que eu "te cantasse". Que ousadia! E pensar que até hoje penso que eu é que "te ganhei". Sou feliz por me deixares viver na ilusão boba de que ser homem é "ganhar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou egoista, Kaya, não posso te desejar feliz aniversário. Meu presente é pedir a Deus que me mantenha vivo, o quanto puder, ao teu lado. E que me faça sábio para não cometer erros que deixem teus olhos chorar de tristeza. E que Ele te mantenha sábia, como és, para continuar a entender meus erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso te desejar feliz aniversário, Kaya. Te quero feliz todos os dias. Te quero assim, como na foto, linda, brilhante. Te quero realizada, plena. Quero ver teus olhos brilhando nos olhos da Clarissa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso te desejar feliz aniversário, Kaya. Hoje, hoje &lt;strong&gt;eu&lt;/strong&gt; sou feliz. E sou feliz porque tenho dedos que só saberiam escrever: obrigado por existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.escosteguy.com/afonso/rosa1.jpg" /&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, Kaya, todos os dias, e não apenas hoje, serão todos lindos dias, das mais loucas alegrias que eu possa imaginar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111677140264856205?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111677140264856205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111677140264856205&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111677140264856205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111677140264856205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/os-olhos-que-brilham.html' title='Os olhos que brilham'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111689276619696423</id><published>2005-05-23T20:52:00.000-03:00</published><updated>2005-05-23T20:59:26.203-03:00</updated><title type='text'>Quem disse...</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem disse que bandido não é bom para o país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha só trecho da reportagem publicada pela &lt;a href="http://www.modulo.com.br"&gt;Módulo Security&lt;/a&gt;, "&lt;a href="http://www.modulo.com.br/index.jsp?page=3&amp;catid=7&amp;amp;objid=3859&amp;pagecounter=0&amp;amp;idiom=0"&gt;Raio-X de uma fraude pela internet&lt;/a&gt;", onde é relatada a condenação de dois criminosos internautas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Esse cenário se revela quando analisamos a evolução dos trojan horses. "Os primeiros programas desenvolvidos para a captura dos dados confidenciais somente gravavam o que era digitado no teclado da vítima. Diante disso, os bancos desenvolveram a questão do teclado virtual, passando a usar o clique do mouse para a digitação da senha. Os criminosos desenvolveram então um outro sistema, que - por coordenadas - captavam os cliques do mouse na exata coordenada em que ficava o número no teclado virtual. Para coibir essa prática, os bancos programaram os teclados de forma que os números alteravam, no qual o processo de captura das coordenadas não seria mais possível. Mesmo assim, os criminosos desenvolveram um novo sistema que, no clique do mouse, fotografava a tela. O Banco do Brasil, por exemplo, adaptou seu teclado virtual de forma que o número some por uma fração de segundos. Até o momento, não identificamos ainda nenhuma forma de captação dessa nova forma que funciona no Banco do Brasil&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu? Não fossem os bandidos e os bancos não teriam se preocupado em aperfeiçoar seus sistemas de segurança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111689276619696423?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111689276619696423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111689276619696423&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111689276619696423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111689276619696423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/quem-disse.html' title='Quem disse...'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111685004864316950</id><published>2005-05-23T09:06:00.000-03:00</published><updated>2005-05-23T09:07:28.693-03:00</updated><title type='text'>Amanhã</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;"Amanhã será um lindo dia, da mais louca alegria que se possa imaginar..."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111685004864316950?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111685004864316950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111685004864316950&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111685004864316950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111685004864316950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/amanh.html' title='Amanhã'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111678633987588230</id><published>2005-05-22T15:07:00.000-03:00</published><updated>2005-05-22T16:10:16.073-03:00</updated><title type='text'>Campanha</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época de fundamentalismo politicamente correto, resolvi lançar a campanha "Eu respeito quem fuma!". Algumas dicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Ao receber um fumante em sua casa, seja gentil. Ofereça a ele a sacada, a área. Diga que ele pode fumar ali tranqüilo. Lembre-se: &lt;strong&gt;enquanto você está confortável, ele está sofrendo por não poder fumar. E mesmo assim preza a sua companhia&lt;/strong&gt;. Por que não retribuir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Não trate fumantes como se fossem doentes. Lembre-se: eles têm um vício e não uma doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Seja solidário com os fumantes. Não os trate mal como se fossem pragas a serem exterminadas da face da Terra. Lembre-se: &lt;strong&gt;fumantes são seres humanos&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Tenha sempre um cinzeiro em casa. Não faça os fumantes passarem vergonha. Não os constranja. Lembre-se: ser fumante pode ser o único problema de um grande amigo seu. &lt;strong&gt;Vale à pena constrangê-lo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Um cigarro leva, em média, cinco minutos para ser fumado. &lt;strong&gt;Será esse o tempo necessário para que você despreze um ser humano?&lt;/strong&gt; Lembre-se: a vida deve ser maior que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Com carinho e com jeitinho, fumantes podem passar horas sem fumar. E, nessas horas, podem beijar, falar e transar. Lembre-se: &lt;strong&gt;criatividade tira qualquer cheiro&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Se você é ex-fumante, seja original: não reclame dos fumantes. Lembre-se: um dia você poderá voltar a ser um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Nunca, mas nunca mesmo, subestime a inteligência de um fumante dizendo a ele que o cigarro faz mal. Lembre-se: ele sabe disso melhor do que você, que não fuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Acima de tudo, não critique, ajude. Lembre-se: pode sair da sua boca a frase que poderá fazer de um fumante um ex-fumante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. VETADO. (art. 8º do &lt;a href="http://afonsochato.blogspot.com/2005/04/cdigo-do-chato-comentado.html"&gt;Código do Chato&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos parar com essa guerra contra os fumantes. &lt;strong&gt;Nós sabemos respeitar quem não fuma&lt;/strong&gt;. Temos apenas um vício difícil de largar, não temos uma doença contagiante. Seja solidário, adote e divulgue o selo: "eu respeito quem fuma!" (só falta alguém fazer o selo pra mim, rsrsrsr).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111678633987588230?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111678633987588230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111678633987588230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111678633987588230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111678633987588230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/campanha.html' title='Campanha'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111673478100231749</id><published>2005-05-22T00:46:00.000-03:00</published><updated>2005-05-22T14:22:03.993-03:00</updated><title type='text'>Junho</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junho é um mês importante. Temos vários aniversários para come.bebe.morar: o meu e o do Chato. O do &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/gejfin"&gt;Gejfin&lt;/a&gt; e o da &lt;a href="http://infans.weblogger.terra.com.br"&gt;Aninha&lt;/a&gt; (pronto, falei. Só não vou dizer os dias, mas nem te conto: um deles faz junto comigo!). O Chato estará fazendo um aninho, quem diria. Eu? Não interessa, tá!!! Segundo a Kaya, minha idade mental é de quinze anos. Então, farei 16. rsrsrs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não discordo dela, pois se há uma coisa da qual me orgulho é nunca ter esquecido minha infância e minha juventude. Mas o Chato, tadinho, estou preocupado com ele. Tá lá, no dia 22 de junho de 2004, o primeiro post:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Acabei de criar. Ainda nem tenho idéia do que fazer com isso. Vamos ver...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conduzido por uma pessoa maravilhosa, o &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/figurasdelinguagem"&gt;Diego&lt;/a&gt;, resolvi entrar nessa tal blogosfera, mais fera que blogos. Fico preocupado, repito, porque até hoje acho que não tenho idéia do que fazer com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um mundo novo. Bem poderia, se tivesse tido filhos aos vinte anos, ser pai dos citados. Conheci-os na pós. Mais a &lt;a href="http://malsecreto.blogspot.com"&gt;Ana&lt;/a&gt;, que também é colega por lá e também pessoa maravilhosa. Souberam me tratar com carinho. Talvez até tivessem vontade de me chamar de "tio". Acho que perceberam que golpe baixo não valia, rsrsrsr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que fiquei surpreso ao ver uma juventude com conteúdo. Acostumado que estava com os anos 80 e 90 que, por mais que se espremesse, não saía muito suco, acabei me engalfinhando em ferrenhos debates. A começar pelo Gejfin que chamou meu primeiro escrito de "filminho". Fosse eu adolescente e teria dado uma cuspida no chão ali mesmo. Chamado pra briga. Quem esse piá pensa que é? Pois não é que esse piá dava várias voltas no véio!? Certo ele, quem nasceu pra ser Chato nunca vai chegar a Spielberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas mãos dessa gente toda resolvi acreditar que blog não era coisa de adolescente, de menininha. Comecei a ler blogs. Grande erro! Tomei um susto ao descobrir que a coisa era séria. Mais séria do que eu poderia fazer. Mas sou geminiano e gaúcho. E como diz a poesia&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Prezo muito a liberdade,&lt;br /&gt;sou sacudido e mui macho!&lt;br /&gt;Pra china nunca me agacho,&lt;br /&gt;isso nunca aconteceu!&lt;br /&gt;Fui assim desde menino:&lt;br /&gt;- em mim quem manda é o destino,&lt;br /&gt;e nelas quem manda sou eu!&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oigalê, Tchê! E resolvi não me michar pro negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despacito no más começaram a aparecer as visitas pro chimarrão. Gente de peso nessa tal de mais fera do que blogos. Com os primeiros eu apenas tinha insônia. Ainda conseguia dormir um pouco com a desculpa de que tinha avisado: era mais que um blog do Chato, era um blog chato. E a roda foi aumentando. Saí pra catar lenha, pois precisava manter a água sempre quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começaram a aparecer as primeiras referências à esquerda (alguns à direita). Putz, onde é que estou me metendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Afonso?&lt;br /&gt;- Sim, Chato?&lt;br /&gt;- Toma tento, bagual! Doze luas e ainda não sabes o que vais fazer com isso?&lt;br /&gt;- Pois é... vamos ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;strong&gt;Gaudério&lt;/strong&gt;, de Apparicio Silva Rillo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111673478100231749?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111673478100231749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111673478100231749&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111673478100231749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111673478100231749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/junho_22.html' title='Junho'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111669053010679498</id><published>2005-05-21T12:35:00.000-03:00</published><updated>2005-05-23T08:00:20.336-03:00</updated><title type='text'>Imitação barata</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei num blog (não lembro qual) que o autor costuma postar colocando a hora entre colchetes. Vou fazer isso hoje, pra não ficar colocando vários posts. Um postão, na verdade. &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(PS tardio: descobri onde foi: no Nemo Nox, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.nemonox.com/ppp/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por um punhado de pixels&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;[20:35]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; De cigarros e marcianos. Estão lá na &lt;a href="http://luzdeluma.blogspot.com"&gt;Luma&lt;/a&gt;, ambos. O pior de ser fumante nos dias de hoje é ser considerado um extraterrestre, um alienígena malvado que deve ser exterminado, um marciano que invade a Terra tentando por fim na pureza de vida dos não fumantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está virando moda sair por aí criticando os fumantes. Uma coisa é fazer um &lt;a href="http://luzdeluma.blogspot.com/2005/05/soberania-ou-sade.html"&gt;post &lt;/a&gt;informativo como o da Luma, outra é ficar rotulando os fumantes com adjetivos nada agradáveis de serem ouvidos. Isso faz tanto mal quanto ser fumante. Mais, o cigarro mata apenas quem fuma, o ser "politicamente correto" pode matar milhões de pessoas. É o fundamentalismo da "saúde", que pode virar facilmente qualquer outro tipo de fundamentalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na hora de começar a respeitar quem fuma como seres humanos que são e não extraterrestres. Está na hora de respeitar a inteligência dos fumantes e parar de tratá-los como se não soubessem que cigarro faz mal. Parem de ser prepotentes achando que sabem mais que os próprios fumantes o quanto o cigarro faz mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na hora de tratar os fumantes como pessoas que precisam de ajuda e nao de críticas ou de serem tratados como párias. Faça algo de útil para um amigo seu que fuma. Não critique nem se afaste dele. Vá numa farmácia e compre uma cartela de Zyban, uma caixa de adesivos e dê a ele como presente. Não diga que o cigarro faz mal, ele sabe melhor que você sobre isso. Pergunte se ele tem vontade de parar. Se ele disser que sim, converse apenas. Quem sabe você não pode ser a ajuda psicológica de que tanto ele precisa e talvez nem saiba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja amigo de um fumante e não mais um a escorraçá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;x.x.x.x.x.x.x.x.x&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;[17:10]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Vocês já comeram o talharim à Valenciana da Kaya? Não!!!???? Que pena. Eu comi. Até a Clarissa dava pulos na barriga dela de tão bão, hehehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;[16:40]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Uma das regras básicas do &lt;em&gt;feedback&lt;/em&gt; diz que não se deve analisar as pessoas e, sim, suas ações ou idéias. O máximo cuidado. Deve-se mostrar que isso ou aquilo pode não ter sido a melhor coisa a ter sido feita ou que determinada idéia pode não ter sido adequada ao momento. Jamais criticar a pessoa. É difícil, principalmente porque estamos acostumados a levar tudo pro lado pessoal. &lt;strong&gt;Dar &lt;em&gt;feedback&lt;/em&gt; é uma arte&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vi gente defendendo a idéia de que somos o que fazemos e o que pensamos; logo, se criticas o que faço ou penso, estás a me criticar. &lt;strong&gt;Nada mais falso&lt;/strong&gt;. E é falso porque as pessoas que costumam criticar o fazem de forma a atingir as pessoas e não seus atos e idéias. Atos e idéias, no mais das vezes, são condicionados pelas circunstâncias. São contingenciais. Somos múltiplos; representamos papéis conforme a necessidade de sobrevivência; conforme o meio ambiente nos exige. Isso é básico. Mas se é tão básico, porque não lembramos disso ao "analisar" as pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das técnicas (se é que se pode chamar isso de técnica) para lidar com pessoas é a empatia. Entrar na pessoa; ver como ela vê; sentir como ela sente; tentar vivenciar as experiências dela como se ela fossemos. Empatia não é o que costumeiramente vemos por aí, "se dar bem com alguém". É mais. É ver com os olhos da outra pessoa. É difícil. Por isso tanta confusão nas organizações humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que falo disso? Primeiro, porque estou esperando o manjar. Segundo, porque me lembrei que, dentre tantos problemas que fui resolver, um deles dizia respeito a perceber como é que as outras pessoas sentem o mundo. Uma certa chefia reclamava que dava seu sangue para a instituição e que estava indignada pelo fato de que os servidores não faziam o mesmo. Terceiro, porque continuo cheio de coisas pra fazer e continuo fugindo delas (a Kaya até fez um listinha). Quarto, bom, a Kaya chamou... está pronto. Que surpresa será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;[16:00]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O que eu faço por aqui, num dos dias mais lindos que Porto Alegre já teve? Sol, temperatura de outono prenuciando o inverno? Tem gente que precisa ir para os parques para tomar sol. Eu não. Tenho sol dentro de casa e não é a Kaya, é o sol mesmo, se bem que ela me esquenta tanto quanto. Desde que nasce até o poente, o sol está aqui dentro. Pela manhã, na cozinha e na sala; a partir do meio-dia no quarto e no escritório. Agora mesmo escrevo sob o sol. E tenho minhas plantas e meus gatos. A natureza completa aqui e agora. Pra que sair? Putz, devo estar ficando velho, acomodado. Trocar a rua pra ficar em casa, eu e a Kaya, conversando, ouvindo música, tomando um vinhozinho, brincando com os gatos, &lt;em&gt;et coeteras&lt;/em&gt; de quando em vez que ninguém aqui é padre, entre umas e outras escrever alguma bobagem por aqui. À noite, tenho vista para o caminho do sol e todas as constelações zodiacais desfilam na minha frente. A lua, em todas as suas fases, passa lentamente por nós. Vejo tudo daqui. E o que não vejo ao vivo, vejo por aqui. E, enquanto espero mais um manjar da Kaya, vou ficar aqui, debaixo do sol, tomando meu vinhozinho, esperando por mais alguma bobagem pra escrever. Devo estar ficando velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;[14:45]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Não me lembro se já comentei por aqui, mas sou Administrador, trabalho em uma instituição pública (podem falar mal do serviço público e dos servidores, não me importo. Porém, &lt;em&gt;feedbacks&lt;/em&gt; sempre serão mais bem vindos. Não gosto apenas daquelas pessoas, infelizmente a maioria, que só sabem criticar e não apresentam alternativas, que não se propõem a ajudar com boas análises e soluções) na área de desenvolvimento organizacional. Sou dos que acreditam piamente que é possível termos uma administração pública que produza bons resultados e faço meu esforço exatamente por acreditar nisso. E por bons resultados entendo uma única coisa: vida digna e saudável para a sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é discurso político, não, pois é na prática diária que faço isso, através dos treinamentos que ministro para os servidores da instituição que trabalho; através da proposição de novas tecnologias/formas de realização do trabalho de cada um; por fazê-los descobrir qual é o &lt;strong&gt;sentido do trabalho&lt;/strong&gt; de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa razão, e por outras, é que me preocupa a questão da administração do tempo. Perde-se muito tempo no trabalho, o que o torna ineficiente. Por outro lado, tenho lido muita bobagem de gurus americanos e brasileiros sobre o assunto que, no fundo, no fundo, estão mais preocupados em “vender-se” do que qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Administrar o tempo é coisa bem simples e já aproveito para fazer uma correção observada pela &lt;a href="http://malsecreto.blogspot.com"&gt;Ana&lt;/a&gt;: a regra n.º 3 é, na realidade, a regra n.º 2. Pulei uma sem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três regras traduzem, na prática quotidiana, o único princípio da administração do tempo. Vai parecer tão óbvio para quem estiver lendo, que irá exclamar: pôxa, esse Chato até pensa que eu não sei disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre saber e praticar vai uma grande diferença. Talvez quem me leia saiba disso, mas garanto que a maioria, ao menos das milhares com as quais convivo pessoalmente e no trabalho, não sabem e, se sabem, não praticam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;SÓ EXISTE UMA ÚNICA MANEIRA DE TER TEMPO: NÃO PERDER TEMPO.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ainda não comentei a regra n.º 2: faça escolhas. Selecione você mesmo o que precisa para viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa regrinha é fundamental. Significa não se jogar debaixo do bonde só porque os outros estão se jogando. Significa não preocupar-se em saber de tudo para não ficar “por fora”. Significa escolher entre formar sua própria opinião ou ir atrás dos “formadores de opinião”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo reclama da quantidade de informações existentes hoje em dia e que não consegue dar conta de todas. É a famosa “exclusão informacional” que anda &lt;em&gt;pari passu&lt;/em&gt; com a exclusão digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos treinamentos que faço, sempre conto uma historinha. É dessas que anda circulando pela internet, tipo “moral”. Mas é muito boa quando a colocamos em prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um professor de filosofia parou na frente da classe e sem dizer uma palavra, pegou um vidro de maionese vazio e encheu-o com pedras de uns 2 cm de diâmetro.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Então perguntou aos alunos se o vidro estava cheio. Eles concordaram que estava. Então o professor pegou uma caixa com pedregulhos bem pequenos jogou-os dentro do vidro agitando-o levemente. Os pedregulhos rolaram para os espaços entre as pedras. Ele então perguntou novamente se o vidro estava cheio. Os alunos concordaram: agora sim, estava cheio!&lt;br /&gt;Então professor pegou uma caixa com areia e despejou-a dentro do vidro preenchendo o restante.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Agora, - disse o Professor - eu quero que vocês entendam que isto simboliza a sua vida. As pedras são as coisas importantes: sua família, seus amigos, sua saúde, seus filhos, coisas que preenchem a sua vida. Os pedregulhos são as outras coisas que importam: o seu emprego, sua casa, seu carro... A areia representa o resto. As coisas pequenas. Se vocês colocarem a areia primeiro no vidro, não haverá mais espaço para os pedregulhos e as pedras. O mesmo vale para a sua vida. Cuidem das pedras primeiro. Das coisas que realmente importam. Estabeleçam suas prioridades. O resto é só areia!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Então um aluno pegou o vidro que todos concordaram que estava cheio e perguntou novamente se o vidro estava cheio. Os alunos concordaram: sim, estava cheio!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Então ele derramou uma lata de CERVEJA dentro do vidro. A areia ficou ensopada com a cerveja preenchendo todos os espaços restantes dentro do vidro e fazendo com que ele desta vez ficasse realmente cheio.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moral da história:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NÃO IMPORTA O QUANTO SUA VIDA ESTEJA CHEIA DE COISAS E PROBLEMAS, SEMPRE SOBRA ESPAÇO PARA UMA CERVEJINHA!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Há uma outra moral, que não é de brincadeira, nessa história e tem a ver com a administração das escolhas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Escolher, na vida ou no trabalho, é determinar quais são as &lt;strong&gt;ATIVIDADES REALMENTE IMPORTANTES&lt;/strong&gt; (pedras grandes) e quais as &lt;strong&gt;NECESSÁRIAS&lt;/strong&gt; (pedregulhos); quais as que &lt;strong&gt;ENCHEM NOSSO TEMPO&lt;/strong&gt; (vidro), mas que não têm a menor importância (areia) e quais as que nos desviam dos &lt;strong&gt;REAIS OBJETIVOS&lt;/strong&gt; (cerveja).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Juntas, as três regras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. seja egoísta. Pense sempre, mas sempre mesmo, primeiro em você;&lt;br /&gt;2. desligue a TV e cancele as assinaturas de jornais.&lt;br /&gt;3. faça escolhas. Selecione você mesmo o que precisa para viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos ajudam a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;NÃO PERDER TEMPO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples. Meu dia tem 30 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;x.x.x.x.x.x.x.x.x&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;[12:38]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; A janela do banheiro aqui de casa dá para o pátio de apartamento térreo (moro no 1º andar). Nesse ap mora um casal com um filinha de quase dois anos, a Júlia. Estava, há pouco, tomando banho quando ouço a mãe da Júlia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já não te disse que não quero que coloques as mãos na terra? Olha a sujeira que está. Vamos ter que limpar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por aí foi brigando com a pobrezinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra pessoa ainda disse: - Meu anjo, tens que obedecer tua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de errado com as pessoas? Que tipo de educação pensam estar dando para seus filhos? Será que o egoísmo - pensar apenas no "trabalho" que dá ter que lavar as mãos da criança - é tão grande que lhes impede de perceber que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. é bom e saudável que crianças brinquem com terra e, se quiserem, que a comam?&lt;br /&gt;2. podem estar formando as piores espécies possíveis de adultos, cheios de preconceitos, medrosos, profissionais incompetentes, parceiros possessivos e toda espécie de doença imaginável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pensar em um país melhor enquanto pais como esses existirem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111669053010679498?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111669053010679498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111669053010679498&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111669053010679498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111669053010679498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/imitao-barata.html' title='Imitação barata'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111663097825364552</id><published>2005-05-20T20:08:00.000-03:00</published><updated>2005-05-20T20:28:44.736-03:00</updated><title type='text'>Lar doce lar</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estou de volta pro meu aconchego&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;trazendo na mala bastante saudade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Querendo um sorriso sincero,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;um abraço pra aliviar meu cansaço&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e toda essa minha vontade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que bom poder estar contigo de novo,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;roçando teu corpo e beijando você.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra mim tu és a estrela mais linda,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;seus olhos me prendem, fascinam,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;a paz que eu gosto de ter.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É duro ficar sem você vez em quando,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;parece que falta um pedaço de mim.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Me alegro na hora de regressar,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;parece que vou mergulhar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;na felicidade sem fim.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada melhor que voltar e poder "cantar" essa música do Dominguinhos e Nando Cordel, conhecida na voz da Elba Ramalho. Tem vezes que a música &lt;strong&gt;É&lt;/strong&gt; exatamente aquilo que sentimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de quatro dias e de uma viagem de quatro horas embaixo d'água (choveu o tempo todo. Que saco descer a serra com chuva!) cá estamos nós. E muito bem obrigado. Sucesso na empreitada. Coisas boas alimentam coisas boas e, no fim, a gente vai levando a vida feliz e realizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um prazer voltar pra casa com essa sensação de realização de um objetivo. A gente tem a mania de só contar as coisas ruins. Eu conto as boas, serve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões de leituras pra colocar em dia: trocentos blogs X trocentos posts = ai, ai, ai, como farei?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111663097825364552?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111663097825364552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111663097825364552&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111663097825364552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111663097825364552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/lar-doce-lar.html' title='Lar doce lar'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111637853311083963</id><published>2005-05-17T21:55:00.000-03:00</published><updated>2005-05-17T22:08:53.116-03:00</updated><title type='text'>De como fazer um dia ter trinta horas - IV</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem foi maravilhosa, como sempre. Vir para cá por essa estrada, ainda mais dessa vez que trouxe o cd dos filme "O Último dos Moicanos", é algo. Já escrevi sobre isso &lt;a href="http://afonsochato.blogspot.com/2005/04/cartas.html"&gt;lá&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Como a ligação por aqui é discada e esse hotel não é uma espelunca das mais baratas, vou deixar apenas a regra número três sem as devidas explicações: Amanhã eu comento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra n. 3: Faça escolhas. Selecione você mesmo o que você precisa para viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111637853311083963?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111637853311083963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111637853311083963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111637853311083963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111637853311083963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/de-como-fazer-um-dia-ter-trinta-horas.html' title='De como fazer um dia ter trinta horas - IV'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111628426023983386</id><published>2005-05-16T19:45:00.000-03:00</published><updated>2005-05-16T21:17:21.900-03:00</updated><title type='text'>De como fazer um dia ter 30 horas - III</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Afonso?&lt;br /&gt;- Sim, Kaya?&lt;br /&gt;- Tá dando aqui na TV que amanhã vai chover em Sidney.&lt;br /&gt;- PQP! Como é que eu vou fazer agora? Pra ir a Passo Fundo sempre passo por Sidney. E lá tem aquela maldita entrada que sempre alaga quando chove.&lt;br /&gt;- Por que não vais por Paris, então? Aqui tá dizendo que lá só vai estar nublado.&lt;br /&gt;- Putz, o caminho é um pouco maior, mas sem chuva até que dá pra correr um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma seqüência de dois (na realidade um) post lá de julho do ano passado, onde comecei a descrever algo que as pessoas sempre me perguntavam (lá na pós, tb): "Afonso, como consegues fazer tantas coisas? Até parece que teu dia tem trinta horas!" Daí nasceu a promessa (principalmente para o &lt;a href="http://www.verbeat.com.br/blogs/figurasdelinguagem/"&gt;Diego&lt;/a&gt;) de escrever sobre o assunto. Como bom geminiano e portador de TDHA, que sou, tenho o salutar hábito de começar e quase nunca terminar as coisas, ao menos quando as pessoas estão esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois nesse momento tipo "cheguei no paraíso e ninguém me avisou" que ando, lembrei-me de como consegui chegar até aqui e de como meu dia ainda tem 30 horas. Se vale pra outros? Não sei. O Chato não é medico; logo, não prescreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral é simples: se conseguir economizar seis horas por dia, terei 30 ao final, certo? (24+6=30, se ainda me lembro!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordando, para os que não leram e para os que estão com a justíssima preguiça de clicar lá no "atacado", a &lt;strong&gt;regra número zero&lt;/strong&gt; dizia: &lt;em&gt;seja egoísta. Pense sempre, mas sempre mesmo, primeiro em você. &lt;/em&gt;A regra zero nos diz, basicamente, que perdemos tempo demais com as pessoas. Temos que ser seletivos com as pessoas que nos ocupam. O egoísmo, aqui, assume um caráter positivo, de preservação. Economizamos muito tempo, durante o dia, se selecionarmos as pessoas para as quais daremos nossa atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corolário da regra zero é: &lt;strong&gt;diga não sempre que puder&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vamos à &lt;strong&gt;regra número um&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;desligue a TV e cancele as assinaturas de jornais&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornais só falam daquilo que você já sabe. Não esqueça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. jornais são feitos de madrugada, com as notícias do dia anterior que eles vêem na TV;&lt;br /&gt;2. quando se dão conta de algo "novo" e lançam uma edição extra, você já sabe de tudo;&lt;br /&gt;3. jornais só servem para colocar gasolina nas BMW, Mercedes e outros brinquedinhos dos donos dos jornais. Enquanto você mora num barraco, eles moram em mansões e não estão nem aí pras notícias do mundo. Não dá tempo, estão circulando... &lt;strong&gt;e você, babaca, perdendo seu tempo&lt;/strong&gt;. E salários para os jornalistas, reporteres e outras espécies que por lá gravitam;&lt;br /&gt;4. jornais não te informam, apenas te formam como eles querem. (Ah, Afonso, pára com isso, vai. E como vou saber o que acontece no mundo? Pra eles, o que acontece no mundo é o que eles querem que seja o mundo e seus acontecimentos. &lt;strong&gt;Faça como eles: selecione&lt;/strong&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devia dar esse aviso, mas convém dar uma olhadinha no art. 2º e seu parágrafo único do Código do Chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Televisão. Livre-se dela. Há dezenove anos tomei a decisão de não mais ver televisão. Fiz com ela o que não faço com o cigarro: larguei. &lt;strong&gt;E essa é a causa principal da minha felicidade de lá pra cá&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vocês não imaginam o quanto a gente fica feliz quando se torna um ignorante do mundo mostrado pelas redes de tv&lt;/strong&gt;. E calculem quanto tempo sobra. Só na tv dá pra economizar umas duas horas e meia por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TV é isso aí, te mostra o tempo em Sidney e Paris. Tá certo, tem gente que vai pra Sidney e ... faz alguma diferença saber qual o tempo que vai fazer? Faça chuva ou faça sol, o babaca vai estar lá de qualquer jeito. Mas não, &lt;strong&gt;precisa perder tempo&lt;/strong&gt; vendo o tempo na televisão. Amanhã tenho que estar de qualquer jeito em Passo Fundo. Vai fazer alguma diferença eu perder meu tempo com a loira dizendo: "Afonso, amor querido, vai devagar, pois aqui no mapa mostra que vai chover no Vale do Taquari e te quero de volta na sexta-feira, inteirinho pra escrever nesse teu blog maravilhoso. Plim, plim." Tá certo, eu preciso dela pra me dizer como andar com chuva numa estrada que conheço de olhos fechados! (eu não disse que ando de olhos fechados nela, certo?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe se alguém por aqui trabalha em/ou gosta de TV. Quer ganhar tempo na vida? Até pode continuar trabalhando lá, mas quando chegar em casa não liga a TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém em sã consciência precisa de jornais ou tv para saber o que anda acontecendo. Pensa bem, sempre tem aqueles colegas que passam o dia inteiro comentando sobre as novelas, as notícias e tudo o mais. E de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um causo verídico. Onze de setembro. Não precisa dizer o ano. Dormi pra mais da conta. Fui trabalhar só na parte da tarde. Quando chego no trabalho qual a primeira pergunta que me fazem? "Aí, Afonso, chegou o fim do mundo?" Como conheço os bois que eu lavo, nem dei bola. A conversa continuou e acabei sabendo, tim-tim por tim-tim, tudo sobre as TT. Mesmo que não quisesse ficaria sabendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta é: mudou minha vida ficar sabendo "online" o que estava acontecendo? Sou mais, ou menos, hoje, por ter sabido dos atentados três horas mais tarde que meus colegas e o resto do mundo? Milhões de outros exemplos poderiam ser citados, mas só teriam o efeito de tornar mais chato o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso nos leva ao corolário da regra número um:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quantidade e a velocidade de propagação das informações é tão grande, hoje em dia, que não mais precisamos correr até elas; elas vêm sozinhas até nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, por hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Regra n.º 0: Seja egoísta. Selecione as pessoas para as quais você dará seu tempo;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Regra n.º 1: Desligue a TV e pare de ler jornais.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bueno, só nessa duas primeiras regras já conseguimos algo com umas quatro horas por dia de economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, de fato, viajo para Passo Fundo via Paris. Afinal, agora eu sei que está chovendo em Sidney. Se puder - e garanto que vou me esforçar - escrevo de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(- Afonso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;- Sim, Chato?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;- Nesse outro canal diz que numa cidadezinha americana um adolescente matou cinco coleguinhas de escola com uma bazuca!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;- Fica tranqüilo, Chato, dessa vez não vou passar por lá!).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111628426023983386?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111628426023983386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111628426023983386&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111628426023983386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111628426023983386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/de-como-fazer-um-dia-ter-30-horas-iii.html' title='De como fazer um dia ter 30 horas - III'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111617531516675681</id><published>2005-05-15T13:25:00.000-03:00</published><updated>2005-05-15T14:52:12.440-03:00</updated><title type='text'>Blog chato à beça esse, eu hein!?</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá certo, eu sei que só ficar falando de felicidade é chato. Enfim, eu avisei lá no título que eu era chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer se é assim que estou. O futuro é daqui há um segundo. Pronto, já chegou, já estamos no futuro da frase anterior, da palavra anterior. Sinto muito, não posso reclamar de nada (fora o governo, o Congresso, o puto do governador do meu estado, o Grêmio que vai pra terceirona se continuar assim...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem o que está acontecendo? É a gente se dar conta do que está acontecendo quando está acontecendo. Antes seria desejo; depois é passado. Estamos sempre querendo atingir alguma coisa, que quando atingimos acabamos passando por cima, sem se dar conta de que chegamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um bom trabalho, onde posso exercitar minha criatividade e independência no meu pensar; mais, exercito diariamente minha capacidade de persuasão, pois estou rodeado de pessoas que representam desafios e, acima de tudo, aceitam ser desafiadas e são profissionais o suficiente para compartilhar projetos. Não são do tipo que querem te ver destruído porque representas uma sombra pra eles (o que é mais comum). Enfim, estou no melhor ambiente profissional que já estive até hoje. E ganho bem. Não posso reclamar. Nossa situação financeira é das melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui, tomando uma cervejinha, ouvindo uma musiquinha, os gatos dormindo, em meio ao verde enquanto aguardo mais um dos manjares que a Kaya deve estar preparando pra mim. Tenho uma filha maravilhosa e outra a caminho. Quer coisa melhor que curtir a chegada de um novo ser humano? Os sonhos? Ah, os sonhos. E os olhos, os olhos que olho a toda hora. Vivemos bem. Somos pessoas tranqüilas, ela e eu. Conversamos muito. Gostamos de muitas coisas juntos. Se eu digo, vamos? Ela diz, vamos. Quando ela diz, não vamos! Eu digo, também não queria ir. Só não podemos falar de Direito. Ela trabalha na lata de lixo do Direito (Fórum). Eu sou da doutrina (onde tudo é lindo, maravilhoso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho tudo que quero (vá lá, ainda faltam uma Ferrari, um iate e ganhar na mega-sena), simples assim: um bom trabalho, uma mulher maravilhosa e minhas filhas. Árvores já plantei aos montes. E tenho o blog que faz às vezes do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tenho os amigos que aqui vêm, com toda a paciência do mundo, e me dizem: Afonso, tu és chato, mas até dos chatos a gente aprende a gostar (rsrsrs).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem à noite fui no aniversário de 77 anos do sogrão. O "véio" está de namorada nova. Parecem dois adolescentes: beijinhos a toda hora, sentam juntos e abraçados. E ele trabalha. E diz que está feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidade é a gente saber que está feliz. É o que basta. É trabalhar e ter gente pra gente gostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidade é ser. É apenas se dar conta de que está sendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisava partilhar. E compartilhar com quem queira "com" comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(- Afonso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;- Sim, Chato?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;- Amanhã é segunda-feira?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;- PQP, sempre tem alguém pra querer estragar tudo. Vai dormir, Chato!!)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111617531516675681?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111617531516675681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111617531516675681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111617531516675681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111617531516675681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/blog-chato-bea-esse-eu-hein.html' title='Blog chato à beça esse, eu hein!?'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111616463039624725</id><published>2005-05-15T10:35:00.000-03:00</published><updated>2005-05-15T10:44:01.366-03:00</updated><title type='text'>Passando a régua</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troquei o sistema de comentário. Fui pro Haloscan. Beleza, assim eu posso comentar diretamente em cada comentário. O sistema anterior ou não tinha isso, ou eu não sabia como fazer. Esse daí pelo menos foi fácil de aprender como se faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comentários anteriores, por óbvio, não irão aparecer. Continuam, porém, guardados. Assim que, se alguém quiser relembrar algo, sinta-se à vontade. Aceito qualquer sugestão de melhorias e, qualquer problema que esteja acontecendo é só falar que eu tento dar um jeito. OK?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde irei mudar novamente, pois estou tentando colocar no ar o meu pontocom. Baixei o tal de MovableType mas, como estou sozinho nessa empreitada e esqueci tudo o que sabia de informática, tô levando uma surra. Chego lá, ou mudo meu nome pra D. Afonso XX, Um Zero à Esquerda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111616463039624725?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111616463039624725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111616463039624725&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111616463039624725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111616463039624725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/passando-rgua.html' title='Passando a régua'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111611136187546386</id><published>2005-05-14T19:56:00.000-03:00</published><updated>2005-05-14T19:56:01.876-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.haloscan.com/" title="HaloScan Commenting and Trackback"&gt;Haloscan&lt;/a&gt; commenting and trackback have been added to this blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111611136187546386?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111611136187546386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111611136187546386&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111611136187546386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111611136187546386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/haloscan-commenting-and-trackback-have.html' title=''/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111609772141974464</id><published>2005-05-14T15:37:00.000-03:00</published><updated>2005-05-14T16:08:41.423-03:00</updated><title type='text'>Poesia</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito à cultura, o Rio Grande do Sul não difere dos demais estados brasileiros. Todos têm suas peculiaridades. A chamada "cultura gaúcha", ou gauchesca como preferem alguns (música, poesia e outras tradições), no entanto, é tão marcadamente centrada no homem gaúcho, nos seus feitos e petrechos, que se torna quase impalatável para o resto do Brasil. O mesmo se dá, por exemplo, com a cultura nordestina, também marcadamente centrada na saga do nordestino. E talvez por isso a cultura nordestina seja mais aceita no Brasil: ela é, no geral, o retrato de uma saga e não de indivíduos. É mais brasileira porque é a luta contra a miséria, a fome, a seca, contra a vida, a "vida severina". O Rio Grande do Sul foi forjado na luta também, mas foi uma luta sem fome; foi uma luta em campos de pastos verdejantes. Perdia-se a vida, mas não se lutava contra a vida. Aqui se morria de degola, a tiros e a espadadas. Não havia morrer por simplesmente estar vivo e não poder viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há coisas boas por aqui e que não falam necessariamente da bravura gaúcha, tão mal vista por esse Brasil afora. Esse poema gauchesco, do Apparicio Silva Rillo, é um exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NO BOLICHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traga de vez a garrafa&lt;br /&gt;bolicheiro! Me despacha,&lt;br /&gt;que hoje no mais se emborracha&lt;br /&gt;quem nunca se emborrachou.&lt;br /&gt;Quero beber no gargalo&lt;br /&gt;para esquecer o pialo&lt;br /&gt;que o tal de amor me atirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou índio duro de queda&lt;br /&gt;mas fui pegado de jeito.&lt;br /&gt;Bateu-me a argola no peito&lt;br /&gt;e ali no mais me planchei.&lt;br /&gt;Sempre fui solto da pata&lt;br /&gt;mas nessa volteada ingrata&lt;br /&gt;num tacuru tropecei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucede que eu não sabia&lt;br /&gt;quanta manha se requer&lt;br /&gt;pra se correr com mulher&lt;br /&gt;na cancha reta do amor.&lt;br /&gt;Desci confiado pra raia...&lt;br /&gt;Perdi pro rabo de saia&lt;br /&gt;sem sair do partidor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caí no tiro de laço&lt;br /&gt;de um olhar de china atrevida,&lt;br /&gt;que embuçalou minha vida&lt;br /&gt;na armada negra das tranças,&lt;br /&gt;pra depois de ter-me preso&lt;br /&gt;marcar-me com seu desprezo&lt;br /&gt;na picanha da esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desprezo não há quem cure,&lt;br /&gt;não há remédio que impeça,&lt;br /&gt;não há reza, nem promessa&lt;br /&gt;que lhe conserte o estrago.&lt;br /&gt;Por isso, seu bolicheiro,&lt;br /&gt;pra aparceirar o primeiro&lt;br /&gt;ponha no mais outro trago!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111609772141974464?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111609772141974464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111609772141974464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111609772141974464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111609772141974464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/poesia.html' title='Poesia'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111605178012830515</id><published>2005-05-14T03:05:00.000-03:00</published><updated>2005-05-14T03:23:00.130-03:00</updated><title type='text'>Duas cartas pra mesma pessoa</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pois é, mamãe. Viste? Nem nasci e já estou pegando a mania do “pois é” do papai. Sinto-te feliz hoje e sei a razão. E fico feliz também, pois em breve poderei beijar-te no rosto e não apenas te dar uns pontapés na barriga.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim eu sei. Bem sei que gostarias de ficar aqui comigo, tomando uma cervejinha, batendo papo... mas vai, vai descansar. Hoje é teu dia. Não queres? Então fica. Viste? Ela nem nasceu e já te chama de mamãe. Imagina quando puderes escutar isso. Só de pensar fico arrepiado. Desculpa, eu sei que é teu dia, mas eu vou ficar arrepiado quando ela disser “papai”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Talvez não saibas, mamãe, mas te escolhi. Sim, aqui nós podemos escolher em qual família vamos nascer. E mais, escolhemos qual mãe queremos ter. Alguns decidem que ainda precisam resolver coisas pendentes; outros decidem que é hora de definitivamente abandonar a Terra e partir para outros mundos. Eu não. Eu sei que ainda preciso de ti. Ainda preciso aprender muitas coisas contigo antes de deixar essa Terra. Não para resolver, mas para aprender.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sabes de uma coisa? Tem momentos em que a gente quase desiste. Aquele dia, lá no Bar do Beto, era um desses dias. Era o dia mais improvável pra nós. Não querias estar lá. Eu fui com o piloto automático. Foste pra ajudar uma amiga; fui simplesmente porque tinha que ir. Era parte do ser assim. Tinha que ser; se não fosse, seria mais uma noite a odiar o mundo. E fui. E estavas lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esperei, mamãe. Tudo acontece na hora certa. Antes não estavas pronta para me receber. Haviam me perguntado se tinha certeza do que estava fazendo. Respondi que sim. Sim, tenho certeza, mamãe está pronta. Durmo contigo; acordo contigo e sinto contigo. Sofro contigo. Sei melhor que qualquer um que estás pronta. Por que eu te escolhi! E se te escolhi é porque, daqui, sabemos o que é ser mãe. E serás a melhor mãe, assim como as melhores mães de tantos quantos nascem na Terra.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo conspirava contra nós. Eu pensando que estavas brigando com a tua namorada. Admite. Pra quem olhava de fora, ver uma mulher abraçada em ti e chorando no teu ombro, pensaria o quê? O que eu poderia pensar? Pensei o que qualquer besta pensaria: vou curar essa mulher. Como pode? Uma mulher tão linda e gostar de outra mulher. É, já te falei do meu lado machista: adoro ver duas mulheres juntas; desde que sejam as dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E te realizo assim como me realizas. É a vida, mamãe. E não vejo a hora de me sentir no teu colo; de me sentir no teu peito; de me sentir querida como só tu saberás fazer eu me sentir. Por isso és minha mãe.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tu? E tu que estavas a pensar que minha amiga era minha mulher? Cafajeste, disseste-me depois. Safado sem vergonha! Fica paquerando na frente da mulher. Pobre de mim, não fosse a Clarissa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Papai, essa parte é minha. Talvez vocês não soubessem, mas fui eu que arranjei tudo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opa, peraí! Que história é essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É papai. Nós estamos aqui por uma única razão: realizar a mamãe. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, minha filha, mas assim até parece que eu não tenho nada a ver com isso. E tem mais, não eram cartas separadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eram, mas estamos falando a mesma coisa. Mais do que a mesma coisa, estamos falando da minha mãe, a tua mulher.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudei de mesa, lembra? Se o perfil já era maravilhoso, o que dirá ficar te olhando de frente. Os olhos. Os olhos mais maravilhosos que já vi. Olhos que tenho até hoje com pano de fundo nos meus computadores (aqui em casa e no trabalho). A imagem mais bonita. Teus olhos no nosso casamento. Não há o que pague ficar te olhando a cada momento. Sou feliz por isso. Se hoje eu sei o que significa chorar de felicidade é por poder olhar a qualquer momento os teus olhos chorando, na foto do casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia no bar percebi, no entanto, que algo te incomodava. Deixaste de me olhar. Não me pergunta a razão, mas teu abandono pareceu ser o fim do mundo. Tinha que fazer algo. E fiz. Confessa: foi original, né? Eu sabia! Só algo original estaria a tua altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu sei, papai, que entendes. Entendes que és e serás meu pai querido. Eu também entendo que amas minha irmã. E venho pra dizer a ela que não vou dividir. Venho para multiplicar nosso pai.&lt;br /&gt;Mais do que te multiplicar, papai, vimos, eu e tu, para multiplicar essa pessoa maravilhosa que é a mamãe. Sabes bem disso.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sim, minha filha. Sei bem que vens para me ensinar o quanto essa pessoa que escolheste como mãe, e que me escolheu como teu pai, merece tudo. E estava justamente te esperando pra me ajudar. Sozinho não sei se seria capaz, mesmo tendo sido original quando a conheci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Papai?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Sim, minha filha?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Vamos separar o que escrevemos e mandar pra mamãe como se fossem duas cartas pra mesma pessoa?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Kaya está de aniversário este mês. No dia certo vou republicar esse post. Pra variar, não será o que de melhor eu poderia fazer por ela. Quem sabe a Clarissa, nos próximos anos, me ensine como fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111605178012830515?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111605178012830515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111605178012830515&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111605178012830515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111605178012830515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/duas-cartas-pra-mesma-pessoa.html' title='Duas cartas pra mesma pessoa'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111603307792798630</id><published>2005-05-13T21:45:00.000-03:00</published><updated>2005-05-13T22:17:40.506-03:00</updated><title type='text'>Dessa vez eu...</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez eu não me agüentei e estou rindo até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não leu os posts muito anteriores, temos sete seres humanos felinos aqui em casa: uma fêmea, cinco machos e eu. Vá lá, vocês nunca me viram, mas a Kaya diz que eu sou um gato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas semanas levamos os bichaninhos pra tomar vacina e voltaram com pulgas da clínica veterinária (isso deve ser o equivalente ao que chamam de infecção hospitalar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos uns vizinhos que também têm um gato. Eles costumam se visitar (os gatos). Os nossos vão lá no ap deles e o deles vem aqui. Coisa de bichos civilizados. Já fizemos de tudo pra acabar com as tais das pulgas. Estamos em meio ao tratamento. Por via das dúvidas, a Kaya resolveu avisar nossos vizinhos do problema, até porque, por uns dias, não deixaríamos que eles se encontrassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu aqui, quieto tentando escrever um post, quando ela chega:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Afonso?&lt;br /&gt;- Sim, Kaya?&lt;br /&gt;- Estava conversando com o Marcelo e com o Jorge (nomes fictícios do casal, donos do gato), falando das pulgas e o Marcelo me disse que o Didó (nome verdadeiro do gato)  já teve pulgas e que ele acabou com as pulgas passando cera Cachopa.&lt;br /&gt;- No gato!???&lt;br /&gt;- Sei lá! O que é cera Cachopa? Algum remédio especial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim não há quem consiga escrever um post decente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(perdoa, Kaya... mas como não tens lido meu blog, ahahahahahahahahaah)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111603307792798630?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111603307792798630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111603307792798630&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111603307792798630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111603307792798630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/dessa-vez-eu.html' title='Dessa vez eu...'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111602502393242272</id><published>2005-05-13T19:35:00.000-03:00</published><updated>2005-05-13T20:32:54.333-03:00</updated><title type='text'>Comentários aos comentários</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns comentários aos comentários ao post anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre achei, &lt;a href="http://www.nospornos.weblogger.terra.com.br/"&gt;Viva&lt;/a&gt;, que devemos nos arrepender do que não fazemos. E se tenho o que tenho é por pensar assim. Vou mais longe. Quem tenta, tem 50% de acertar; quem sequer tenta, tem 100% de certeza de que nunca irá saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, não, &lt;a href="http://www.darthmaligno.blogspot.com/"&gt;Darth&lt;/a&gt;. A vida é como uma curva normal. Há um momento em que atingimos o ápice. Nesse exato momento é que se estabelece o "Ponto de Mutação". É nesse exato momento que podemos mudar a vida ou seguir pela descendente da curva. E isso não tem nada a ver com a idade. Veja o que diz o I Ching:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Ao término de um período de decadência sobrevém o ponto de mutação. A luz poderosa que fora banida ressurge. Há movimento, mas este não é gerado pela força... O movimento é natural, surge espontaneamente. Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O velho é descartado, e o novo é introduzido. Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí, portanto, nenhum dano&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As medidas da vida se harmonizam no topo da curva normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí entra a zona de conforto, &lt;a href="http://quarentatres.zip.net/"&gt;monica&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.luzdeluma.blogspot.com/"&gt;Luma&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso seria trocar mil por dez. E a pequeninha que vem por aí? Criá-la com mil nesse mundo pós-moderno-maluco ou criá-la com dez na beira da praia? Seria justo com ela, tendo mil, dar a ela dez? Talvez seja melhor, com os mil, oferecer-lhe a melhor educação de modo que ela possa descobrir o mais cedo possível o seu ponto de mutação. E que tenha a coragem para mudar, que perceba e viva pelas palavras do Castañeda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Um caminho é somente um caminho. &lt;br /&gt;E não há ofensa alguma, para si ou para outros, em abandoná-lo se é isto que nos manda o coração. &lt;br /&gt;Olhe cada caminho com muito cuidado e atenção. &lt;br /&gt;Tente-o muitas vezes, tantas quantas julgar necessário. &lt;br /&gt;Só então pergunte a você mesmo - e só a você mesmo: &lt;br /&gt;- Possui este caminho um coração? &lt;br /&gt;Em caso afirmativo, o caminho é bom. &lt;br /&gt;Caso contrário, não tenha medo de abandoná-lo&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora meu caminho tenha um coração, eu acho que já passei do meu ponto de mutação. Não é uma questão de zona de conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sorte algumas oportunidades ainda têm cabelo, &lt;a href="http://www.nospornos.weblogger.terra.com.br/"&gt;Yvonne&lt;/a&gt;. Discordando um pouco, diria (já ouvi dizer que isso é do Schopenhauer) que não se agarra oportunidade; oportunidade a gente cria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://maricatu.zip.net/"&gt;Edu&lt;/a&gt;, permita-me dizer, aproveitando o tema do coração: coração de mãe sente mais do que ousa sonhar tua vã razão. Não faça como muitos que conheço, que esperam a mãe morrer para viver. E quem sabe não estejas postergando para uma próxima encarnação aquilo que tua mãe poderia resolver nessa? Tu és um cara legal. Aprendi a gostar de ti e das tuas visitas. Vai fundo, meu, faz como a &lt;a href="http://malsecreto.blogspot.com/"&gt;Ana&lt;/a&gt;: tenha "&lt;em&gt;coragem pra mudar uns rumos e outros...&lt;/em&gt;". Sei bem Ana, ou melhor, não sei, imagino. E não há prazer melhor na vida do que poder dizer, depois de uma mudança: "&lt;em&gt;só aprendi com tudo&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, acho que a &lt;a href="http://quarentatres.zip.net/"&gt;monica&lt;/a&gt; tem razão: "Acho que vc tbem engravidou". A gravidez tá me deixando muito sensível, apaixonado e confuso nos posts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse blog precisa mudar. "Vou dar porrada". Massaranduba que se cuide!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111602502393242272?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111602502393242272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111602502393242272&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111602502393242272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111602502393242272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/comentrios-aos-comentrios.html' title='Comentários aos comentários'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111589984034094894</id><published>2005-05-12T09:05:00.000-03:00</published><updated>2005-05-12T21:39:44.593-03:00</updated><title type='text'>Coragem</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu estivesse por morrer e no último minuto me perguntassem o que me faltou na vida, responderia: coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na infância, não gostava de brigar, essas coisas de guri. Talvez não fosse não gostar; já era a semente da falta de coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era adolescente, nas festas, deixei de ficar com muitas gatinhas por faltar coragem de tirá-las pra dançar. (uma obs. pertinente: naquele tempo não se chamava de gatinha, pois eram moças de família e muito menos ficar, era namorar). Foi um tempo de virgens e pra isso precisava-se de muita coragem (hoje eu sei que bastava cara-de-pau, mas... agora não adianta mais). A possibilidade de pegar na mão já fazia o estômago embrulhar, o coração disparar e a coragem sair voando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de adulto, deixei de fazer um mestrado na França por falta de coragem de abandonar, mesmo que por um curto tempo, tudo o que tinha por aqui. Deus dá nozes a quem não tem dentes, no caso, coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, por exemplo, me falta coragem pra chutar o balde, o pau da barraca, o chefe (tudo jxunto incluído) e me mandar pro Ceará. Cumbuco. Na verdade prefiro Lagoinha, mas a Kaya quer Cumbuco. Que seja, desde que esteja no pedaço remanescente do paraíso, a costa do Ceará.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111589984034094894?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111589984034094894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111589984034094894&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111589984034094894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111589984034094894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/coragem.html' title='Coragem'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111585838229451359</id><published>2005-05-11T21:12:00.000-03:00</published><updated>2005-05-11T21:39:42.470-03:00</updated><title type='text'>O gosto do sabonete</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, durante o banho, na hora de pegar o xampu, deparei-me com um frasco branco, diferente dos demais. Como uso óculos e os havia tirado,  peguei-os para ver do que se tratava (sim, eu sou dos que tomam banho de olhos fechados. E mesmo que estivessem abertos, não iria enxergar nada mesmo, sem óculos): xampu para cabelos crespos e quimicamente tratados. Putz, meus cabelos são lisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caiu a ficha: há quatro anos sou silenciosamente cuidado pela Kaya. Há quatro anos não compro xampu, pasta de dente, sabonete e até mesmo escovas de dente. Ela simplesmente vai lá e troca. A tolha está todos os dias me esperando na hora do banho.  Roupa? Há quatro anos não sei o que é entrar numa loja. Ela sabe o que estou precisando e compra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses saí do banho e comentei que o sabonete tinha um gosto ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabonete com gosto ruim???? Bem que eu já havia notado que os sabonetes andavam durando pouco ultimamente...&lt;br /&gt;- Não é isso, Kaya. Claro que não como sabonete. É que ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adiantou tentar explicar. Ficou mais de meia hora rindo. Justo. Poderia ter rido mais uma hora, se quisesse, e não teria compensado os quatro anos que, silenciosamente, ela cuida de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111585838229451359?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111585838229451359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111585838229451359&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111585838229451359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111585838229451359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/o-gosto-do-sabonete.html' title='O gosto do sabonete'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111576446774284994</id><published>2005-05-10T19:11:00.000-03:00</published><updated>2005-05-10T19:46:45.286-03:00</updated><title type='text'>Quem é o Afonso?</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos seis, é o que diz a Kaya. O Luiz, o Afonso, o EuMesmo, o ComigoMesmo, o Zumbi e o Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada qual com suas manias. Tem um que só a física quântica consegue explicar, pois só sabemos da existência dele pelos efeitos que causa nos outros, particularmente no Luiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz e ComigoMesmo passam o tempo inteiro conversando.Daí que conseguimos deduzir a existência de ComigoMesmo. "Tá falando com quem?!!", berra de lá a Kaya. ComigoMesmo, responde o Luiz. É sempre assim. Um a sombra do outro. Do Luiz ela diz que não gosta. É rigoroso, cheio de nove horas e não-me-toques. Tudo no seu lugar e na sua hora. Lei é lei, ordem é ordem e ambas foram feitas para serem cumpridas. É de pouca conversa, mas ComigoMesmo consegue arrancar verdadeiros discursos dele. Já os peguei, certa feita, numa cena hilária: um mandando o outro calar a boca. Só pararam quando EuMesmo interrompeu dizendo que assim acordariam o Zumbi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Zumbi é o embaixador plenipotenciário de todos os demais. É convocado quando a turma não quer saber de sair da cama. "Acorda Zumbi e vai trabalhar, que hoje não saimos daqui nem pra buscar uma SKOL na geladeira!!!", dizem os preguiçosos. Coitado, passa o dia como se estivesse em outro mundo. O que não deve ser boa coisa para os que são obrigados a passar o dia com ele. Por sorte não é muito comum ele aparecer, pois parece que os demais fazem uma escala. Assim, sempre tem um que acaba leventando e cumprindo com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas falei de EuMesmo, né? Pois EuMesmo é o mais maniático de todos. Egocêntrico, acha que tudo existe por causa dele. Quando a Kaya pergunta "quem fez isso?" EuMesmo, responde ele. Só fica quieto quando se apercebe, a tempo, de que o resultado do feito não foi bom. O que é muito raro - ele se aperceber - pois rapidinho em dar respostas como é, sempre acaba metendo as mãos pelos pés. Quem escreveu errado isso? EuMesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Mas temos algo de bom! Isso mesmo. Temos o Universo, que pensa que é a encarnação da perfeição. Sempre tem razão, em tudo o que diz e faz. Os outros só existem por um descuido. O Universo é cheio de paciência, pois tem que aturar as coisas sem razão que os outros dizem. Onde chega, preenche todo o espaço. Também, não fora assim e não seria chamado de Universo pela Kaya.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a seus irmãos vive e convive o Afonso. É ate um bom sujeito. Cidadão, trabalhador, pai de família, esposo amantíssimo (essa foi soprada pelo Luiz, que dentre outras coisas adora expressões empoladas). Tem lá suas manias, algumas aprendidas com EuMesmo; de quando em vez escorrega e se aventura a achar que tem razão ("cala a boca, Luiz!". - Eu não tinha razão? Esses dois vivem brigando!! - Eu quem? Sei lá Zumbi, devem ser o Luiz e o Afonso discutindo de novo!) . O Universo tem muita influência sobre o Afonso. Mas o Afonso é esforçado e, por isso, não se dá muito bem com o Zumbi. Adora ajudar os outros. Sempre que pode, ou mesmo quando não pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos seis, diz a Kaya. Só não sei se fico com pena dela ou se a felicito. Afinal, não é todos os dias que se casa com o Afonso e leva-se mais cinco de brinde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(originalmente publicado em 23 de janiero de 2005. Fiz algumas pequenas mudanças. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;- Luiz?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;- Quié, ComigoMesmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;- Pára de dar explicações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;- Quietos os dois aí, que eu quero dormir!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;- Quem tá reclamando? O blog é meu mesmo, faço o que quiser!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;- MeuMesmo? Outro não! Outro, não! Kaya, socorro!!!)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111576446774284994?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111576446774284994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111576446774284994&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111576446774284994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111576446774284994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/quem-o-afonso.html' title='Quem é o Afonso?'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111569098158972142</id><published>2005-05-09T22:53:00.000-03:00</published><updated>2005-05-09T23:09:41.693-03:00</updated><title type='text'>Não sei nem que título colocar</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu aqui correndo atrás da máquina (quem mandou não fazer nada no fim de semana?) e colocando em dia minhas tarefas que irão render o leitinho da Clarissa, quando resolvi dar uma espiadinha desterritorializada pela rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou lá, &lt;a href="http://luzdeluma.blogspot.com/2005/05/homens-que-sabem-falar-de-amor.html"&gt;nela&lt;/a&gt;, que sempre é um prazer ir lá, e o que vejo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem a referência "bagaceira", mas sabem aquele último cabelinho? Pois é, até ele ficou arrepiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi um post meu ser copiado no blog dela com referências as mais... as mais... sei lá. Confesso que não imaginava chegar a tal ponto com esse blog. Hoje foi um dia bom. Apresentei um trabalho que, para meu espanto também, foi muitíssimo elogiado pelos colegas. Até palmas bateram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Kaya que me desculpe, mas hoje vou dormir com meu ego. Será traição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos Luma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;PS. Outros já fizeram isso, não fiquem chateados, mas é diferente. Entendem?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111569098158972142?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111569098158972142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111569098158972142&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111569098158972142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111569098158972142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/no-sei-nem-que-ttulo-colocar.html' title='Não sei nem que título colocar'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111549690810791742</id><published>2005-05-07T17:04:00.000-03:00</published><updated>2005-05-07T17:46:26.630-03:00</updated><title type='text'>Nem li ainda...</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas deve ser interessante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.time.com/time/time100/"&gt;&lt;img src="http://i.timeinc.net/time/time100/images/splash_image2.jpg" width="420" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111549690810791742?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111549690810791742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111549690810791742&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111549690810791742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111549690810791742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/nem-li-ainda.html' title='Nem li ainda...'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111548901167516481</id><published>2005-05-07T15:01:00.000-03:00</published><updated>2005-05-07T16:24:29.990-03:00</updated><title type='text'>Dia das mães, as fases da vida e outros assuntos</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não sabe, estou no terceiro casamento. A primeira não queria ser mãe. A segunda foi, mas parece que não se convenceu muito no início (quiçá até hoje). Quem cuidou da Fernanda até a separação (quando a Fê tinha quatro anos) praticamente fui eu. Não falo pra me convencer, é apenas um fato. Sei bem o que é ser mãe no dia-a-dia. A terceira, a Kaya, por razões que fogem ao contexto do post, não tinha podido, até então, realizar o desejo de ser mãe. Conheço os três lados da moeda. Quem não queria (e pelo que sei até hoje não teve) ser mãe; quem foi, mas parece que não nasceu pra isso e quem, tendo nascido pra isso, não havia conseguido realizar. Essas são as fases da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os "outros assuntos" do título, coloco a seguinte questão para análise: a Renata, do &lt;a href="http://www.kitbasico.blogger.com.br/"&gt;Kit Básico da Mulher Moderna&lt;/a&gt;, tem feito uma série sobre a "Mulher Moderna". Vários bloguistas/bloqueiros (não vou entrar na discussão) conhecidos e famosos na blogosfera foram convidados a escrever sobre o tema e escreveram. Legal. Mas, e o que é &lt;strong&gt;ser um homem moderno&lt;/strong&gt;? Não vou convidar ninguém a escrever sobre isso, pois não me sinto com intimidade suficiente com a turma da blogosfera para tanto; e nem sou tão conhecido assim. Se alguém, no entanto, quiser escrever algo a respeito será bem-vindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Kaya foi ao Centro comprar um "sortidinho" básico pra Clarissa. Sortidinho era o que eu imaginava. Voltou com mais da metade da loja dentro de cinco enormes sacolas. Tive que descer para ajudá-la a subir com as "necessidades básicas", nas palavras dela. A vida nos reserva surpresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém já viu os olhos de uma mulher brilharem de felicidade? De pura realização? Quem já viu sabe. É algo que não se descreve com palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pra mim o dia das mães é hoje. Hoje eu vi o que é ser mãe&lt;/strong&gt;. E me senti parte disso. Descobri uma das razões pelas quais encarnei nessa vida: ser veículo. Ser o veículo que transporta alguém para a realização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sejamos rasos, por favor. Não é pelas compras. É mais que isso, óbvio. Enquanto escrevo esse post ela está lá, guardando tudo. Peça por peça. A cada uma ela me chama: "Afonso, olha que lindo isso aqui"; "Afonso, precisamos comprar mais cabides"; "Afonso, pega isso, sente a fofura"; e por aí vai. Coisas que só mãe sabe. Eu não sei, só vejo os olhos brilhando. É o que me basta para chegar no céu e, se São Pedro me perguntar o que fiz para merecer entrar no céu, responder: eu vi os olhos dela brilhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem já viu os olhos de uma mulher brilhando: &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;feliz dia das mães&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111548901167516481?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111548901167516481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111548901167516481&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111548901167516481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111548901167516481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/dia-das-mes-as-fases-da-vida-e-outros.html' title='Dia das mães, as fases da vida e outros assuntos'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111548471800023666</id><published>2005-05-07T13:43:00.000-03:00</published><updated>2005-05-07T13:51:58.006-03:00</updated><title type='text'>Um grande problema</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês viram que no mês passado o papel higiênico Neve vinha em uma embalagem contendo uma lata de presente? Em quatro cores: vermelho, azul, amarelo e verde? Pois é, comprei todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Afonso?&lt;br /&gt;- O quê, Kaya?&lt;br /&gt;- Pra quê ficar guardando esse monte de latas?&lt;br /&gt;- Um dia eu acho alguma utilidade pra elas! "Quem tudo guarda, sempre tem quando precisa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(obs. importante: acho que tenho TOC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As quatro latas estão me olhando, o que significa que estou com um grande problema: o que guardar nas latas do Neve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(continuo fugindo de arrumar o escritório)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111548471800023666?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111548471800023666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111548471800023666&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111548471800023666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111548471800023666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/um-grande-problema.html' title='Um grande problema'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111548276692331127</id><published>2005-05-07T12:47:00.000-03:00</published><updated>2005-05-07T13:19:27.090-03:00</updated><title type='text'>A palavra mais poderosa</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a palavra mais poderosa que existe nas línguas humanas? Pra mim é a palavra &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;NÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as outras palavras causam efeitos que podem apresentar nuances.  &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Não&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, destrói ou constrói. Não tem meio termo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é o desafio que faz crescer a liberdade, mas também faz crescer o medo. O &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; mobiliza, mas também imobiliza. O &lt;strong&gt;sim&lt;/strong&gt; é dúbio; o sim traz implícito a possibilidade do não. O &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, não. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Não&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;! E pronto. Diga &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; a uma criança e duas coisas podem resultar: um adulto livre ou uma eterna criança. Os Dez Mandamentos podem ser reduzidos a apenas um &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Não&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uns, a frase "&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; vais conseguir" significa um desafio a ser vencido, e dele nascem as descobertas, as invenções, a evolução da humanidade; para outros, significa o fim da existência, significa viver feito zubis pela eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito já se falou e escreveu sobre o &lt;strong&gt;poder&lt;/strong&gt;. Muitos adjetivos são colocados após, na tentativa de explicá-lo: poder econômico, poder hierárquico, poder familiar, etc. Mas o verdadeiro poder só possui quem pode fazer valer um &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;NÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O resto é ilusão de poder. Por isso as mulheres são poderosas: somente elas podem dizer "&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;não &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;quero&lt;/span&gt;". E esse não destrói ou contrói. Ou nos transformamos para entender o não, ou estupramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi um milhão de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;nãos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; dos meus pais. Disse quinhentos mil &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;nãos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; para minha primeira filha. Espero poder dizer alguns poucos apenas para a Clarissa. Somente aqueles que a façam ser um ser humano íntegro e que desafie a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111548276692331127?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111548276692331127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111548276692331127&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111548276692331127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111548276692331127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/palavra-mais-poderosa.html' title='A palavra mais poderosa'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111547653912529569</id><published>2005-05-07T11:14:00.000-03:00</published><updated>2005-05-07T11:35:39.213-03:00</updated><title type='text'>Primeira Lei do Chato</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Primeira Lei do Chato:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Quanto maior o número de caixas disponíveis em um supermercado maior a probabilidade de você entrar naquela que mais vai demorar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário à Primeira Lei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou achando o livro, em meio à bagunça instalada no meu escritório, mas tenho quase certeza de que a Primeira Lei do Chato é um caso particular de uma Lei de Murphy. Não adianta ficar desfilando na frente dos caixas, olhando os carrinhos em busca do menos cheio para entrar na fila. Sempre vai ter alguém que, ou esqueceu de pesar alguma coisa, ou alguma velhinha (nada contra, mas...) contando as moedinhas, ou reclamando que o preço da prateleira está diferente, ou, como me aconteceu agora há pouco, o babaca não viu que o cartão estava vencido. O que naquela primeira olhada parecia levar dois minutos, transforma-se em meia hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111547653912529569?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111547653912529569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111547653912529569&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111547653912529569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111547653912529569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/primeira-lei-do-chato.html' title='Primeira Lei do Chato'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111547214419326332</id><published>2005-05-07T10:02:00.000-03:00</published><updated>2005-05-07T10:22:24.290-03:00</updated><title type='text'>O Chato também é babaca</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa aconteceu comigo ontem. Quem disse que o cigarro não mata? Pois quase me matou ontem. Parei num posto (o Ipiranga da Silva Só, pra quem é de POA se localizar) para colocar duas merrecas de gasolina, suficiente para uns dois dias. Chamei o frentista, fiz o pedido, saí do carro e fui na lojinha comprar cigarro. Mui belo e faceiro. O frentista colocou a mangueira no tanque e foi atender outros fregueses. Até aí nada de mais, pois estou acostumado a fazer isso. O problema é que, quando saí da lojinha, meu carro estava andando sozinho (o posto fica num declive).  Corri para a frente do carro e tentei segurá-lo. Nesse meio tempo, o frentista se deu conta do que estava ocorrendo e, mais preocupado com o posto do que comigo, começou a puxar a mangueira. E eu ali tentando segurar o carro e ele quase me atropelando. Finalmente os outros fregueses também viram o que estava ocorrrendo e vieram me ajudar. Conseguimos parar o carro antes que ele entrasse na lojinha, depois de passar por cima de mim. Na pressa de satisfazer o vício esqueci de puxar o freio de mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: nunca confie num frentista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111547214419326332?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111547214419326332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111547214419326332&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111547214419326332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111547214419326332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/o-chato-tambm-babaca.html' title='O Chato também é babaca'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111542335260286442</id><published>2005-05-06T20:17:00.000-03:00</published><updated>2005-05-06T21:26:41.813-03:00</updated><title type='text'>Fim de semana</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findi por aeee, e eu aqui. Cheio de coisas para fazer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) duas monografias em andamento: livros e mais livros para ler. Fichas não, porque não faço fichas de leitura. Questão de princípio;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Setecentas páginas de dois processos para ler e preparar dois votos para terça-feira (uau, quem lê, assim, até pensa que sou desembargador. Não, apenas sou da comissão que avalia servidores em estágio probatório para votar pela permanência ou não no serviço público. É um "julgar administrativo", mas, como qualquer outro, envolve a &lt;strong&gt;vida&lt;/strong&gt; das pessoas);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Três trabalhos da esp da FGV (lá eles chamam de MBA. Bonitinho, não?);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) A patroa quer atenção (e desejos de grávidas a gente não recusa satisfazer. Tem aquela história de que a criança nasce com a cara do desejo insatisfeito. Já imaginou se a Clarissa sair com a minha cara? Tadinha, ela não merece!);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Arrumar o escritório que está virado de pernas pro ar. Não tenho o hábito de tirar as coisas (livros, revistas, papéis, etc.) do lugar e colocá-las de volta. Simplesmente vou empilhando tudo em cima da mesa. Como na mesa não há mais espaço, comecei a ocupar as cadeiras e, o que é pior, a mesa da Kaya. Resultado: estou espremido num cantinho pra escrever esse post e já levei umas dez broncas dela, só nessa semana. Prometi que arrumaria tudo no fim de semana. Como me julgo um pouco inteligente, minha promessa não especificou em &lt;strong&gt;qual&lt;/strong&gt; fim de semana. Como ela sabe que é mais inteligente do que eu, já decretou: "desse fim de semana não passa!". Como ela foi tão genérica como eu, é melhor não facilitar e arrumar tudo. Vá que ela esteja se referindo ao casamento. (putz, cinco "como" num só parágrafo. Devo estar com fome... substituam quatro deles por "considerando");&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Comer os dez bifes à milanesa que pedi para a Leo (cozinheira / empregada / secretária / vaiacabarfazendotudonessacasa/inclusivearrumandoaminhamesa) fazer. Tá, descobri porque escrevi tantos "como" no item 5;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Tomar as minhas Skol e fumar meus cigarrinhos enquanto não crio vergonha na cara e largo os dois (é, pretendo morrer cheio de saúde!);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Ficar lendo os blogs de quem costuma escrever posts no fim de semana (como - de novo! -, são poucos, vou procurar alguns novos);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Molhar a minha floresta pessoal (é uma floresta mesmo. São seis metros de sacada tapados de plantas). Depois de uma semana sem chuva as coitadinhas estão literalmente "pedindo água";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) VETADO. (Razões do veto: &lt;a href="http://afonsochato.blogspot.com/2005/04/cdigo-do-chato-comentado.html"&gt;artigo 8º do Código do Chato&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem o que eu vou fazer? Ficar postando um monte de chatisses. Só isso e dar atenção pra patroa (assim ela esquece da arrumação do escritório, hehehehe).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111542335260286442?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111542335260286442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111542335260286442&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111542335260286442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111542335260286442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/fim-de-semana.html' title='Fim de semana'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111537721825063248</id><published>2005-05-06T07:42:00.000-03:00</published><updated>2005-05-06T08:00:18.340-03:00</updated><title type='text'>Seria triste, não fosse hilário II</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ultimainstancia.ig.com.br/noticias/ler_noticia.php?idNoticia=14602"&gt;Justiça de Minas condena viúva a pagar indenização para amante do marido.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o caso de ontem. Estudantes, entre eles dois de Direito, foram indiciados por maus tratos (art. 32 da Lei 9.605/98) pelo que fizeram com a cadelinha Preta, lá em Pelotas. O hilário da situação é que um dos estudantes, &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;amp;edition=3775&amp;template=&amp;amp;start=1&amp;section=&amp;amp;source=a842824.xml&amp;channel=9&amp;amp;id=&amp;titanterior=&amp;amp;content=&amp;menu=23&amp;amp;themeid=&amp;sectionid=&amp;amp;suppid=&amp;fromdate=&amp;amp;todate=&amp;modovisual="&gt;que não participou do crime&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, mas que, no entanto, pra livrar a cara dos amigos, foi lá e disse que tinha sido ele (afinal, o crime é dos chamados de menor potencial ofensivo e quase sempre resulta numa "cesta básica"). Tadinho, acabou sendo indiciado por falso testemunho. Pode pegar de dois a quatro anos de reclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá. Os que mataram uma cadelinha podem se livrar com uma cesta básica (a depender do posicionamento do Ministério Público) ou no máximo pegar um ano mais multa. O outro, que só disse uma mentirinha (???) pode pegar quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legal, mentir é pior que esquartejar um animal. Seria triste não fosse hilário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111537721825063248?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111537721825063248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111537721825063248&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111537721825063248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111537721825063248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/seria-triste-no-fosse-hilrio-ii.html' title='Seria triste, não fosse hilário II'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111533303944818237</id><published>2005-05-05T19:34:00.000-03:00</published><updated>2005-05-06T07:32:52.673-03:00</updated><title type='text'>A cadela Preta e as mulheres</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordei um pouco tarde e não tive tempo de postar algo que queria, pela manhã. Pensei: à noite, com calma eu escrevo. Que nada. O assunto era sobre a polícia de Pelotas ter indiciado quatro &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;estudantes de Direito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; envolvidos com a morte da cadela Preta, fato que, ESPERO, todos ainda se lembrem. O indiciamento apresenta detalhes dígnos de um comentário. Mas, Deus fez as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pelas mulheres os homens quebram todos os códigos; matam até. Não é o meu caso, embora os fatos do dia de trabalho tenham me deixado com vontade de matar uns dois ou três, metaforicamente é claro (será?). Mas, Deus fez as mulheres . E a &lt;a href="http://luzdeluma.blogspot.com/2005/05/cadeia-de-literatura.html"&gt;Luma&lt;/a&gt; vai me fazer quebrar uma regra do Código do Chato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Art. 6º - O Chato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I- lê muito, mas não vai ficar fazendo listas de livros preferidos e nem análises literárias. Entende que para isso existem os especialistas;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer quando uma mulher diz que está curiosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Sair de fininho, fazendo de conta que não era comigo?&lt;br /&gt;b) Chamar a mamãe, embora a minha mãe também seja mulher?&lt;br /&gt;c) Pedir ajuda aos universitários?&lt;br /&gt;d) Aparecer aqui somente depois de uma semana dizendo que o computador estava quebrado?&lt;br /&gt;e) alguém sabe porque os testes só tem cinco alternativas pra gente escolher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, esgotei minha capacidade de ficar enrolando. Aí vão, então, minhas respostas. Não sem antes dizer que: pô, pelo menos alguém sentiu curiosidade. Gracias Luma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não li. Do Bradbury só li Contos Marcianos, que é o que tenho (aliás, tinha, pois doei, junto com outros quarenta livros, para uma escola). Também não entendi porque começar com esse, como se fosse a melhor obra do mundo (até pode ser. Como não li, não sei). Vá lá, por algum tinha que começar, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(PS: tá, fui procurar uma resenha. Não queria ser nenhum).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Já alguma vez ficaste apanhadinho (a) por um personagem de ficção?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Por vários até. Mas se tenho que selecionar um, diria que Werther.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Qual foi o último livro que compraste?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois anos que só compro livros técnicos. Ontem comprei "Imagens da Organização", do Gareth Morgan. Pode ser? De não-técnicos, os últimos foram "A Arte da Felicidade" do Dalai Lama e "O Homem Duplicado" do Saramago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Qual o último livro que leste?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos não-técnicos, foi uma grande besteira que ganhei de aniversário, há dois anos: "Por que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor?", de Allan e Barbara Pease. Sem comentários que tenho até vergonha de dizer que li uma b.... dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. Que livro estás a ler?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, já disse que só ando lendo livros técnicos. Mas valeu a pergunta. Tá na hora de parar um pouco e ler algo mais suave. Vou escolher algum. Sugestões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vou dar uma interpretação extensiva à pergunta: não livros, conjunto de livros. Autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) O Senhor dos Anéis. Todos os livros do senhor J. R. R. Tolkien.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais intelectuais podem falar de outras obras, mas esse cara, pra mim, é simplesmente genial. Li a obra, pela primeira vez, quando sequer era conhecida aqui no Brasil. É daqueles livros que a gente entra nele e não sai nunca mais. Já reli sete vezes e a cada vez descubro algo novo. Do filme nem se fala. Tenho os três e vejo e revejo com freqüência. Os Cds também tenho e escuto sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Os livros (são 7) da série iniciada com "Duna", do Frank Herbert (já virou filme, também. Aliás, junto com "O Senhor dos Anéis", um dos poucos filmes que vi que é fiel ao livro). É a melhor análise sócio-política-econômica que ja vi com o recurso da ficção científica e sem a frescura de BB e queima de livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Todos, mas absolutamente todos os livros do Isaac Asimov (fala sério, "Eu, Robô" é uma verdadeira avacalhação, em termos de filme, de uma obra literária. Claro, eles dizem "baseado na obra ...". ). Leiam toda a série "Fundação". Quem pensa que George Lucas foi original com a série "Guerra nas Estrelas", deveria ler Asimov. É dele, originalmente, a idéia de um Império Galáctico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pequena observação sobre esses três autores. Tá certo, falam do Bradbury. Mas acho que não leram quase nada desses três aí (à exceção do Tolkien, que virou moda). O Frank Herbert, sei bem que é um autor conhecido apenas por aficcionados por ficção científica. No entanto, os três foram quase deuses quando contruíram seus mundos. Tolkien um mundo num passado remoto, Herbert e Asimov um mundo num futuro remoto. Mundos completos. Se Bradbury contruiu um mundo (claro que fui dar uma espiadinha antes) conseqüência da época dele (a exemplo de Orwell), os outros dois criaram seus próprios mundos para analisar o nosso mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Todos os livros do Maurice Lebranc, contando as aventuras do Arséne Lupin (O Ladrão de Casaca já virou filme também).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5)A primeira edição (a única decente que lançaram) da coleção "Os Pensadores", pra não esquecer como é a humanidade no tempo que vivo. Todos eles (assim dá pra passar vários anos nessa tal ilha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e por quê?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho poucos amigos na blogosfera. Estou construindo despacito o meu espaço nesse mundo. E se consigo isso é mais por graça de identificações que a gente não sabe explicar (costumamos chamar de empatia) do que por número de leitores. Assim que, me abstenho de indicar alguém. Mesmo porque, todos os blogs que acompanho diariamente já responderam ao questionário. Vou ficar devendo essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma última observação de caráter extremamente pessoal. Tive três encarnações, que me lembre: a primeira, na época descrita pelo Tolkien; a terceira, na época descrita pelo Asimov e pelo Herbert; a segunda, nessa pasmaceira indefinida que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorry, Luma. Mas Deus fez as mulheres para não ficar sozinho numa ilha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111533303944818237?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111533303944818237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111533303944818237&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111533303944818237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111533303944818237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/cadela-preta-e-as-mulheres.html' title='A cadela Preta e as mulheres'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111525622832651782</id><published>2005-05-04T21:37:00.000-03:00</published><updated>2005-05-04T22:49:02.586-03:00</updated><title type='text'>Escritor</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa nem precisa ir no Aurélio ou no Houaiss. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor é quem escreve. &lt;br /&gt;Ora, eu escrevo. &lt;br /&gt;Logo, sou escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brilhante! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consigo produzir laudas e mais laudas de um assunto tão enfadonho que só algumas queridas leitoras e o &lt;a href="http://maricatu.zip.net/"&gt;Edu&lt;/a&gt; - talvez por compaixão - se deram ao trabalho de fazer breves comentários. Aleluia, Jesus! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem UM amigo tem o mundo. &lt;br /&gt;Ora, eu já tenho mais de UM, &lt;br /&gt;Logo, tenho vários mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não me torna um ESCRITOR, daqueles com letra maiúscula mesmo. Nos meus idos de adolescente resolvi participar de um concurso de contos do colégio onde estudava. Aviso: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo fazer a barba com plaina e meu pós-barba e JIMO CUPIM.&lt;br /&gt;Ora, plaina e Jimo Cupim são para madeira.&lt;br /&gt;Logo, sou um baita cara de pau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso arde pra burro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com essa carinha que mamãe me deu tirei o terceiro lugar - e não me perguntem como, pois não vou dizer que só três se inscreveram. Merecido, diga-se de passagem. Poderia ter sido desclassificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali por diante descobri que o meu negócio eram os relatórios técnicos, &lt;em&gt;papers&lt;/em&gt;, monografias e dissertações (tese nem pensar). Agora o blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que surge, no horizonte após o imenso Atlântico, uma nova oportunidade (tá lá na &lt;a href="http://flabbergasted.blogspot.com/"&gt;Meg&lt;/a&gt;):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://milmaisuma.leiturascom.net/"&gt;&lt;img src="http://leiturascom.net/arquivo/microc2.JPG"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um concurso de micro-contos. Agora achei algo compatível comigo: micro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento? Não tento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tenta é tentação.&lt;br /&gt;Ora, eu vou tentar.&lt;br /&gt;Logo, eu sou uma tentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uau!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111525622832651782?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111525622832651782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111525622832651782&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111525622832651782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111525622832651782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/escritor.html' title='Escritor'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111520312053162908</id><published>2005-05-04T07:34:00.000-03:00</published><updated>2005-05-04T07:38:40.536-03:00</updated><title type='text'>Conflito de gerações</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Kaya?&lt;br /&gt;-Sim?&lt;br /&gt;- Nós temos um problema apenas.&lt;br /&gt;- E qual é?&lt;br /&gt;- Tu casaste com um homem do século XXI e eu com uma mulher do século XIX!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(depois dela dizer que eu &lt;strong&gt;só&lt;/strong&gt; vejo o mundo pela internet...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111520312053162908?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111520312053162908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111520312053162908&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111520312053162908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111520312053162908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/conflito-de-geraes.html' title='Conflito de gerações'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111516034696955052</id><published>2005-05-03T19:22:00.000-03:00</published><updated>2005-05-03T23:29:11.026-03:00</updated><title type='text'>O modelo neo-liberal de estado</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá chato, né? Êta assuntinho sem graça! Que fazer? Acho que amanhã consigo acabar. Paciência, caríssimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de continuar, uma pequena explicação sobre a colocação "o monstro que, mais tarde, viraria contra seu criador". Os EUA não investiram diretamente em todos os países asiáticos. Fizeram via aporte de capital no Japão que, este sim, investia os dólares recebidos nos demais países. Todos lembram dos famosos "efeitos" que aconteceram na década de 90. Por aqui, chamamos um deles de "efeito Orloff", logo após a quebradeira da Rússia, dos países asiáticos e da Argentina. Onde começou? Começou com os japoneses quase que literalmente comprando os EUA. Primeiro foi a indústria do entretenimento; depois inundaram as ruas americanas com os carros japoneses (fizeram até um filme-sátira sobre isso) e o detalhe é que tudo isso feito com o dinheiro que os próprios EUA haviam colocado lá. Os tigres viraram gatinhos e os EUA empanturrados de japoneses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, fora isso, continuamos com a seqüência dos posts: primeiro &lt;a href="http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/dia-do-trabalhador-e-bem-comum.html"&gt;esse&lt;/a&gt; e depois &lt;a href="http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/bem-comum-e-servio-pblico.html"&gt;esse&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bresserpereira.org.br/"&gt;Luiz Carlos Bresser-Pereira&lt;/a&gt; foi ministro da Administração e Reforma do Estado - MARE, no governo do presidente FHC. Em 1995 lança as bases do que chamou de "Reforma Gerencial do Estado". A concepção técnica do projeto, nas questões que diziam respeito às questões tipicamene de administração, sem dúvida são boas e utilizadas em vários países do mundo. Introduz-se fortemente as questões de planejamento, orçamento e controle. Era necessário, para sucesso do plano real, que o Estado controlasse o seu déficit, maior alimento, à época, do dragão da inflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano, no entanto, não era puramente técnico, ou gerencial como queriam. Trazia um forte componente ideológico: o veljo estado mínimo do liberalismo sob novas roupagens globalizadas: o neo-liberalismo. Havia que tirar o estado do mercado. E aí começaram as políticas econômicas e gerenciais, infelizmente ainda praticadas por um governo composto por pessoas que passaram boas décadas lutando contra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A base do pensamento é simples. Trata-se de aplicar, ao Estado, os conceitos originários da iniciativa privada. A grande preocupação da iniciativa privada é a &lt;strong&gt;eficiência&lt;/strong&gt; e não a &lt;strong&gt;eficácia&lt;/strong&gt;. A eficácia diz com a realização ou não, dos objetivos propostos. A eficiência tem a ver com a realização dos objetivos, &lt;strong&gt;mas com o menor custo possível&lt;/strong&gt;, seja lá qual for a medida que se adote como parâmetro de custo. (quem mata uma barata despejando sobre ela um tudo de mata-baratas é eficaz; quem mata a mesma barata com um chinelada é eficiente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eficiência se aplica a processos padronizados, onde é possível medir a quantidade de insumos versos produtos resultantes desse insumo. Eficiente é quem produz dentro dos padrões estabelecidos ou, até, supera esses padrões. A grande sacada do modelo foi "decobrir" que os processos de administração pública não são padronizados, possuem uma característica a que chamam de "discricionariedade". Discricionariedade tem a ver com necessidade, oportunidade e conveniência. O administrador público deve fazer (necessidade definida em lei), mas fará quando achar conveniente e oportuno. Esse tipo de processo é um processo que ou é eficaz ou não: ou faz ou não faz. Não há preocupação, aqui, com a eficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem. O modelo, então, adota a seguinte premissa: devemos tirar do estado aqueles processos que buscam a eficiência (tipicamente funções econômicas) e entregá-las para quem sabe fazê-las direito: a inciativa privada. Ao Estado deixamos apenas os processos com características de eficácia: os processos políticos. Cria-se o conceito de "funções tipicamente estatais", que são aquelas sobre as quais não se pode incidir mecanismos de controle de eficiência. Tecnicamente perfeito. Mas há um custo para isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo divide o campo de atuação pública em três esferas: (1) as funções de estado; (2) as funções que, embora públicas, deveriam ser executadas pela iniciativa privada (surgem as OSCIPs e as ONGs) e, (3) uma nova função, necessária ao controle do que estava sendo repassado para a iniciativa privada: surgem as agências reguladoras (aqui surge mais um erro histórico: assim como em 1891 copiamos o modelo presidencialista americano, copiamos pura e simplesmente o modelo de agências regulardoras deles.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OSCIPs, para quem ainda não conhecia, são as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, ou simplesmente Organizações Sociais, criadas pela lei 9.790 de 23 de março de 1999. (quem é filho de professores universitários federais deve conhecer, pois as universidades foram o primeiro alvo das tentativas do governo em implantar as Organizações Sociais. Só isso já dá uma série de posts).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui está a questão: se antes o meu imposto servia para pagar o salário de um servidor, agora ele serve para pagar o lucro embutido nas OSCIPs. Por quê? Porque as OSCIPs atuam na área da eficiência e eficiência gera lucro, coisa que o estado não poderia ter. Disfarçadas sobre o manto de "organizações sem fins lucrativos", mas que, no entanto, devem remunerar seus "trabalhadores", as OSCIPs deveriam transferir para a inciativa privada todos os servidores públicos ligados àquelas funções que não eram tipicamente estatais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que o modelo ainda não "pegou". As categorias públicas agarram-se ao único "pincel" disponível: a legislação. Não seja por isso, criamos o chamado "emprego público" e mudamos a legislação, diz o modelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reforma da Constituição (EC n.º 19/98) acaba com a estabilidade automática: para tornar-se estável o servidor deverá passar por uma avaliação, além de aumentarem o período de dois para três anos. A reforma da previdência tenta dar uma última marretada: busca acabar com a prividência oficial, jogando os servidores para a previdência privada (modelo chileno); tira a equiparação dos aposentados ao pessoal da ativa e a integralidade da aposentadoria. Criam a avaliação pós-estabilidade permitindo a dispensa a qualquer momento (no fundo, isso significa a derrubada da estabilidade. Ninguém mais é estável no serviço público). Por quê tudo isso? Porque é necessário deixar o estado apenas com as chamadas "carreiras de estado". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mas o que tudo isso tem a ver com o atendente do INSS "arrogante"? Pra bom entendedor meio post serve (não esquecendo que um blog não é propício para a defesa de teses e que todo resumo peca por ser um resumo). Em todos os casos, continuamos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111516034696955052?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111516034696955052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111516034696955052&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111516034696955052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111516034696955052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/o-modelo-neo-liberal-de-estado.html' title='O modelo neo-liberal de estado'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111511727043371729</id><published>2005-05-03T07:34:00.000-03:00</published><updated>2005-05-03T08:00:11.616-03:00</updated><title type='text'>Serviço público e orçamento social</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar por falar é fácil. Tentar ter um pouco de razão dá trabalho. Tem que ler e pesquisar. Pena que muita gente prefere sair repetindo as notícias veiculadas pela mídia sem sequer parar para verificar os reais fundamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando o tema do servidor público, muito se disse o ano passado, por ocasião da reforma da previdência, que os gastos com a aposentadoria dos servidores públicos esvaziavam as burras da fazenda. Com isso queriam tirar a aposentadoria integral e outros benefícios consquistados. Como já disse, tentam fazer do servidor público o bode expiatório do Brasil. Pois bem, está lá no site do &lt;a href="http://www.fazenda.gov.br/"&gt;Ministerio da Fazenda&lt;/a&gt;, publicado ontem, o &lt;strong&gt;Relatório do Orçamento Social do Governo Federal 2001-2004,&lt;/strong&gt; para quem tem o hábito de tentar ter razão no que fala ou escreve. Em meio ao relatório encontramos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"7. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nos últimos anos, o aumento das despesas previdenciárias se concentrou principalmente no Regime Geral da Previdência Social (INSS).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; De 1998 para 2004, o gasto com benefícios do INSS cresceu quase 1,7% do PIB, passando de 5,6% para 7,3%. Ao mesmo tempo, as receitas desse sistema têm se mantido relativamente estáveis – ligeiramente acima de 5% do PIB –, de forma que o déficit previdenciário do RGPS subiu de 0,8% do PIB em 1998 para 1,8% em 2004."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o próprio governo que admite: não são as aposentadorias pagas aos servidores públicos o grande mal desse país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro relatório - &lt;a href="http://www.stn.fazenda.gov.br/hp/downloads/sobre_pessoal.pdf"&gt;Pessoal e encargos sociais da União&lt;/a&gt;, também publicado ontem, lê-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Continua havendo gradual diminuição do número de servidores ativos como proporção da população geral (salvo pelo efeito da variação do contingente do serviço militar em 2002, explicado a seguir). &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Por outro lado, o  peso dos inativos e pensionistas não diminui, mantendo-se o número destes  beneficiários estável como proporção da população geral.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que a nossa mídia suja não faça alarde sobre isso. Leiam os relatórios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111511727043371729?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111511727043371729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111511727043371729&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111511727043371729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111511727043371729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/servio-pblico-e-oramento-social.html' title='Serviço público e orçamento social'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111503402990088874</id><published>2005-05-02T08:34:00.000-03:00</published><updated>2005-05-02T21:11:26.590-03:00</updated><title type='text'>Bem comum e serviço público</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seqüência ao &lt;a href="http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/dia-do-trabalhador-e-bem-comum.html"&gt;post anterior&lt;/a&gt; - onde colocava a questão do que seja o bem comum, coloquei que o bem comum é o bem de todos naquilo que todos temos em comum - a questão que se coloca imediatamente é estabelecer &lt;strong&gt;o que, realmente, todos temos em comum&lt;/strong&gt; para, ao depois, verificar como realizar esse bem comum e, a partir daí, a inserção do servidor público como agente dessa realização ou, como tem sido visto, o agente da sua &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; realização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas premissas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Esse texto (em vários posts) não será um tratado de administração (gestão) pública e menos ainda de teoria do estado.  A questão da passagem do estado feudal para o moderno estado democrático de direito, com passagem pelos estados liberal e do bem-estar social; a questão da ótica econômica, do estado patrimonialista ao estado neo-liberal de hoje, passando pela burocracia weberiana. Parto do pressuposto que essas questões sejam do conhecimento de quem se disponha a ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. As questões de filosofia que venham a ser tratadas, principalmente no tocante à ética, definições e diferenças entre esta e moral, também pressupõe o conhecimento prévio das correntes filosóficas que tratam do assunto e já foram citadas no post anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O objetivo é prático.  Visa contribuir para a desestigmatização do servidor público, eterno bode expiatório das culpas sociais. De teorias e modelos já temos o bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pano de fundo, no estabelecimento daquilo que todos temos em comum, convém lembrar, resumidamente, qual é o atual modelo de estado em voga no Brasil e em alguns países do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez os fenômenos modernos que mais tenham produzido mudanças no mundo, tenham sido as conhecidas crises do petróleo (1973 e 1979). Que mudanças foram essas? Principalmente uma: as grandes corporações econômicas, todas dependentes do petróleo (automobilística, petroquímica e farmacêutica, dentre outras), descobriram que estavam dependentes de mercados restritos demais. Não teriam forças para enfrentar uma supressão, ou controle, da matéria-prima de seus produtos. A estratégia desenvolvida foi a de ampliar os mercados e, com isso, gerar uma crescente necessidade da matéria-prima. A OPEP não resistiria ao apelo de manter a produção nos níveis e preços exigidos, não pelas corporações ou países, mas do mercado. E têm início os fenômenos da globalização e da mundialização. Fenômenos tipicamente econômicos: a demanda gera a oferta. O jogo político mais uma vez submete-se às regras do jogo econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que uma expansão de mercados só poderia dar-se em países considerados "em desenvolvimento" (mercado significa renda para consumo). Nestes, no entanto, encontram um problema: estão fechados. A América Latina, dentre eles o maior possível mercado, o Brasil, ainda se encontrava sob o manto de ditaduras militares. O bloco comunista, liderado pela ex-URSS e a China, nem pensar; restavam os países do oriente, desprovidos que eram de proteções. Os EUA injetam (investem) consideráveis somas de dólares para a ampliação de um mercado (aqui nasce outro fenômeno: a volatização do mercado - em vez de produtos, é o capital que começa a circular) estimado em mais de 150 milhões de consumidores potenciais. Nascem os "Tigres Asiáticos". Via Japão, os EUA ajudam a desenvolver o monstro que, mais tarde, viraria contra seu criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí nada de mais. É apenas um pouco da história conhecida por todos. O grande sacada é a forma de conseguir a abertura dos mercados latino-americanos. E aí entra o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma série de políticas erradas e mal conduzidas: reserva de mercado para a informática; manutenção dos preços internos dos derivados do petróleo entre as duas crises; "boom" da década de 70 com crescimento anômalo do PIB - o mundo crescia a uma taxa de 2% a 3% ao ano, enquanto o Brasil seguia no ritmo de 8% a 10% ["esse é um país que vai pra frente, ou ou ou ouoooo"]; restrições à importação de bens de capital juntamente com os chamados "supérfluos"; políticas de congelamento de preços (os famosos "planos"), colocam o Brasil à margem do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fenômeno Collor: além da espoliação do povo, abertura. Abrem-se as comportas da economia brasileira sob o pretexto da modernização: cai a reserva de mercado, cai a proibição de importações e acabamos por comprar qualquer bugiganga vinda dos Tigres Asiáticos e da China; os oligopólios brasileiros tomam conta definitivamente da política econômica do país e por aí vai (o problema do Collor é que ele resolveu que deveriam existir dois estados: um patrimonialista, para ele e o seus, e outro para a globalização. Cobrou seu preço, levou, mas foi demitido). Mas persistia um grande problema: o estado. Era preciso tirar o estado do caminho da abertura. Liderados pelo então ministro Bresser Pereira, o Brasil finalmente importava o modelo neo-liberal de estado imposto pelo "demônio" do FMI (exorcizado pelo atual governo, pasmem as viúvas que passaram décadas carregando bandeiras contra o FMI. Do que vão reclamar agora?). E aqui começam os problemas do serviço público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa para o próximo post, que esse até eu já cansei de ler e reler para ver se não tem erros. Amanhã, o modelo neo-liberal em voga no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas uma pequena observação: o que foi resumido no post poderá conter erros ou falhas por omissão de aspectos que possam ser considerados mais importantes dos que os citados. Qualquer contribuição será bem vinda e, se for o caso, o erro ou a falha serão corridos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111503402990088874?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111503402990088874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111503402990088874&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111503402990088874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111503402990088874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/bem-comum-e-servio-pblico.html' title='Bem comum e serviço público'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111496517573523161</id><published>2005-05-01T13:09:00.000-03:00</published><updated>2005-05-01T18:54:27.810-03:00</updated><title type='text'>Dia do trabalhador e Bem comum</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi um conceito no curso de Direito que diz ser o Bem Comum "o bem de todos naquilo que todos temos em comum".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Aristóteles (virtude) a Kant (dever), o problema de estabelecer o que seja o bem comum ainda não foi resolvido. Confesso que perdi um pouco o contato com os pensadores do século XX, para saber se algum resolveu enfrentar o problema da ética na contemporaneidade. O tema volta à pauta dos debates em função das questões ligadas a chamada bioética e ao biodireito, ambos ligados às essenciais questões da preservação e da dignidade da vida humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro está que, tanto Aristóteles, quanto Kant, ou mesmo os utilitaristas, sozinhos não podem nos apresentar soluções, posto que à epoca tais problemas não existiam. Fico a imaginar o que diriam frente à clonagem humana, por exemplo. Também não podemos ignorá-los, pura e simplesmente, com essa alegação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente o Brasil está a enfrentar um problema muito mais básico que esse, embora concomitante e, por ser concomitante aos problemas da vida humana, parece estar sendo relegado à segundo plano quando se fala de ética e de bem comum: o Estado Democrático de Direito e sua manifestação no mundo concreto, o serviço público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa semana que se segue pretendo entrar no assunto, até porque li (e confesso que não lembro onde. Vide &amp;#167; 3º do art 4º do Código do Chato) em um dos tantos blogs que visito, alguém referindo-se à "arrogância de um funcionário público".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é sério. O serviço público brasileiro nunca foi analisado de forma séria. Se por um lado temos inúmeras publicações que tratam do problema no nível meramente teórico (a ver as doutrinas jurídicas do Direito Administrativo; as doutrinas econômicas do Estado Mínimo; as doutrinas políticas ou politiqueiras e os sérios, porém inoperantes e hoje desprezados, estudos do ex-ministro Bresser Pereira, que tentaram transplantar o chamado "modelo de Chicago", via Banco Mundial, para o Brasil) e que, como tal, não resolvem o problema; por outro, carecemos de estudos que possam conduzir a uma prática ética do serviço público. As poucas tentativas pecam por tentar aplicar os modelos empresariais de administração ao serviço público. Exemplos recentes estamos vendo nos governos dos estados de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul e na Prefeitura de Porto Alegre, que, a exemplo do governo do Estado, contratou a mesma consultoria (de Minas Gerais, diga-se de passagem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, para um domingo, dia do trabalhador, parece estar de bom tamanho. Fica um trecho do artigo "&lt;a href="http://www.bioetica.ufrgs.br/eticacon.htm"&gt;Ética na Contemporaneidade&lt;/a&gt;", do professor do Dep. de Filosofia da UFRGS, Dr. Alvaro L. M. Valls, encontrado no site que referencio a seguir, onde ele faz um apanhado de três correntes filosóficas que se preocupam com a ética: Aristóteles, Kant e os utilitaristas; e a pergunta, se alguém quiser se manisfestar antes de eu prosseguir: o que é bem comum? E não esquecendo: funcionário (ou servidor) público, embora muitos não acreditem, TRABALHA. (o problema é outro...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"O ponto comum destas três concepções éticas é que elas se situam numa posição intermediária entre, por um lado, as morais religiosas ou tradicionais, que poderíamos chamar dogmáticas, isto é, que contém explicitamente preceitos revelados, quer por uma divindade transcendente, quer pela força da tradição histórica, e, por outro lado, as atitudes que poderíamos chamar infra-éticas. Atitudes infra-éticas apresentam, por exemplo, aquelas pessoas que não vivem, ao menos conscientemente, ao nível ético da escolha do “bom”, do “bem”, do “agir bem” ou do “bem comum”. São pessoas que buscam simplesmente o prazer, ou o poder, ou o proveito pessoal, ou as vantagens econômico-financeiras, em todas as ocasiões. Também poderíamos chamar de atitude infra-ética, embora não de “amoral” aquele comportamento motivado apenas por sentimentos, supostamente bons. O sentimento moral ou o “moral sense” não constitui uma base filosoficamente respeitada como suficiente. O mesmo vale para os que defendem valores puramente tradicionais enquanto convencionais. Bem próximo destes estão os hoje chamados “contratualistas”, que embora teorizem sobre formas de convivência humana possível sobre a terra, não se baseiam propriamente numa perspectiva moral. As ações supostamente contratuais podem ser também interpretadas perfeitamente como estratégicas. Uma aliança de famílias mafiosas, dividindo o crime e a contravenção entre si, não atinge um nível moral porque não respeita todos os envolvidos, mas tão-somente os diretamente interessados nos negócios: a clientela não é respeitada em sua dignidade pessoal. Estamos supondo portanto que a ética, porquanto moral fundamentada por uma reflexão (seja ela mais espontânea ou mais sistematizada), sempre tem um respaldo argumentativo, procura mostrar-se racional, e sempre busca a universalização, quer dos interesses, quer de uma natureza comum, quer de um agir segundo máximas que possam constituir-se em leis universais. A busca da argumentação fundamentadora é extremamente importante numa situação de pluralismo de valores e de globalização da sociedade. Os interesses do grupo, do clã ou da família ou corporação não podem mais dizer a última palavra, assim como a moral de uma confissão religiosa não pode ser imposta aos que não compartilham desta."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Para quem quiser um ótimo site sobre as questões de ética e bioética, visite o site do prof. &lt;a href="http://www.bioetica.ufrgs.br/bioetica.htm"&gt;José Roberto Goldim&lt;/a&gt;, da UFRGS, considerado uma autoridade nessa área (tive o prazer de assistir uma aula dele). Há um farto material, suficiente para uns dois dias, ou mais, de leitura ininterrupta. Lá se encontra o artigo citado do Prof. Álvaro.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111496517573523161?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111496517573523161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111496517573523161&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111496517573523161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111496517573523161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/05/dia-do-trabalhador-e-bem-comum.html' title='Dia do trabalhador e Bem comum'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111487205098211653</id><published>2005-04-30T11:17:00.000-03:00</published><updated>2005-04-30T23:04:32.486-03:00</updated><title type='text'>Código do Chato, Comentado.</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CHATO, no uso das atribuições que lhe confere a milloriana frase "livre pensar é só pensar", RESOLVE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Art. 1º - A ninguém é dado escusar-se alegando o desconhecimento desse código. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale, aqui, a regra geral prevista na lei. Mesmo que o post vá, um dia, para o arquivo, azar de quem não leu. Não poderá reclamar nos comentários. Até pode, que isso aqui é livre, mas será solenemente ignorado. E depois não reclame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Art. 2º - Não existem generalizações. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parágrafo único. Toda expressão de idéias que induza ao leitor a pensar que ali está contida uma generalização, não é uma generalização.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos parar com esse negócio de que toda vez que alguém escreve algo sempre ter que avisar que "não estou generalizando". Sempre, mas sempre mesmo, existem exceções. Não existem generalizações. Gente que afirma "tu estás generalizando" nada mais é do que uma pessoa que "vestiu a carapuça" e tenta se defender alegando generalização. Quem lê e não se enquadra no que está sendo dito, sabe bem que não se trata de uma generalização. O resto que procure um professor de português, um psicólogo e vá se alimentar direito. Pode ser que consiga suprir a carência que atrofiou o cérebro e não o deixa ver que generalizações não existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Art. 3º - Clichês são clichês, nada mais que isso. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parágrafo único. O uso eventual de clichês, nesse blog, não representa ofensa a quem quer que seja. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo. Quando alguém diz que "toda loira é burra", isso é um clichê e serve apenas como tal. Não significa que realmente toda pessoa que tenha uma cobertura loira na cabeça - e seja do sexo feminino - seja realmente burra. Aplica-se, ao caso, a regra do art. 2º.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Art. 4º - Toda afirmação feita nesse blog pressupõe que: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I - o Chato teve a idéia antes; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II - o Chato está produzindo uma idéia que é fruto, resultado, de um conjunto de milhares de leituras e experiências realizadas ao longo da sua vida; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III - o Chato está citando alguém. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ 1º - Para os raros casos do inciso I, o Chato libera qualquer pessoa para fazer o uso que bem entender sem que seja necessário citar a fonte; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ 2º - Para os casos previstos no inciso II, o Chato dispensa-se de ficar elencando os fundamentos teóricos do seu pensamento; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ 3º - Para os casos previstos no inciso III, o Chato previamente desculpa-se por eventuais faltas. Nessas situações, fica o autor da idéia obrigado a fazer um comentário assumindo a autoria. Caso não o faça, entende-se tácita a concordância da citação sem a fonte. O Chato compromete-se, logo que for notificado da falha, a corrigí-la. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chato não acredita em "ser original". Ninguém é original. De original só tivemos a criação do mundo. Daí pra frente só vale a lavoisiana frase "na natureza nada se cria, nada se perde; tudo se transforma". O Chato também acredita que a única desgraça do ser humano é a propriedade. A alegoria bíblica da queda do paraíso, por terem comido da "Árvore do Conhecimento" é pura balela. Adão e Eva tentaram passar uma rasteira, puxar o tapete do criador para serem "donos" do paraíso. Daí que a segunda coisa criada no mundo (a primeira foram eles) foi a propriedade (e sua irmã, a posse, que, no fundo, é a mesma coisa. Por favor, sem discussões jurídicas). Depois disso só deu m...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras tantas razões é que o Chato não se utiliza de licenças de sites estangeiros e nem se preocupa em colocar avisos dizendo que ninguém pode copiar o que aqui está escrito. Primeiro, porque é só o que lhe faltava, com tanta coisa boa para fazer na vida; segundo, porque não é dono de nada: se nem das besteiras que escreve, o que dirá de alguma grande contribuição que possa dar para alguém que tenha lido algo que escreveu. Há de morrer, como todos, e as idéias continuam por aí. Qual a diferença entre ser de domínio (olha a palavrinha) público daqui a 50 anos ou agora? Absolutamente nenhuma, a não ser a propriedade, que pode render uns trocos pra quem acha isso mais importante que a própria produção de conhecimento. O Chato não leva nada para o outro mundo, se é que existe. E tenta educar as filhas (sim, uma já na barriga da mãe) para que se virem "aqui e agora por si mesmas. Não fiquem esperando pelo Chato para viverem depois de adultas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o Chato incorpora ao seu conjunto de conhecimentos o post escrito por Lucia Carvalho no seu blog &lt;a href="http://frankamente.blogspot.com/"&gt;frankamente&lt;/a&gt;: &lt;a href="http://frankamente.blogspot.com/2005/04/embeiamento-terico.html"&gt;Embeiçamento teórico&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Como teve a coragem de falar alguma coisa? É essa a semente da rolha que passa a tapar as nossas bocas adultas. Passamos a acreditar que sem embasamento teórico nada pode ser dito. A nossa intuição vai para a cucuia, que diabo de intuição é essa sem embasamento nenhum? Assim nos calamos. Melhor não falar nada."&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é que pode ter valor algum uma recomendação do Chato, ele recomenda que leiam na íntegra o post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, isso é um blog e não uma dissertação. A César o que é de César. Sem essa de ABNT por aqui. Sempre que pode, o Chato procura citar as fontes, mas ainda é humano e sujeito a erros e esquecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Art. 5º - O Chato é generalista. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ 1º - O Chato, embora generalista, respeita os especialistas. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ 2º - A manifestação dos especialistas, quando em contrário a alguma idéia aqui expressada, será devidamente considerada como acréscimo aos conhecimentos generalistas do Chato. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ 3º - A todos, e em especial aos especialistas, em conformidade com o § 2º do artigo anterior, fica dispensada a fundamentação teórica das suas manifestações nos comentários realizados. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chato respeita quem dedica a vida a determinado assunto. Que seja feliz. Com toda certeza sabe mais do que o Chato sobre o tema. O que não impede que o Chato tenha suas opiniões e que possa expressá-las. Exemplo: quando o Chato diz que "o homem é mau por natureza", não adianta contrapor com toda uma teoria ontológica e citar quinhentos filósofos que já "determinaram" que isso não é verdade (ver art. 7º). Problema deles, assim como é problema do Chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chato já foi, por exemplo, especialista em estrelas. E daí? E daí que o Chato descobriu que ia morrer especialista em estrelas. Só! Bastava apontar para o céu que o Chato dizia a idade da estrela e sua composição química. E daí? E daí, que descobriu que a vida e a Terra são muito grandes para ser um especialista. Com muito orgulho prefere conhecer um pouco de tudo do que tudo de um pouco! Respeita, no entanto, quem prefere ser especialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, outra coisa é mostrar ao Chato que existem outras "visões de mundo". Será lido com o maior prazer e incorporado ao conhecimento. Mas é só isso. O Chato não entra em discussões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E muito importante salientar: o Chato não quer ser melhor do que ninguém seja lá em que ramo do conhecimento for. Até mesmo naquele que se considera um especialista (???): serviço público (vejam que até hoje nunca escreveu sobre isso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Art. 6º - O Chato: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I- lê muito, mas não vai ficar fazendo listas de livros preferidos e nem análises literárias. Entende que para isso existem os especialistas; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II- vê filmes meramente como diversão e não vai ficar fazendo listas de filmes preferidos e análises. Entende que para isso existem os especialistas; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III - tem 850 LP's e mais de 300 CD's, mas não vai ficar fazendo listas de músicas e estilos preferidos e análises. Entende que para isso existem os especialistas; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IV - gosta muito de pintura e até pinta nas horas vagas, mas não vai ficar fazendo listas de pintores prediletos e análises. Entende que para isso existem os especialistas. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V - detesta e raramente vê televisão. Por isso não vai ficar fazendo análises de programas, seriados e novelas. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VI - se tivesse coragem jogaria várias bombas: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a) na CRT&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b) na Globo e suas congêneres; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;c) na RBS e suas congêneres; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;d) no jornal Zero Hora e seus congêneres, país e mundo afora; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e) em gente que acredita em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e em homem quando diz que nunca traiu a mulher (atentar, nesse caso, ao disposto no art. 2º); &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;f) em todas as Câmaras, Assembléias Legislativas e no Congresso Nacional; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;g) em todas as Igrejas, Sinagogas, Templos e Mesquitas; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;h) VETADO. (vide razões do veto nos comentários)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não goste de fazer, o Chato entende ser da maior importância a divulgação de opiniões/análises pessoais e as recomendações feitas pelas pessoas. Muito o Chato já incorporou ao seu conhecimento por recomendações feitas em blogs. Tanto de pessoas tidas como especialistas, quanto daquelas que apenas dizem "gostei".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação da alínea "g" é do tipo &lt;em&gt;numerus clausus, &lt;/em&gt;isto é, exaustiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razões do veto à alínea "h": A expressão "no chiqueiro da Pe. Cacique" não é unívoca. Sabemos que diversas instituições situam-se na conhecida avenida de Porto Alegre. A qual delas estaria se referindo a alínea? Ao Asilo de Mendicidade Padre Cacique? Ao depósito de adolescentes que costumam chamar de FEBEM? Ao estádio do time de futebol Internacional? Como a referência poderia induzir, erroneamente, aos dois primeiros citados, e não, como de fato é, ao terceiro, entende-se, por bem, vetar o dispositivo. O Chato reserva-se o direito, no entanto, de jogar a bomba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Art. 7º - Não existe verdade.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bobinho(a)s. "Hããããmmm, mas Chato, o que dizes parece que dizes como sendo uma verdade". Tá, vamos sair do primário, certo? (Putz, no tempo do Chato chamava-se primário. Hoje, de tanto mudar, o Chato já nem sabe mais como se chama!). Só existe um fato: a vida. O resto é babaquice! Foi escrito "um fato" e não "uma verdade". A vida não é uma verdade, é apenas um fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais: dizer que não existe verdade é o mesmo que dizer que existem tantas verdades quantas forem as pessoas vivas no mundo. O resto é filosofia: não enche barriga de ninguém, a não ser a do autor da filosofia, se conseguir vender os livros, e do monte de egos que andam soltos por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Art. 8º - O Chato não vai fazer um decálogo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chato sabe que existem outros sistemas numéricos, com bases diferentes da decimal, em uso: o binário, o hexadecimal, a dúzia, o octal e o escambau. Por que sempre fazem decálogos? O Chato não entende a razão das pessoas imitarem Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Art. 9º - O Chato reserva-se o direito de alterar esse código a qualquer momento sem prévio aviso.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Art. 10 - VETADO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razões do veto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência de um décimo artigo caracterizaria um decálogo e, conforme o disposto no artigo 8º, o Chato disse que não faria decálogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RPI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Porto Alegre, aos 30 dias do mês de abril de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Afonso XX, o Chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;CRT é o antigo nome da companhia telefônica que, segundo eles pensam, atende ao RS.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111487205098211653?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111487205098211653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111487205098211653&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111487205098211653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111487205098211653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/04/cdigo-do-chato-comentado.html' title='Código do Chato, Comentado.'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111481255026962785</id><published>2005-04-29T18:54:00.000-03:00</published><updated>2005-04-29T22:52:40.236-03:00</updated><title type='text'>Exercício</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz um exercício, vai. É simples: deita e fecha os olhos. Aos poucos vai entrando dentro de ti. Vai indo até chegar na casinha dela. Entra e senta. Se tiveres alguma dificuldade, lembra das imagens da eco. Lembra da mãozinha espalmada que ela nos mostrou. Põe teus dedos entre os dedos dela e aperta com todo carinho. Sente, mas não como sentes aqui de fora, quando ela se mexe. Coloca ela no teu colo. Passa o dedo no narizinho. Lembra do perfilzinho que vimos? Pois é, passa a mão no rostinho dela. Faz carinho; aperta; faz cosquinhas; beija. Brinca com ela, conversa. Parecia, na eco, que ela estava apertadinha ali, né? Pergunta se ela está confortável, então. Conta pra ela como é o quarto que a espera e os presentinhos que já ganhou. Coloca o teu ouvido no coraçãozinho e escuta as batidas. Sente, mas sente aí dentro. É possível até que ela abra os olhinhos para te ver. Aí, olha bem pra ela, deixa que ela te veja feliz. Veja que é um ser humano e não uma menina ou um menino. O sexo não importa; o que importa é que estás aí, sentada, com o teu sonho realizado no colo. Conta pra ela como é o mundo. Não o nosso, mas o que imaginamos possa ser o mundo dela. Sonha junto com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz esse pequeno exercício a qualquer hora e em qualquer lugar. Não te preocupes com as pessoas em tua volta. Elas verão, no máximo, um piscar dos teus olhos. Mas esse rápido piscar, pra vocês aí dentro, será tempo suficiente pra tudo o que vocês quiserem fazer aí dentro. E aproveita pra dizer a ela o nome que escolhemos. Pergunta se ela gostou. Diz: Clarissa, minha filha. E vê como ela se sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra e senta ao lado dela. Pergunta o deves aprender com ela e depois canta uma musiquinha de ninar para ela dormir. E se estiveres em casa, dorme junto com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz o que eu não posso fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111481255026962785?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111481255026962785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111481255026962785&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111481255026962785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111481255026962785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/04/exerccio.html' title='Exercício'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111473552308592194</id><published>2005-04-28T21:24:00.000-03:00</published><updated>2005-04-28T21:45:23.086-03:00</updated><title type='text'>Amenidades</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns dias com temas amenos, continuo na linha das amenidades. Faz-se até necessário, pois devo enfrentar o tema do "ser líquido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante como os orientadores conseguem enfiar um monte de dúvidas na cabeça da gente. Na hora de elaborar o projeto é tudo maravilhoso. Depois? Bom, depois elas, ou eles, mostram ao que vieram. Hoje tive um encontro com a minha orientadora, lá no pós (especialização). Começou a conversa com um "não parei de pensar nessa tua idéia, Afonso. Quem sabe tu não fazes assim, ou assado, ou patati, patatá e etc e tal?"; e eu ali sentindo o chão desaparecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Percebes, Afonso, que quando elaborares o "mapa" as possibilidades que terás serão muito maiores do que essa que colocaste no projeto?&lt;br /&gt;- Sei, sei. Mas não esquece que é só uma monografia. Não é uma dissertação e muito menos uma tese.&lt;br /&gt;- Pois é isso mesmo! Já pensaste em fazer um mestrado depois? Daí que podes fazer essa monografia como se fosse um projeto para o mestrado.&lt;br /&gt;- Mestrado? (tinha jurado pra mim mesmo que nunca mais voltaria a uma universidade)&lt;br /&gt;- É, mestrado. A gente pega essa parte aqui, ó, e deixa para desenvolver no mestrado. (dito de uma forma incisiva, com quem diz: é pegar ou largar!) Não te preocupa que a parte da tabulação da pesquisa a gente faz pra ti. O pessoal daqui gosta de fazer isso; e isso eu consigo pra ti e tem esse livro que eu te empresto... (ofertas e mais ofertas de facilidades irresistíveis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que vou mandar um mail pra ela, começando com um "não parei de pensar nessa tua idéia, Tânia".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111473552308592194?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111473552308592194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111473552308592194&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111473552308592194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111473552308592194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/04/amenidades.html' title='Amenidades'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111465285161964156</id><published>2005-04-27T20:53:00.000-03:00</published><updated>2005-04-27T22:47:31.623-03:00</updated><title type='text'>Premissa</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante um esclarecimento que, propositadamente, deixei passar: a premissa que fundamenta tudo isso. Antes de descrever o líquido, no entanto, é necessário explicitá-la. Mesmo porque, pode ser má interpretada. Outro aviso: esse post não é um tratado de filosofia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tratei dela por aqui, mesmo que superficialmente: &lt;strong&gt;o homem é mau por natureza&lt;/strong&gt;.  E por maldade entenda-se a potência para o agir primariamente destrutivo do homem. Se deixado no “estado de natureza”, o homem destrói a tudo e a todos. Teve e tem a oportunidade de construir com a natureza, mas a destrói constantemente. Há a corrente que defende o contrário, que o homem é bom por natureza. Respeito. Até porque são filósofos consagrados pela humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas construções do homem objetivam colocar limites e estabelecer sanções para esse comportamento destrutivo. As religiões, a moral, o direito, a sociedade, o estado, tudo, no fim, serve para punir e conter a maldade do homem. Outras servem para potencializar, aumentar a capacidade destrutiva do homem. Assim a tecnologia, que primeiro mata, para depois ser aplicada com alguma finalidade boa. Alguém tem dúvida com relação a isso? &lt;strong&gt;Basta olhar em volta e veremos que o homem age primariamente levado pela maldade, pelo impulso de destruir&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desnecessário fazer aqui uma lista das ações que justificam a premissa. Há que se olhar, no entanto, com olhos de líquido: sem hipocrisia. E sem generealizações, que não as estou fazendo (existem os líquidos que não se &lt;strong&gt;comportam&lt;/strong&gt; assim, ao menos não sempre). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar para dentro e admitir que, podendo, passamos o sinal vermelho; corremos para chegar na frente dos outros; gastamos duzentos reais com nossos bichinhos de estimação, mas somos incapazes de fazer alguma coisa - bem mais barata - por uma criança de rua e ainda inventamos, &lt;strong&gt;hipocritamente&lt;/strong&gt;, que dar um real para uma criança é fomentar a vagabundagem do pai ou da mãe que pegam o dinheiro para beber - ou, o que é pior, dizemos que é dever do estado e não nosso; somos craques em jogar a culpa no estado. Afinal, pagamos impostos pra quê? Pra quê? Pra livrar nossa consciência da maldade que fazemos, pois hipocritamente esquecemos que estado não existe, que é uma abstração; o que existe são pessoas que trabalham e essas pessoas são más. São más porque colocam o interesse político acima do interesse comum e nós somos maus porque concordamos quando eles dizem que não há dinheiro para resolver o problema de 500 crianças de rua (POA), mas tem para fazer publicidade; tem para empregar seus parentes. Somos maus porque fingimos que não somos o estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos maus quando inventamos um Direito que diz que ao Judiciário não cabe interferir nas decisões do Executivo e, com base nisso, uma desembargadora lava as mãos dizendo que faz parte da discricionariedade da decisão administrativa não aplicar as verbas para construir abrigos para as crianças de rua. Querem mais maldade do que justificar a miséria com teorias jurídicas? (o caso é verídico). Lindo, mas as crianças continuam na rua. E ela e os políticos? Continuam faturando alto!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se fizeram a pergunta: porque, com milhares de ONG's, governos, iniciativas individuais e o escambau, a miséria ainda existe? É simples. É porque queremos apenas livrar nossa consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou "sócio titular" de uma fundação que cuida de crianças. Recebi o balanço anual e dei uma olhada: nada menos que 70% da receita é gasta com pessoal. Ah, claro! A estrutura é importante. Paga-se um bom salário para alguém ajudar a manter uma criança na miséria, só que com mais educação e um pouco mais de comida. Mais tarde essa criança terá condições de "se virar" na vida; é o que dizem e depois dormem tranqüilos, pois o seu está garantido. Hipocrisia; maldade inerente ao ser humano. Descobri que ajudo um FDP a dormir tranqüilo e não crianças. Mas eu também durmo tranqüilo, fiz a minha parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, deixa assim. Não preciso demonstrar que o homem é mau. Gostaria é que alguém me demonstrasse que o homem é bom. Mas por favor, sem filosofias e sem &lt;strong&gt;hipocrisia&lt;/strong&gt;. A cada coisa boa que me apontarem, mostro outras cem que são más.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito só para não dar confusão: não estou generalizando o comportamento. Há pessoas que, como disse, conseguem equilibrar a natureza má com ações boas. E até superar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por essa razão que a “evolução” da humanidade dá-se sempre no sentido de superação dessa condição de maldade. Admitir que a natureza do homem seja má não impede que admitamos que seu agir possa ser bom, isto é, não destrutivo, pois significa o impulso em busca de se livrar dessa condição de mau. Não há porque confundir as duas coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é importante: há uma diferença entre a natureza má do homem e seu agir para o bem. É o que diferencia os sólidos e gasosos dos líquidos. É o que vai explicar o que chamo de equilíbrio, o saber transitar entre os três estados da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que se segue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111465285161964156?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111465285161964156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111465285161964156&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111465285161964156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111465285161964156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/04/premissa.html' title='Premissa'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111459962748756984</id><published>2005-04-27T07:10:00.000-03:00</published><updated>2005-04-27T08:03:10.463-03:00</updated><title type='text'>Convite</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.escosteguy.com/afonso/garalt.jpg" align="left" hspace="10" /&gt;&lt;/img&gt; "&lt;strong&gt;Ahaha. Eu discordo absolutamente de tudo. :D E, exatamente por isso, nem vou perder tempo aqui e sugiro que o debate seja em frente a algumas garrafas de cerveja&lt;/strong&gt;". &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/gejfin"&gt;Gejfin&lt;/a&gt;, &lt;strong&gt;in&lt;/strong&gt; Comentários ao post anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Afonso XX, o Chato, foi gentilmente convidado para um debate etílico. Confesso que já esperava alguma discordância - afinal, devo lembrar-me de que já trouxeram a democracia de volta para esse país -, mas não um rotundo "discordo absolutamente de tudo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente pedi para a Kaya passar a minha armadura e dar uma polida na espada, que já andava meio enferrujada (fiquei bonito assim, né?). Sem esquecer, é claro, de passar na farmácia e reabastecer de Engov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhe as armas, ooops, a cerveja. Desde que seja SKOL, por mim pode ser qualquer uma. E não esqueça as testemunhas. Alguém deverá explicar para a Clarissa porque ela nasceu sem pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Muito importante: o campo. Deve ser próximo a alguma moita, pois é impossível uma luta dessas sem visitá-la com alguma freqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;gravura de: http://www.cahetmel.cjb.net/&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111459962748756984?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111459962748756984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111459962748756984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111459962748756984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111459962748756984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/04/convite.html' title='Convite'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111447537226815423</id><published>2005-04-25T20:52:00.000-03:00</published><updated>2005-04-25T21:29:32.270-03:00</updated><title type='text'>III. Gasoso</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o terceiro post de uma série de seis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - &lt;strong&gt;Feira da Fruição&lt;/strong&gt;, uma introdução.&lt;br /&gt;II - &lt;strong&gt;Sólido&lt;/strong&gt;, onde se explica o que são pessoas sólidas.&lt;br /&gt;III - &lt;strong&gt;Gasoso&lt;/strong&gt;, onde se explica o que são pessoas gasosas.&lt;br /&gt;IV - &lt;strong&gt;Líquido&lt;/strong&gt;, onde se explica o que são pessoas líquidas.&lt;br /&gt;V - &lt;strong&gt;Equilíbrio&lt;/strong&gt;, onde se explica como é possível ser equilibrado fluindo pelos três estados.&lt;br /&gt;VI - &lt;strong&gt;Plasma&lt;/strong&gt;, a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rola a tela e dá uma lida nos dois primeiros. Ajude um sólido/gasoso a tornar-se um líquido equilibrado, antes que vire plasma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário dos sólidos, o estado gasoso caracteriza-se por ter uma energia cinética maior que a energia potencial. É, também, um estado de desequilíbrio energético. Um gás expande-se num quase puro e incontrolável movimento, só parando se o colocarmos sob pressão em algum recipiente. E é isso que faz desse estado algo ruim, se aplicado como tipologia de ser humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gasosos são aquelas pessoas que ocupam todo o espaço disponível, inclusive aquele que não é seu. Expandem-se sufocando os demais. As pessoas possessivas são gasosas. Tudo tem que ser delas. Os narcisistas são gasosos; os ciumentos também. Se o não é o símbolo do sólido, o &lt;strong&gt;dinheiro&lt;/strong&gt; é o símbolo do estado gasoso. Tudo o &lt;strong&gt;dinheiro&lt;/strong&gt; compra e quem tem &lt;strong&gt;dinheiro&lt;/strong&gt; pensa que pode ter tudo, até as pessoas. Convenhamos, no entanto, que a pior espécie de gasoso é o gasoso pobre. Há uma espécie correlata, que é o gasoso novo rico: sonegou impostos ou superfaturou alguma obra pública (gasoso, dígno do nome, sabe bem que trabalhando ninguém fica rico). Anda sempre com um carro último ano (preferencialmente importado), mas está sendo processado porque não pagou as prestações (ou pior, entrou na Justiça questionando os juros e aí parou de pagar. Mas anda todo posudo nas ruas e vai à missa se confessar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gasosos são os jornalistas e os ligados aos meios de comunicação que pensam ser donos da verdade. Nem todos, é claro, mas parece ser um pré-requisito para ingresso em qualquer meio de comunicação de massa, a propriedade de ser gasoso. Dá um espaço no jornal, na televisão ou no rádio e pronto: qualquer idiota vira dono da verdade, se expande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gasosos gostam de vitrines. De preferência que eles estejam por trás, à vista dos demais. Gasosos são imperialistas por natureza, desde Alexandre até o Bush, além de todos os severinos soltos por aí. As guerras, apesar dos efeitos sólidos que deixam, são feitas por gasosos, que precisam se expandir. O capitalismo é gasoso; e a economia, ciência criada e desenvolvida para dar-lhe suporte e que justifica a miséria com base na escassez dos recursos, só pode ser gasosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já comentei antes, que os relacionamentos acabam, via de regra, porque uma das pessoas é gasosa. Literalmente ocupa todo o espaço, anulando a outra. Homens, em relacionamentos, pelo geral são gasosos. Não que mulheres também não possam ser, mas ainda há uma predominância masculina nesse aspecto.  A humanidade é gasosa. Está destruindo a natureza com sua expansão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inveja é gasosa. Os pecados capitais foram inventados para conter os gasosos. A Igreja Católica foi e ainda é gasosa (tem um padre aqui perto de casa que resolveu colocar um alto-falante na torre da Igreja. Resultado: tenho que ouvir a missa dele dentro da minha casa), apesar de se utilizar da fé e dos dogmas, que são sólidos, com arma de expansão. Importante notar que os gasosos sempre se utilizam de meios sólidos (armas, físicas ou psicológicas, são sólidas) para atingir seus objetivos. Os gasosos precisam do potencial destrutivo dos sólidos. Onde há um gasoso há um sólido por perto, e vice-versa. Nas organizações, ao lado do poder (sólido) sempre há um puxa-saco (gasoso). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gasosos são pessoas, como esse padre, que ignoram que as demais têm seus direitos e que eles devem ser respeitados. Invadem todos os espaços como se somente eles existissem no mundo. Gasosos são fundamentalistas de qualquer espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que viver muito tempo com pessoas gasosas nos desequilibra, pois, além de gastamos nossa energia com eles, eles nos roubam a que resta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gasosos são suicidas. Expandem-se tanto que acabam perdendo a identidade. Aí se matam. Literalmente ou figurativamente, como diz o verso "quem passou a vida em brancas nuvens e não viveu...". Esses são os gasosos: não vivem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111447537226815423?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111447537226815423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111447537226815423&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111447537226815423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111447537226815423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/04/iii-gasoso.html' title='III. Gasoso'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111442763092428615</id><published>2005-04-25T08:07:00.000-03:00</published><updated>2005-04-25T08:13:50.926-03:00</updated><title type='text'>Quem faliu primeiro?</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem faliu primeiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) O homem&lt;br /&gt;b) A humanidade&lt;br /&gt;c) A sociedade&lt;br /&gt;d) O estado&lt;br /&gt;e) Não há falência, "tudo está no seu lugar, graças a Deus".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111442763092428615?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111442763092428615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111442763092428615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111442763092428615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111442763092428615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/04/quem-faliu-primeiro.html' title='Quem faliu primeiro?'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111434415489774582</id><published>2005-04-24T08:54:00.000-03:00</published><updated>2005-04-24T09:02:34.900-03:00</updated><title type='text'>II. Sólidos</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este post é continuação do anterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é um sólido? Sólido é o estado da matéria que possui, grosso modo, pouca energia cinética (energia associada ao movimento). Os átomos de um sólido estão presos a estruturas (vide as pontes de hidrogênio da água) que não permitem, ou quase não permitem, o movimento. Se colocarmos a energia potencial (estática) ao lado da energia cinética (movimento), os sólidos caracterizam-se por possuir uma energia potencial maior que a energia cinética. Desequilíbrio energético. Os sólidos também se caracterizam por um volume e forma definidos e, via de regra, são resistentes à deformações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso já nos diz tudo. Sólidos não são associados a movimento. Sólidos nos dão a idéia de estática. Uma estátua é sólida. Aos sólidos é mais fácil associar a idéia de massa, e massa, sob a ação da gravidade, vira peso. “Fulano é um pesado!”, não é o que se diz de alguém chato? (não como eu, claro). De alguém que não se move, que finca pé nas suas posições sem sequer admitir pensar em outras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sólidas são as pessoas que não conseguem “enxergar um palmo adiante do nariz!”. Claro, não conseguem se movimentar além desse palmo. Sólidas são as pessoas que têm fé, pois a fé é estática. A fé pressupõe dogmas e dogmas são contrários ao movimento. Os depressivos são sólidos, pois detestam movimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas organizações os sólidos são aquelas pessoas que sempre estão contra tudo, que acham que nada vai dar certo; que se opõem às propostas de mudanças. Sólidos adoram o poder e a hierarquia, pois são conceitos sinônimos de estática, de rigidez. Vivem em função disso. E são os piores tipos de sólidos nas organizações, pois ficam controlando todo mundo, verificando se não há gente se movimentando sem que eles saibam. Sólidos organizacionais são chefes que se preocupam com horário e não com a qualidade do trabalho. O trabalho acima do trabalhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; é a palavra sólida por excelência. É com ela que transformamos as crianças em seres sólidos: &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; faça isso, &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; faça aquilo; &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; pode isso, &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; pode aquilo. Pelo &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; impedimos o movimento, direcionamos as pessoas para o estático, para a rigidez, para serem sólidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A miséria do mundo deriva dos &lt;strong&gt;não’s&lt;/strong&gt; ditos pelos sólidos: não é problema meu; não tenho culpa por isso; não ajudo. Apesar de palavras com a mesma origem, os sólidos não são solidários, pois ser solidário implica em movimentar-se em direção ao outro, coisa que os sólidos detestam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sólidos vivem no passado: “aprendi assim com minha mãe, que aprendeu com minha avó...”; “no meu tempo era melhor” e tantas outras expressões que vivemos escutando por aí. Sólidos são críticos. Criticam tudo, pois nada está de acordo com a sua rigidez. Sólidos adoram os pré-conceitos com os quais foram educados. Sólidos são contra; contra tudo que signifique o novo, o movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação torna as pessoas sólidas e isso é o pior de tudo (vide Rubem Alves no post anterior). Depois de formados os sólidos, precisamos de muita força e energia para tirá-los dessa condição. Os sólidos nos fazem despender uma energia que bem poderia estar sendo aplicada em outras coisas. Os sólidos nos roubam essa energia. É por isso que viver muito tempo com pessoas sólidas nos desequilibra, pois gastamos nossa energia com eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sólidos são hipertensos e morrem do coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111434415489774582?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111434415489774582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111434415489774582&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111434415489774582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111434415489774582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/04/ii-slidos.html' title='II. Sólidos'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111419955010074553</id><published>2005-04-22T16:39:00.000-03:00</published><updated>2005-04-23T23:01:08.386-03:00</updated><title type='text'>I. Feira da Fruição</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se faço bem em expandir um assunto, uma idéia que não é minha. Posso até estar atrapalhando sua gestação. Se esse for o caso, que me perdoe o &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/gejfin"&gt;Gejfin &lt;/a&gt;pela intromissão indevida. Caso contrário, receba estes últimos posts como um singela colaboração, com a garantia de que sempre assumirei que a idéia não foi minha e sim dele. (a bem da verdade, não sei o quanto o &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando"&gt;Tiagón&lt;/a&gt; está envolvido no nascimento da idéia. Sei que a &lt;a href="http://irfans.blogger.terra.com.br"&gt;Aninha&lt;/a&gt; debate o tema com o Gejfin. Por uma questão de economia, citarei apenas o Gejfin como autor. Sintam-se, no entanto, todos citados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://www.luzdeluma.blogspot.com/"&gt;Luma&lt;/a&gt; gentilmente nos aponta um texto do &lt;a href="http://64.233.161.104/search?q=cache:fKMrPEq3docJ:www.rubemalves.com.br/rubensalvesentrevistamaxnumacervejaria.htm+Rubem+alves+entrevista+karl+marx+em+uma+cervejaria&amp;hl=pt-BR&amp;amp;lr=lang_pt"&gt;Rubem Alves&lt;/a&gt;, "Rubem Alves entrevista Marx numa Cervejaria", onde se lê:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"E em qual escola se gasta tempo na educação dos sentidos? Bobagem. Isso é coisa da " Feira da Fruição" - não circula no sistema. O que importa é a " Feira das Utilidades" - seus saberes úteis, transformáveis em mercadoria, passíveis de circular no mercado de trabalho. Por que gastar tempo no desenvolvimento das inúteis potencialidades do ser, na educação dos sentidos para os prazeres inúteis, insignificante do ponto de vista econômico, se os corpos podem ser transformados em unidades de produção. O que é um profissional? É um corpo, outrora portador de sentidos, que se transformou em ferramenta, utilidade. ' Quanto menos você for, mais você terá...'". &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;E,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Esse jogo perverso nos tornou ' tão estúpidos e parciais que somente consideramos nosso um objeto quando o possuimos, quando ele é utilizado de alguma forma. Assim, todos os sentidos físicos e espirituais são substituidos pela simples alienação de todos esses sentidos, ou seja, pelo sentido da posse(...) Quanto menos você comer, beber, comprar livros, for ao teatro, aos bailes, às boates, quanto menos você pensar, amar, teorizar, cantar, pintar, tanto mais você será capaz de economizar e tanto maior será o seu tesouro. Quanto menos você for, tanto mais você terá...'"&lt;/blockquote&gt;É bom ler o texto todo, pois qualquer recorte sempre será subjetivo e poderá servir apenas aos interesses de quem recortou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alheio a todos os debates que estão rolando sobre o papa, o grafite, racismo, cotas, vou me dedicar a construir uma trilogia: o sólido, o líquido e o gasoso. Confesso que desde dezembro, quando o Gejfin, primeiro lá na especialização, depois no blog, desejou a todos que 2005 fosse um ano líquido, fiquei com esse negócio na cabeça. De lá pra cá ainda não havia encontrado um mote para tentar desenvolver o assunto e, mesmo, referências que pudessem levar às minhas idéias algo mais que serem somente minhas idéias. Até porque, minhas idéias poderiam ser fruto de alguma noite em que estivesse alcoolizado mais do que o normal. E, nesses casos, é sempre bom rasgar tudo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que, tentando ler pela nonagésima vez o sermão da Sexagéssima, do Padre Antonio Vieira (por quê? Ora, porque é famoso e é uma aula de argumentação, de retórica) e tendo desistido pela nonagésima vez (verdade seja dita, apesar de ser uma aula é um saco, mas um dia eu consigo terminar), resolvi folhear o restante do livro (vol I da coleção) e encontro o texto que utilizei no post anterior. Pronto. Aí estava o ponto de partida para tentar construir um pensamento que, no mínimo, pudesse receber esse nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge aí um outro problema: como começar e desenvolver o tema. Iniciar pelo líquido e exaltá-lo pela posterior contraposição ao sólido e ao gasoso? Iniciar com o sólido e com o gasoso para, então, por exclusão ou indução chegar ao líquido? Será que existe essa oposição ou, como defendeu o Gejfin num comentário ao post anterior, a questão é de evolução e não de oposição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incialmente penso que cabe um pequeno esclarecimento, em resposta a alguma provável pergunta do tipo "mas e pra que que serve essa droga toda?" Pois demorei a tratar do assunto exatamente tentando encontrar uma resposta para essa pergunta. E concordo, não é possível sequer pensar nisso sem que se tenha respondido/entendido antes o porquê de se pensar nisso num mundo tão conturbado de papas, grafites, severinos, cotas, etc. Afinal, soa como alienação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o conceito subjacente às palavras sólido, líquido e gasoso que pode ser utilizado para tentar associá-los a um sentido de evolução do homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que se segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentário aos comentários &lt;/strong&gt;(sugiro a leitura destes antes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img hspace="10" src="http://www.escosteguy.com/afonso/espiral.jpg" align="left" /&gt;&lt;/img&gt;Edu, pensa não num círculo, mas numa espiral tridimensional. Círculos são representações de sólidos (esferas) no plano. Claro que passamos diversas vezes, ao longo da vida, por pontos antes passados, mas numa espiral há sempre a terceira dimensão que os torna diferentes dos anteriores. É bem matemático mesmo: cada ponto de uma espiral tem dois referenciais, eixos x e y, iguais ao anterior; mas tem, também, um referencial no eixo z que é diferente, e é esse referencial que nos leva a evoluir, que leva a espiral a crescer no espaço e no tempo. E leva a que eu vá utilizar, já adiantando um pouco, a figura da espiral como representação do fluir, essência que é do ser líquido. Nossa vida deve ser uma espiral e não um círculo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111419955010074553?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111419955010074553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111419955010074553&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111419955010074553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111419955010074553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/04/i-feira-da-fruio.html' title='I. Feira da Fruição'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7400917.post-111410281009124594</id><published>2005-04-21T13:36:00.000-03:00</published><updated>2005-04-21T23:13:55.590-03:00</updated><title type='text'>Morrer seis vezes</title><content type='html'>Pois é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img hspace="10" src="http://www.escosteguy.com/afonso/vieira.jpg" align="left" /&gt;&lt;/img&gt;"Dito foi do grande philosopho Heraclito, allegado e celebrado por Socrates: &lt;em&gt;Non posse quemquam bis in eumdem fluvium descendere&lt;/em&gt;: que nenhum homem podia entrar duas vezes em um rio; e porque? Porque quando entrasse a segunda vez, já o rio, que sempre corre e passa, é outro. E d'aqui infiro eu, que o mesmo succedera se não fôsse rio, senão lago ou tanque aquelle em que o homem entrasse; porque ainda que a agua do lago e do tanque não corre, nem se muda, corre porém, e sempre se está mudando o homem, que nunca permanece no mesmo estado: &lt;em&gt;Et nunquam in eodem statu permanet&lt;/em&gt;. Assim o disse Job, e quem o não disser assim de todo o homem, e de si mesmo, não se conhece. Admira-se Philo Hebreu, de que perguntando Deus a Adão onde estava: &lt;em&gt;Adam, ubi es?&lt;/em&gt; elle não respondesse. Mas logo escusa ao mesmo Adão, e a qualquer outro homem a quem Deus fizesse a mesma pergunta, por que como póde responder onde está, quem não está? Se dissera, estou aqui (como subtilmente argue Santo Agostinho) entre a primeira syllaba e a segunda já o estou não seria estou, nem o aqui seria o mesmo logar; porque como tudo está passando, tudo se teria mudado. Por isso conclue o mesmo Philo, que se Adão houvesse de responder propria e verdadeiramente onde estava, haveria de dizer: nusquam, em nenhuma parte; porque em nenhuma parte está aquillo que nunca está, mas sempre passa: &lt;em&gt;eo quod humana res nunquam in ordem statu maneat&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando este continuo passar do homem (não fóra de si, senão onde verdadeiramente parece que está e permanece, que é dentro de si mesmo) diziam os sábios da Grecia, como refere Eusebio Cesariense, que todo o homem que chega a ser velho, morre seis vezes. E como? Passando da infancia á puericia, morre a infancia; passando da puericia á adolescencia, morre a puericia; passando da adolescencia á juventude, morre a adolescencia; passando da juventude á edade de varão, morre a juventude; passando da edade de varão á velhice, morre a edade de varão; e, finalmente, acabando de viver por tanta continuação e sucessão de morte, com a ultima que só chamamos morte, morre a velhice."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Padre Antonio Vieira, Sermão da Primeira Dominga do Advento. Mantive a redação do original das Obras Completas do Padre Antonio Vieira, Livraria Lello &amp; Irmão editores, PORTO, 1945.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo assim insistimos em querer que as pessoas não mudem. Acusamos, inclusive, quem muda: "não eras assim quando te conheci!", como se cometessem o maior pecado do mundo. É como disse Job: não nos conhecemos; que dirá conhecer algo que está em constante mutação. E nos arvoramos no direito de dizer "eu te conheço bem, sei como és!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/gejfin"&gt;Gejfin &lt;/a&gt;e a &lt;a href="http://irfans.weblogger.terra.com.br"&gt;Aninha &lt;/a&gt;tenham razão quando pretendem ser líquidos e não sólidos ou gasosos. Talvez queiram aceitar, primeiro em si mesmos, depois nos outros, a mudança, a fluidez do rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando crianças, nos perguntam o que queremos ser quando crescermos. A partir daí inicia-se uma cobrança que só irá parar com a última das seis mortes. Educar é colocar limites, dizem os entendidos no assunto. É tornar sólido algo que nasceu líquido. E depois, na "edade de varão", gastamos fortunas buscando retornar ao estado de liquidez. Tudo que que fazemos se reduz a essa busca: trabalho, relacionamentos, amizades, lazer. E em tudo isso nos empurram para o lado sólido da existência. No trabalho temos de nos comportar sempre da mesma maneira; nos relacionamentos devemos ser tão previsíveis quanto um cubo de chumbo que, se solto, certamente irá ao chão; os amigos nos cobram pelo nosso jeito de ser: "fulano é assim, beltrano assado! O Afonso é assim mesmo, não dêem bola!". Definem. E o que é definir senão tornar sólido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é dessa tentativa de solidificar o que é líquido que nasce a crítica. Criticamos a tudo e a todos por não se enquadrarem nos rígidos (sólidos) padrões estabelecidos. Criticamos o papa que morreu e o que foi eleito; criticamos o presidente que se foi e o que foi eleito; criticamos a arte, a literatura, a opinião das pessoas, a música, os argentinos, é quase só o que tenho lido por aí: crítica e mais crítica, a tudo e a todos. Rótulos, limites, definições, enquadramentos. Eu não fujo à regra e isso tem me chateado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por não fugir à regra, devo me policiar constantemente, pois trabalho com pessoas nas organizações e só o que ouço é "fulano é um incompetente, faz tudo errado", "a culpa foi do betrano" e tantas outras. Por outro lado, uma das coisas mais difíceis do meu trabalho é mostrar para as pessoas que podem mudar, que podem fazer as coisas de forma diferente, sair da zona de conforto (sólido) e arriscar (líquido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que dá feriado numa quinta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;/hr&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentário aos comentários&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(sugere-se a leitura destes, antes, para uma melhor compreensão)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;23:15 - Certos comentários merecem um post.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não costumo, &lt;a href="http://www.luzdeluma.blogspot.com"&gt;Luma&lt;/a&gt;, utilizar a expressão “crítica construtiva” quando me refiro a alguma análise que seja construtiva para alguém. Na Administração usamos uma expressão que julgo mais adequada: &lt;em&gt;feedback&lt;/em&gt;, cuja tradução não poderia ser mais feliz: retroalimentação. Alimentar, isso sim é construir. Quando queremos ajudar alguém a construir devemos dar a ela alimentos, realimentá-la. Crítica tem um significado, para mim é claro, sempre negativo. Segundo a teoria gejfiniana da liquidez (olha a cara de pau: já estou dando interpretações para algo ainda nem bem formulado, hehehehe) criticar significa solidificar; retroalimentar significa liquefazer, pois dá a pessoa a oportunidade de fluir para outra posição, coisa difícil de se fazer quando se é sólido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;E Gejfin, pensei bastante antes de colocar a palavra gasoso junto com sólido. Numa primeira versão, pensei ser muito fácil simplesmente associar o nível de desagregação das moléculas com um sentido de evolução. E sabe por quê? Porque o gasoso me lembra aquelas pessoas que costumam “ocupar todos os espaços disponíveis”, inclusive o espaço dos outros. E isso é ruim. Num relacionamento afetivo, então, nem se fala, deve ser a principal causa dos rompimentos: um sempre ocupa o espaço que deveria ser ocupado por dois. Coisas de gente gasosa (dá uma olhada nesse &lt;a href="http://prascabecas.blogspot.com/2005_04_01_prascabecas_archive.html#111399704303991638"&gt;post&lt;/a&gt; do &lt;a href="http://prascabecas.blogspot.com/"&gt;Pras Cabeças&lt;/a&gt;, um belo exemplo de ser gasoso). Por essa razão fiz, pensadamente, a oposição. De mais a mais, se pensarmos assim, chegaremos ao plasma e, logo, logo, seremos fantasmas... Mas é uma primeira versão, sujeita a revisões.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7400917-111410281009124594?l=afonsochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afonsochato.blogspot.com/feeds/111410281009124594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7400917&amp;postID=111410281009124594&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111410281009124594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7400917/posts/default/111410281009124594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afonsochato.blogspot.com/2005/04/morrer-seis-vezes.html' title='Morrer seis vezes'/><author><name>D. Afonso XX, o Chato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08756528426714015472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_xRWlCK4UOtc/TGgs-ebtF-I/AAAAAAAACdg/7Abh-EFxsJs/S220/Imagem+239.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
